Fatos Sobre O Nintendo 8-Bits Que Talvez Você Não Saiba

Este é um vídeo que eu vi no Did You Know Gaming? que mostra várias e nostálgicas curiosidades sobre o Nintendo 8-Bit, comparando a versão japonesa com a americana e mostrando vários detalhes interessantíssimos sobre o desenvolvimento deste console e sistema de videogames.

Eu pude destacar alguns dos pontos explicados no vídeo, e separei-os mais ou menos na ordem (minutos e segundos) que aparecem no vídeo:

00:24 – Você sabia que o NES 8-Bit ou Famicon (Family Computer, no Japão) seria o primeiro console online do mundo? Eles desistiram da idéia por causa da infraestrutura de telecomunicações da época não sendo robusta o suficiente para jogar online, mas chegaram a lançar um modem como periférico para o Famicon, que podia ser usado para outras coisas, como checar preços de ações, apostar e verificar dados de bancos.

Esta idéia também foi abandonada por falta de uso, mas a experiência serviu para o Satellaview, um modem de satélite para o Super Famicon que foi lançado no Japão.

01:04 – O Famicon foi criado originalmente para rodar conversões perfeitas dos jogos de fliperama nos consoles, como se fosse um fliperama portátil. Entretanto, o sistema usado na CPU do Nintendo era diferente dos arcades, e os jogos precisaram de ser refeitos na mão.

O Donkey Kong, por exemplo, foi analisado meticulosamente, pixel por pixel, para ser convertido para o videogame caseiro.

01:43 – O design exterior do Famicon tinha a cor vermelha porque era a cor da scarf preferida do presidente da Nintendo, Hiroshi Yamauchi.

A alavanca foi sugerida pelo designer Gunpei Yokoi, porque ele acreditava que as crianças iriam gostar, não porque tivesse alguma necessidade.

Os controles também eram vendidos presos no console, ideia que foi abandonada depois de pensarem em lançar novos estilos de controles, como até um de fliperama, mas que foi trocado pelo famoso D-Pad.

02:38 – A firma também percebeu que o sistema de conexão dos cartuchos se degradava com o tempo, obrigando a Nintendo a criar um novo tipo de conexão, e, para isso, tiveram que testar pra ver se tudo estava funcionando direito. Parece que os funcionários das fábricas tinham que retirar e inserir os cartuchos umas 5.000 vezes para certificar que a nova tecnologia estava rodando redondo.

03:03 – Devido a diferenças culturais e numa tentativa de desassociar o NES 8-Bit (a versão americana do Famicon) dos consoles caseiros (que estavam em baixa no mercado americano da época), a Nintendo não apenas mudou o design do Nintendo para o ocidente, como os periféricos também, procurando dar um ar mais de brinquedo ou de aparelho doméstico (como um vídeo cassete) do que de videogame.

O modo de enviar os cartuchos de cima pra baixo no NES acabou causando problemas na conexão dos cartuchos, fazendo os usuários a acharem que soprar iria limpá-los e fazê-los funcionar de novo.

04:23 – Devido à tecnologia com a qual as pistolas capturavam os alvos nas telas dos jogos, estes só funcionam em telas CRT mas não em LCD ou Plasma, num sistema similar ao que aquele robozinho também usava. A empresa também lançou um óculos 3D, mas este dava dor de cabeça e nauseas e não fez sucesso no Japão, jamais sendo lançado oficialmente nos EUA.

Outro periférico interessante que quase saiu por lá foi uma máquina de tricotar.

05:14 – Fora dos Estados Unidos e Japão, o NES foi distribuído, oficialmente ou não, por várias firmas diferentes por diferentes nomes, por questões econômicas ou mercadológicas. Muitos clones foram criados e vendidos em larca escala.

Aqui no Brasil, quem abriu caminho para o NES foi o Phantom System, lançado pela Gradiente (atual IGB Eletrônica) no final dos anos 1980. Este console era compatível com o padrão de 72 pinos americano mas rolava um adaptador que você usava nos cartuchos japoneses, de 60 pinos, pra rodá-los. Se eu bem me lembro, o Phantom foi o console mais popular, junto com o Master System, no mercado 8-bit brasileiro. Bons tempos…

06:00 – A Nintendo do Japão continuou oferecendo suporte ao console de 1983 por quase um quarto de século, anunciando só em 2007 que abandonaria o serviço, e apenas por falta de peças para reparos etc. Isso que é fidelidade aos clientes, hein?

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