Alone in the Dark 2

Perigosamente oculto nas trevas, o mal te aguarda...e você está completamente sozinho.


Publicado em 2 de fevereiro de 2026.

Alone in the Dark 2 é um adventure survival horror onde um detetive é enviado para investigar um caso de sequestro ligado a contrabandistas de bebidas e acaba se deparando com uma situação sobrenatural envolvendo piratas imortais. Foi desenvolvido pela Infogrames e lançado inicialmente em 1993.

A primeira sequência do seminal clássico de 1992 mantém a resolução de quebra-cabeças, gráficos 2D-3D híbridos, inspirações lovecraftianas e combate contra mortos-vivos, mas apresenta uma menor ênfase no terror e um mundo significativamente maior. Em contrapartida, ao contrário de seu predecessor, a maior parte dos cenários passa a ser explorável de forma predominantemente linear, característica que se tornaria padrão na série a partir de então.

Atenção: o Alone in the Dark 2 está de graça, para  Windows e Mac, numa festa da uva do GOG por tempo limitado junto ao Alone in the Dark e o Alone in the Dark 3. Você pode pegar o jogo (free to keep) aqui. Aproveite, pois o Alone in the Dark: The Trilogy 1+2+3 pode custar normalmente 5,49 euros. Para adicionar o pacote à sua conta do GOG, role a página até o banner de Giveaway e clique em “Add to library”. Se você ainda não tiver conta lá, a plataforma vai pedir pra criar. Daí, é só seguir os passos necessários.

Publicado originalmente pela própria Infogrames (atualmente pela THQ Nordic) e lançado pra MS-DOS, PC-98, FM Towns, 3DO, Saturn, PlayStation, Mac OS, Windows, PlayStation 4 e PlayStation 5, Alone in the Dark 2 foi geralmente muito bem recebido pela crítica especializada. Como continua sendo bem recebido pelos jogadores até os dias de hoje, dá pra falar com segurança que o que temos aqui é uma sequência sólida de um dos fundadores do survival horror.

Vídeos

Acima, temos um trailer oficial do Alone in the Dark 2 que teria sido publicado em 1994.

Achei também esta análise/investigação do game feita pelo canal Painticus. Em inglês.

Gameplay

Em Alone in the Dark 2, o jogador assume o papel do detetive Edward Carnby, um dos protagonistas do original, quando um antigo colega de profissão, o detetive Stryker, atribui a um contrabandista conhecido como One-Eyed Jack o sequestro da jovem Grace Saunders. Stryker tenta se infiltrar na mansão decadente de Jack, localizada em Hell’s Kitchen, para resgatar a garota, mas acaba desaparecendo, levando Carnby a assumir a investigação.

Ao longo da progressão, Carnby descobre que One-Eyed Jack e seus capangas são, na verdade, piratas do século XV que alcançaram a imortalidade após Jack firmar um pacto com Elizabeth Jarret, uma feiticeira vodu. A magia negra que sustenta essa imortalidade, contudo, exige sacrifícios humanos regulares, explicando o sequestro de Grace, sendo o objetivo de Carnby então passando a ser atravessar Hell’s Kitchen, enfrentar o exército de gângsteres armados de Jack e encontrar uma forma de quebrar o feitiço que os mantém vivos.

Como dito, jogo é um action-adventure que mantém a base estabelecida no primeiro Alone in the Dark, utilizando gráficos híbridos em 2D e 3D com câmeras fixas. A progressão envolve a resolução de quebra-cabeças combinada com combate contra inimigos sobrenaturais, em especial piratas zumbificados. Alguns adversários podem ser derrotados diretamente com as diversas armas disponíveis, enquanto outros exigem soluções indiretas, baseadas em truques, armadilhas ou no uso do ambiente.

Também como supracitado, em relação ao título original, o terror é significativamente atenuado. Apesar da presença de elementos sobrenaturais, como a magia vodu, os principais inimigos comportam-se mais como gângsteres do que como criaturas horripilantes clássicas: eles falam, se movimentam de forma ágil e utilizam armas de fogo, incluindo metralhadoras. Visualmente, embora sejam possuídos por espíritos malignos e apresentem aparência esverdeada e cadavérica, estão distantes dos zumbis lentos e silenciosos do primeiro game.

