Ratos de laboratório conseguem jogar Doom

Neuroengenheiro prova que ratos de laboratório conseguem jogar Doom, através de um experimento onde eles abrem portas, acionam comutadores e até atiram nos inimigos.

24 de novembro de 2021

Já está provado que Doom roda em tudo, mas será que ratos de laboratório conseguem jogar o FPS clássico da id Software? Parece que sim, pelo menos é o que indica uma experiência feita por um neuroengenheiro cujos os resultados foram divulgados recentemente.

Viktor Tóth, o cientista responsável pela pesquisa, construiu um dispositivo que permite a três (ou dois?) ratos moverem-se pelos mapas, ativar switches e até atirar em alguns monstros usando uma grande bola de poliestireno e um sistema de recompensas.

Sobre este assunto, resolvi gravar a 157ª edição das Notícias do Facínora, nossa série de vídeos jornalísticos:

Os mapas que o neuroengenheiro usou para o seu experimento são tipo uma versão curta e linear do Mapa 01 do Doom II onde só se pode andar pra frente. Talvez ele podia usar o Linear Doom de uma vez, mas acho que como os ratos também têm que matar monstros, ia ficar muito difícil pra eles, por causa da quantidade e tal.

Aliás, funciona mais ou menos da seguinte maneira: os roedores ficam de frente a um monitor, presos com uma espécie de roupa e, quando andam em cima da bola e a fazem rolar, movimentam o Doomguy pra frente. Já quando executam uma ação certa, tipo abrir porta, acionar um comutador ou matar um demônio (com a escopeta), ganham um golinho de água açucarada como recompensa.

Tóth batizou os animais como John Romero e John Carmack, os dois principais criadores do Doom, e disse que o mais difícil foi fazê-los entender o que fazer quando encontrassem com um inimigo. O neuroengenheiro bolou um sistema onde acertar os monstros garante a recompensa, enquanto deixar ser atacado significa uma baforada de ar na cara, o que gera um desconforto neles. Note que, segundo consta, nenhum animal foi machucado na experiência.

Os detalhes referentes à pesquisa e os equipamentos usados foram publicados no Medium numa forma de guia para outros pesquisadores.

Já vídeo completo do próprio neuroengenheiro vem a seguir:

Descobri também um vídeo onde ele simula como seria uma partida de Doom aos olhos de um rato. O vídeo é de 2020, o que significa que ele já estava com essa ideia na cabeça não é de hoje.

Agora, resta a pergunta: será que os ratos estavam jogando mesmo, tipo numa forma de atividade lúdica ou se divertindo, ou só era puro condicionamento mesmo? O próprio Viktor Tóth não sabe responder a esta questão, mas parece que estes roedores são mais inteligentes do que uns caras que aparecem fazendo umas perguntas bestas sobre Doom por aqui.

Fiquei sabendo dessa parada no tweet abaixo. Note que ela fala que Tóth é canadense, mas em outras fontes, consta que ele é húngaro. Pelo nome, fiquei na dúvida:

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