Final NeoDoom

30 de maio de 2017

Final NeoDoom é a versão final do NeoDoom, um megawad para Doom de 2006 feito pelo Daniel Lemos. Além dos vários mapas novos, o Final NeoDoom apresenta músicas, armas, monstros, inventário, texturas, gráficos, HUD e enredo próprios.

O PWAD é extremamente caprichado e muito completo. Ele apresenta pisos 3D, iluminação dinâmica, objetos 3D, trilha sonora original e definições DECORATE estendidas. Ele também vem com arquivos de configuração do GZDoom Builder, facilitando a vida de quem quer criar mapas pra ele. Como se não bastasse, o Final NeoDoom também pode ser usado como um mod de armas comum, e você pode obter mais informações sobre isso dentro do seu arquivo PK3.

O enredo do Final NeoDoom é bastante rico (veja com mais detalhes abaixo) e se passa alguns após os acontecimentos do Plutonia Experiment, com o Doomguy novamente sendo convocado. Desta vez, é para lidar com uma pequena invasão em algumas indústrias da Terra. É também a sequência da história da série de mods do mesmo autor de 2004, New World.

É interessante destacar também que o Daniel Lemos em pessoa quem compôs a variada trilha sonora do mod, visto que ele também é músico.

Vídeos

Acima, tem o showcase que fiz do Final NeoDoom no nosso esquema tradicional. Foi usada uma versão antiga (de 2015, creio eu) para gravar essas cenas. A versão mais atual é 1.4, lançada em 18 de maio de 2020.

Já o vídeo anterior é o Notícias do Facínora 134, onde falei sobre o lançamento do Final NeoDoom 1.4 e as suas novidades.

Screenshots

Enredo (spoiler)

Ainda trabalhando como soldado e depois de voltar de um planeta recentemente descoberto, o Doomguy recebe uma mensagem dos seus comandantes a respeito de uma pequena invasão ocorrendo em algumas indústrias da Terra. Mais uma vez, ele parte para dar um jeito na situação.

O Marine vai para a base de aterrissagem (Landing Base), a primeira de uma série de seis bases industriais. Estas principalmente zumbis e demônios menores. Depois de limpar a maioria das bases, o Doomguy atinge uma Slime Machine no Toxin Suplier. Lá, ele recebe uma mensagem do Comando que informa que a invasão se espalhou pelas capitais, se tornando algo em grande escala na Terra. Então, é ordenado ao Marine acabar de limpar as indústrias e juntar-se aos soldados remanescentes em seus esforços para lidar com esta ameaça. Escapando da área industrial através de uma barragem e enfrentando monstros em alguns postos avançados, o Doomguy chega aos arredores da cidade.

No entanto, ao chegar lá, todos os fuzileiros já estavam mortos e o destino da Terra estava novamente repousando apenas em suas mãos. O Marine, então, começa a limpar muitas das áreas da cidade até encontrar uma casa de férias, onde ele decide que seria sua casa após a invasão. Depois, ele vai ao parque municipal da cidade, onde ele encontra uma estranha ligação subterrânea entre o parque e um antigo Templo da Cachoeira, bem no estilo egípcio. Neste local, se encontra o principal portal do Inferno. O Comando envia a sua última transmissão, ordenando o Fuzileiro Espacial a acabar com a invasão no Inferno.

O portal, no entanto, não o levou a este local, mas a uma desolada área gélida da Terra. Depois que o Marine encontra um pequeno posto avançado por lá, ele descobre que o portal pode ser manipulado através de pequenos painéis, alterando o seu destino. No Inferno, o Marine manipula o portal em diferentes locais do Inferno, até chegar a um grande cânion demoníaco. Lá, ele luta contra o Mega Vixen, uma mulher poderosa que controlava parte do exército infernal. Após vencer a batalha, o Marine atinge o centro da invasão, onde reside outro Icon of Sin, embora diferente, sem cérebro mas que controla os portais do Inferno. O Doomguy invade suas entranhas e destrói seu coração, pondo um fim, de uma vez por todas, em mais uma invasão demoníaca.

Ele retorna à Terra, em uma casa de praia isolada, com uma mulher nua sem nome. Depois de pensar nos horrores da guerra, ele decide ficar longe dos políticos, da guerra e da violência e dedicar sua vida em busca da paz e do amor verdadeiro.*

*É claro que o enredo não é canônico. O Doomguy jamais iria entrar nessa viadagem hippiezice de abandonar a guerra e a violência. Ele sabe que o mal só entende uma linguagem e não é essa de paz e amor. Entretanto, ficar longe de políticos é uma ótima idéia…

Compatibilidade

Testei o Final NeoDoom aqui no GZDoom 2.4.0 e no Zandronum 3.0, com os IWADs do Doom II: Hell on Earth, Final Doom e da Phase 2 do Freedoom. Pareceu funcionar com tudo isso de boa. De acordo com o autor, funciona também no LZDoom 3.85.

O mod rodou aqui no The Ultimate Doom e na phase 1 do Freedoom sem bugar, porém, os mapas próprios do Final NeoDoom não ficam disponíveis. Entretanto, na versão 1.4, ao que parece, isso não é mais problema.

Jogando com split screen

A partir do Final NeoDoom 1.4, é possível jogar multiplayer offline com split screen no LZDoom.

Para isso, você precisará executar duas instâncias do LZDoom 3.85 simultaneamente e também redefinir os controladores XINPUT. Cada controlador deve ter suas definições (bindings) em apenas em uma instância executável.

Os CVARs para ativar várias instâncias do LZDoom seguem abaixo:

vid_activeinbackground = 1

i_soundinbackground = 1

joy_background = 1

A tela dividida falsa funciona como um jogo multiplayer, portanto, você deve conectar cada instância do LZDoom a um administrador do jogo, enquanto os outros executáveis ingressarão no mesmo jogo.

A seguir, temos os parâmetros da linha de comando a serem adicionados para cada instância:

Para o administrador: LZDOOM -host 2

Para todos os outros executáveis: LZDOOM -join %COMPUTERNAME%

É também recomendado criar um arquivo de configuração para cada instância, usando algo como

-config %dir%\LZDoom_1.ini

-config %dir%\LZDoom_2.ini

e por aí vai.

Note que não testei esse procedimento. Apenas traduzi do link do Mod DB desta versão, o qual se encontra abaixo.

Mais informações e mods para Doom

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2 comentários para “Final NeoDoom”

  1. Daniel Lemos disse:

    Olá! Excelente avaliação do Final NeoDoom, parabéns!
    PS: já deram uma olhada no mapa 17? Acho que será familiar…

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