Psycho Fox

1 de abril de 2019

Psycho Fox é um excelente jogo de plataforma com rolagem lateral desenvolvido pela Vic Tokai Corporation e lançado pela Sega para o Master System em 1 de junho de 1989. Em Psycho Fox, o jogador controla uma jovem raposa ou algum dos seus amigos – um hipopótamo, um macaco e um tigre – cada um contando com características ou especialidades distintas.

Considerado o antecessor espiritual do DecapAttack, o Psycho Fox foi relançado no Brasil pela Tec Toy como Sapo Xulé vs. Os Invasores do Brejo. Nesta versão, os quatro protagonistas foram substituídos por um sapo, um porco, uma tartaruga e um rato, algo similar ao que foi feito com o Wonder Boy in Monster Land, que saiu aqui como Mônica no Castelo do Dragão.

Joguei o Psycho Fox no Brasil em sua versão original mesmo. Foi uma recomendação de um então amigo da escola que disse que era o melhor título de Master que ele teria jogado até o momento. É deveras um game sensacional que combina agradáveis gráficos coloridos, controles excelentes, desafio e uns elementos do Super Mario Bros. 2, como o lance de poder trocar de personagens eventualmente durante as partidas.

O jogo foi bem recebido pela crítica na época, mas não me lembro de ter sido um sucesso estrondoso. Todavia, por ter sido um jogo muito marcante de uma das plataformas mais importantes pra mim, o Facínora, introduzi o Psycho Fox no nosso Hall da Fama no dia 1º de abril de 2019 (e não é pegadinha).

Vídeo

O vídeo acima, além de mostrar um pouco do gameplay do Psycho Fox, ensina uma manha muito boa para você zerar o jogo em pouquíssimo tempo: como pular do round 1-1 para o 7-1.

Enredo

Dentre um grupo de raposas sacerdotes que cultuam Inari Daimyojin (uma “divindade” raposa), uma raposa maligna chamada Madfox Daimyōjin se infiltrou até os mais altos graus e tomou o controle do santuário. Depois de tomar o poder, Madfox corrompeu a terra e criou hordas de criaturas. Uma jovem raposa foi escolhida pelo seu povo para livrar a a terra deste mal. Este herói viria a ganhar o nome de Psycho Fox.

Gameplay

O jogador assume inicialmente o controle de Psycho Fox e deve atravessar cada estágio começando do lado esquerdo até alcançar o lado direito, eliminando ou evitando os inimigos. Para transformar-se em algum dos outros animais amigos, ele tem que recolher um power-up que parece saído do Xintoísmo ou alguma gnose dessas aí. Cada um dos personagens tem características especiais e únicas:

  • Hipopótamo: é lento e não consegue saltar tão alto, mas pode atravessar certos blocos ao longo do jogo. Ele tem a vantagem também de não escorregar tanto no gelo;
  • Macaco: pode saltar bem mais alto que as outras criaturas;
  • Tigre: é o mais veloz dos animais, o que pode colaborar para ele dar saltos mais longos também.

Todos os animais podem dar um soco nos inimigos ou saltar sobre eles até afundarem-nos no solo. Se agachar depois de pegar velocidade, eles podem agachar, o que possibilita passar por caminhos baixos etc. Psycho Fox e seus amigos podem também usar o Birdfly, um passarinho que pode ser usado como um bumerangue para atingir os inimigos ou até descobrir passagens secretas pelas fases (como no vídeo acima). O Birdfly também garante que o jogador possa receber um ataque sem perder vida, servindo meio que de armadura para os heróis.

Se começa o jogo com três vidas, as quais são perdidas sempre que o jogador for atingido por um inimigo ou cair em algum buraco sem fundo na tela, na água ou em alguma armadilha. Se perder todas as vidas, é game over, mas tem continue que, ao ser usado, permite-se recomeçar no início do mundo.

Os power-ups ou itens do Psycho Fox são relativamente variados. Eles podem dropar dos inimigos aleatoriamente, aparecer dentro dos ovos ou lucrados nas fases de bônus. Eles podem ser a invencibilidade temporária (um frasco com um papel escrito “S” dentro), o Birdfly, o item de macumbeiro lá que permite trocar de personagem (parece uma escadinha), um bonequinho de palha que ataca todos os inimigos da tela, um clone do personagem que vale 1 vida se alcançado e um saco branco que permite jogar as fases de bônus no fim de cada área. Para usá-los, deve-se pressionar Pause (do Master System, não do teclado) e usar o direcional para selecionar o power-up desejado, confirmando com o Botão 2 e cancelando com o Botão 1. Os ovos podem spawnar inimigos também, cabendo o jogador a decorar qual é qual pra não ser pego de soslaio. 

Existem sete mundos em Psycho Fox, e, no final de cada um deles, tem um chefão, embora alguns sejam repetidos. Os mundos são divididos em três rounds onde inimigos e obstáculos estão espalhados, incluindo espinhos, balas de canhão, escadas rolantes, bolas de fogo e vapor. Os inimigos que não forem devidamente enterrados podem surgir de novo e partirão em busca de vingança.

O Psycho Fox é notável pelas passagens secretas e warps (atalhos que permitem saltar de um round a outro). É um bom desafio ao jogador descobri-las todas, até mesmo para ganhar mais pontos, vidas, power-ups etc.

Screenshots

Curiosidades

  • Em 11 de agosto de 1992, Psycho Fox recebeu uma resenha positiva da revista Mean Machines que destacou o fato do jogo ser viciante e ter bons gráficos. A revista Sega Magazine, por sua vez, descreveu-o como um dos melhores jogos do Master System em 1990;
  • Os heróis do Sapo Xulé vs. Os Invasores do Brejo, o relançamento localizado do Psycho Fox no Brasil que citei acima, são o Porcopum (um porco), Ratopulga (o rato), Tartafede (a tartaruga) e o próprio Sapo Xulé (daquela música do sapo que não lava o pé). O Sapo Xulé apareceu em outras dessas gambiarras da Tec Toy também. Além dos protagonistas, os vilões principais também foram substituídos nesta versão.

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