O arsenal do jogador é mais amplo e inclui armas de fogo como o revólver inicial, espingardas, submetralhadoras Tommy gun, pistolas Derringer, pistolas de pederneira, além de armas brancas, como espadas. Como também mencionado anteriormente, o mundo do game também é maior, abrangendo não apenas a mansão, mas seus jardins e uma embarcação pirata escondida em cavernas sob a propriedade. No entanto, com exceção da casa principal, as áreas são exploradas de maneira estritamente linear, característica que se tornaria recorrente nos próximos Alone in the Dark.

Embora a maior parte de uma partida seja vivenciada a partir da perspectiva de Edward Carnby, o jogador ocasionalmente assume o controle de Grace Saunders. Nessas seções — duas delas na versão em CD-ROM — Grace, por ser uma criança, não pode lutar e, caso seja vista pelos gângsteres, é capturada imediatamente. Assim, essas partes do jogo focam em furtividade, raciocínio rápido e no uso criativo de objetos comuns do ambiente para criar armadilhas improvisadas e despistar os inimigos.

Apresentação

Sequência do aclamado Alone in the Dark, esta nova aventura acompanha o herói Edward Carnby em 1923, confrontando as muitas faces do mal na escuridão de Derceto, uma casa na qual entrar é a parte fácil — sair, no entanto, pode ser um verdadeiro inferno.

Enredo

É Natal de 1924, três meses antes dos eventos de Alone in the Dark. O “detetive particular especializado em casos sobrenaturais” Edward Carnby e seu parceiro, Ted Stryker, investigam o sequestro da jovem Grace Saunders. A trilha de pistas os conduz até uma antiga mansão conhecida como Hell’s Kitchen, lar de um notório chefe do crime e de sua gangue.

Edward decide retomar a investigação ao saber do desaparecimento de Ted dentro da mansão, mas logo descobre que seu parceiro foi assassinado.

Com o avanço da investigação, Carnby descobre que os gângsteres são, na verdade, as formas corpóreas dos espíritos de piratas que saquearam os mares séculos atrás, tendo vendido suas almas em troca da vida eterna por meio de magia vodu. Abrindo caminho à força pela mansão e, posteriormente, até um navio pirata oculto no penhasco sobre o qual a casa de Jack foi construída, Edward precisa sobreviver, descobrir o segredo por trás da aparente imortalidade dos piratas, resgatar a pequena Grace e desvendar por que eles demonstram tanto interesse nela.

JackInTheDark Jack in the Dark

Jack in the Dark é um pequeno jogo desenvolvido durante a produção de Alone in the Dark 2 que foi utilizado como material promocional e distribuído no período de Natal de 1993, pouco antes do lançamento de Alone in the Dark 2. O game vinha em um único disquete, embalado em uma caixa dourada que trazia no topo uma ilustração de uma caixa de surpresas (jack-in-the-box).

Trata-se de uma curta aventura protagonizada pela jovem Grace Saunders. Durante o Halloween, ela entra em uma pequena loja de brinquedos após o anoitecer e acaba ficando presa no local. Dentro da loja, os brinquedos ganham vida, e Grace precisa salvar o Papai Noel de um maligno jack-in-the-box.

O Jack in the Dark é um adventure focado exclusivamente na resolução de quebra-cabeças, não possuindo qualquer tipo de combate. Posteriormente, versões em CD-ROM tanto de Alone in the Dark quanto de Alone in the Dark 2 passaram a incluir Jack in the Dark como conteúdo adicional. É possível jogar Jack in the Dark online atualmente de graça.

