Brave adquire mecanismo de busca Tailcat

A Brave adquire o mecanismo de busca Tailcat. A promessa é oferecer a primeira alternativa com foco em privacidade ao Google Search e ao Chrome no celular e no desktop.

23 de março de 2021

Brave, a empresa responsável pelo browser de mesmo nome, adquire um mecanismo de busca. A promessa é oferecer a primeira alternativa com foco em privacidade ao Google Search e ao Chrome no celular e no desktop.

O anúncio da compra do Tailcat, um buscador open source desenvolvido pela equipe anteriormente responsável pelos produtos da Cliqz, foi feito no dia 3 de março de 2021 (mas só vimos agora), no site oficial do Brave. Com essa, o Tailcat vai se passar a chamar Brave Search.

A Brave argumenta que, no fundo, “quase todos os mecanismos de pesquisa de hoje são desenvolvidos ou dependem de resultados da Big Tech. Em contraste, o mecanismo de busca Tailcat é construído em cima de um índice completamente independente, capaz de fornecer a qualidade que as pessoas esperam, mas sem comprometer sua privacidade. Tailcat não coleta endereços IP ou usa informações de identificação pessoal para melhorar os resultados da pesquisa”.

De fato, até o DuckDuckGo, o mais famoso e que uso bastante, depende dos resultados dos buscadores das grandes empresas de tecnologia, mas já existem sim alternativas independentes sim, como o Mojeek. Isso me leva a crer que a ideia aqui é o Brave substituir tanto o navegador quanto a busca do Google ao mesmo tempo.

O navegador Brave teve um crescimento sem precedentes em 2021, atingindo mais de 25 milhões de usuários ativos por mês. Isso refletiu a impressionante migração para o Signal, a plataforma de mensagens de privacidade, depois que o WhatsApp anunciou uma mudança em suas políticas de privacidade exigindo o compartilhamento de dados com o Facebook. Ou seja, parece que o negócio tá desembolando, e, se o estado não meter o dedo porco que os seus burocratas vivem metendo uns nos outros, capaz desses produtos do Brave se tornarem alternativas sérias ao Google.

Ainda de acordo com o site oficial da empresa, o Brave Search vai seguir os mesmos princípios apresentados como os do Brave Browser:

  • Privado: não rastreia nem cria perfis de usuários.
  • Prioriza o usuário e atende primeiro ao usuário, não às indústrias de publicidade e dados.
  • Oferece opções para pesquisa paga sem anúncios e pesquisa com suporte de anúncios, sendo que os anúncios privados serão para a pesquisa, assim como fizeram com os anúncios do Brave user ads.
  • Contribuições anônimas da comunidade serão para aprimorar e refinar o Brave Search. Antes dessa inovação, a produção de resultados de qualidade só poderia ser alcançada pela Big Tech, que levavam muitos anos e dezenas de bilhões de dólares para rastrear a web inteira continuamente.
  • Transparente: não usará métodos ou algoritmos secretos para influenciar os resultados, explorando vários modelos de classificação aberta, com curadoria da comunidade, para garantir a diversidade e evitar preconceitos algorítmicos e censura direta.
  • Promete a melhor integração entre o navegador e pesquisa sem comprometer a privacidade, desde a personalização até resultados instantâneos à medida que o usuário digita.
  • Aberto: o Brave Search será oferecido para impulsionar outros motores de pesquisa.

Depois da adoção do protocolo IPFS, é mais uma inovação que o Brave está prometendo. Vamos ver no que vai dar.

Enfim, interessados em testar o Brave Search podem se inscrever por meio da lista de espera aqui.

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