Curiosidades

  • Controvérsia – No Reino Unido, alguns setores ficaram chocados com o conteúdo de Alone in the Dark 2. O superintendente-chefe de polícia Mick Burdis, do CID de South Yorkshire, pediu que o jogo fosse proibido para crianças, afirmando: “É doentio. Pode aterrorizá-las, danificar seus processos de pensamento e torná-las inseguras pelo resto da vida”. A partir dessa declaração, o jornal Sheffield Star estampou a manchete: “Ban Kids From This Computer Sickness” (“Proíbam crianças dessa doença de computador”).
  • Música – Quando Edward Carnby morre, a música sombria que toca ao fundo é “Vesti la Giubba”, da ópera I Pagliacci.
  • Velocidade do processador – Existem diversas ações no jogo que hoje se tornaram impossíveis de executar em hardware moderno, pelo menos considerando a versão original de DOS. O problema está no fato de que elas dependem de rotinas de temporização específicas do código de Alone in the Dark 2. Computadores atuais são rápidos demais, fazendo com que esses mecanismos de tempo deixem de funcionar corretamente. Como resultado, algumas ações não podem ser realizadas em máquinas com processadores mais rápidos que um Pentium II. Dessa forma, não é possível concluir o jogo em um computador moderno sem recorrer a métodos de desaceleração da CPU. Um dos primeiros quebra-cabeças do gamejá é afetado por esse problema, o que permite ao jogador saber logo no início se será possível concluir o jogo sem reduzir artificialmente a velocidade do sistema. Felizmente, emuladores de DOS, como o DOSBox e seus derivados, permitem ajustar com precisão a velocidade do Alone in the Dark 2.
  • A revista PC Player (Alemanha) em sua Edição 01/1995, deu ao game o prêmio de Proteção Anticópia Mais Irritante de 1994.
  • A versão original para MS-DOS foi lançada em disquetes. A edição em CD-ROM adicionou trilha sonora completa em áudio Red Book, vozes digitalizadas (em inglês, francês, alemão, italiano, espanhol e japonês, dependendo do país), além de uma nova seção jogável com Grace Saunders, que conecta as áreas da mansão e do navio.
  • Assim como no primeiro jogo da série, fora da Europa Alone in the Dark 2 foi distribuído na América do Norte pela Interplay Entertainment e no Japão pela Arrow Micro-Techs Corp, responsável novamente pelo desenvolvimento e publicação de versões exclusivas japonesas para PC-98 e FM Towns.
  • O jogo foi convertido para PC-98 e FM Towns em 1994, para o 3DO em 1995 sob o mesmo nome, e para o Saturn e o PlayStation em 1996 com o título Alone in the Dark: Jack Is Back na Europa, sendo renomeado para Alone in the Dark: One-Eyed Jack’s Revenge na América do Norte.
  • As versões para consoles incluem o port para 3DO (1995) e as edições para Saturn e PlayStation (1996), que apresentam modelos poligonais retrabalhados e totalmente texturizados, além da adição de novas cenas em FMV. Todas as versões para consoles também foram publicadas no Japão pela Electronic Arts Victor, com os lançamentos para Saturn e PlayStation mantendo o título Alone in the Dark: Jack Is Back.
  • Ao analisar a versão de PlayStation, a revista Maximum descreveu o game original para PC como “um dos arcade/adventures mais revolucionários até então” e elogiou sua chegada ao console como “o primeiro verdadeiro arcade/adventure do sistema”. A publicação destacou positivamente os cenários inspirados em H. P. Lovecraft, a forma gradual como se aprende os controles e o segmento jogável com Grace Saunders, embora tenha observado que o título já estava datado e seria superado por Resident Evil.
  • De fato, muitos destes críticos comparam o Alone in the Dark 2 de forma inferior a Resident Evil, mas nem vale a pena citar essas besteiras. Cada franquia tem seus estilos e chamarizes, não precisava ser tudo igual.
  • Em 1994, a PC Gamer UK classificou Alone in the Dark 2 como o sétimo melhor jogo de computador de todos os tempos, descrevendo-o como “uma experiência incrivelmente envolvente e cinematográfica”.
  • Em 1995, o game foi incluído na Alone in the Dark: The Trilogy 1+2+3, um pacote com os 3 primeiros capítulos da série e o Jack in the Dark. Esta é a versão que temos para download neste post. Ele também foi relançado na Alone in the Dark Anthology (2018).
  • アローン・イン・ザ・ダーク 2 — grafia japonesa do título do game.
  • 鬼屋魔影2 — grafia chinesa (simplificada).

Screenshots

Sobre o download

O Alone in the Dark 2 é um jogo normalmente pago que pode ser obtido para PC (Windows e Mac, via DOSBox) no compilado Alone in the Dark: The Trilogy 1+2+3, disponível no GOG, que é para onde nosso link de download leva. Dá também pra pegar o game separado no Steam.

Mais informações e survival horror

Download e ficha técnica

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