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Strider

4 de maio de 2018
Strider

Strider, lançado no Japão como Strider Hiryū (ストライダー飛竜), é um jogo de plataforma com rolagem lateral desenvolvido e lançado pela Capcom em março de 1989, originalmente para os fliperamas (CPS-1).

Strider conta a história de Hiryu, membro de um grupo secretos de ninjas conhecido como “Striders”, enredo que surgiu na série de mangás Strider Hiryu. O jogo foi louvado pelo seu gameplay inovador, música original e diversa e atuação de voz em vários idiomas, e é considerado um dos grandes sucessos da Capcom antes do Street Fighter II. Isto se refletiu não apenas na série e no grande número de ports que o jogo ganhou (veja abaixo), mas também em crossovers, como o Marvel vs. Capcom, paródias e na influência em diversas franquias como Ninja Gaiden, Devil May Cry e God of War.

Vídeo

Acima, temos um vídeo que mostra o gameplay deste grande clássico dos arcades sendo defenestrado e comentado em mais Fliperama Nostálgico, esta série do canal Defenestrando Jogos muito legal. O vídeo é a principal fonte de dados para esta publicação.

Série e ports

A série oficial do Strider é constituída de 4 jogos:

  • Strider (1989), o original;
  • Strider II (1990), sequencia conhecida nos EUA como Journey from Darkness: Strider Returns e desenvolvida pela Tiertex;
  • Strider 2, lançado no Japão como Strider Hiryū 2, desenvolvido pela Capcom e que ignora os acontecimentos de Strider II;
  • Strider (2014), reboot do original de 89.

Além das sequências, como dito anteriormente, o Strider foi portado para um grande número de outros sistemas. Só para consoles caseiros, temos:

Nintendo 8-Bit (julho de 1989), Genesis (1990), Mega Drive (1991), Master System (1991), PC Engine (1994), PlayStation (28 de julho de 2000, junto com o Strider 2), Game Boy Advance (19 de setembro de 2006, na coletânea Capcom Classics Mini Mix – versão de NES), PSP (22 de março de 2006, no Capcom Classics Collection Remixed), Xbox (24 de novembro de 2006, no Capcom Classics Collection Vol. 2), PlayStation 2 (24 de novembro de 2006 no Capcom Classics Collection Volume 2) e Wii (16 de fevereiro de 2012, versão do Genesis).

Já para os seguintes computadores pessoais ganharam versões do clássico da Capcom também: Amstrad CPC (1989), Atari ST (1989), Commodore C64 (1989), Commodore Amiga (1989), PC (1989, MS-DOS), Sinclair ZX Spectrum (1989), Amstrad CPC (1990, por Kixx), Amstrad CPC (1990, Les Aventuriers) e Sharp X68000 (1992).

Ele também saiu na Capcom Colletion, uma coletânea da Capcom, para o Amstrad CPC (1991), Atari ST (1991), Commodore C64 (1991) e Commodore Amiga (1991).

Enredo

No futuro distópico de 2048, o mundo é tiranizado pelo ditador global conhecido como “Grandmaster Meio”, um ser que prometia salvar o planeta com as velhas promessas de um mundo melhor, mas só trouxe a opressão a agressão, como o de costume. Hiryu é o mais jovem integrante de todos os tempos de um grupo de ninjas high tech chamado de Striders. Ele foi encarregado com a missão de assassinar o Grandmaster e, armado com uma espada curva de plasma conhecida como “Falchion” (ou “Cypher”), ele deve viajar o mundo para encontrar e destruir esse pessoal. Hiryu começa sua jornada ao infiltrar-se na capital do império do Grandmaster, localizada na Kazakh Soviet Socialist Republic (República Socialista Soviética de Kazakh).

Gameplay

Os controles de Strider consistem em um joystick que se movimenta em oito direções e um botão de ataque e outro para saltos. O protagonista, Hiryu, pode fazer saltos acrobáticos, dependendo da combinação destes botões, ou deslizar sobre certos obstáculos ou inimigos. O jovem ninja também consegue se agarrar em certas plataformas e tetos e escalar muros usando um gancho metálico. Quando corre em um declive, Hiryu pode ganhar impulso e dar um salto maior do que o comum.

Vários power-ups podem ser obtidos a partir de caixas de itens metálicos transportados por certos inimigos. Estes podem ser um aumento do alcance da espada que dura 100 golpes, dois tipos de kit médicos representados pelo kanji usado para escrever o nome de Hiryu (飛 e 飛竜), um que aumenta a saúde, vida extra e um power-up que não só torna Hiryu invulnerável ao ataque, mas também aumenta suas próprias habilidades de ataque com as sombras do herói que duram 30 segundos.

Strider tem cinco fases no total e cada uma contém subdivisões menores, com cada com o seu próprio limite de tempo para ser vencida. Hiryu inicialmente tem um indicador de saúde de três pontos (que pode ser aumentado para cinco pontos com o power-up adequado). Ele perderá uma vida quando o medidor de saúde ou o timer forem totalmente esgotados ou quando ele sair pra fora da tela. Se ele perder todas as suas vidas, adivinhe, é game over.

Screenshots

As screenshots acima foram tiradas da versão de arcade do Strider e foram ampliadas. A resolução original é Raster, 384×224 pixels, 4096 cores na tela e 65,536 de profundidade de cores.

Curiosidades

  • O Strider foi lançado no Brasil em 1993 para o Master System pela nossa Tec Toy. Esta foi a versão que eu, o Facínora, conheci o jogo;
  • O mangá (veja abaixo) Strider Hiryu foi ilustrado por Tatsumi Wada, que pode ser um um apelido para o criador de Strider, Moto Kikaku, ou talvez o contrário;
  • Strider foi o terceiro game lançado para o CPS-1;
  • O título deste jogo pode ser traduzido diretamente do japonês como “Flying Dragon Strider”;
  • Uma das três meninas no final do nível 2 aparece como um personagem Striker (Ton-Pooh) em Marvel vs. Capcom – Clash of Super Heroes.

Strider Hiryu (série de mangá que deu origem ao Strider)

Hiryu, também consagrado como um dos mais populares da Capcom, não têm suas origens no jogo, mas nas páginas preto e branco de uma antologia de mangá de 1988, Strider Hiryu. O mangá foi serializado entre maio e outubro daquele ano, mensalmente distribuído pela Comp Comics e ilustrada por Tatsumi Wada. A Capcom esteve fortemente envolvida na produção do mangá que conta a história do ex-Strider, Hiryu, que se aposentou depois de matar sua irmã mais velha, Mariya, enlouquecida por razões misteriosas. Há alguns anos desde o incidente, Hiryu é forçado a sair da aposentadoria pelo diretor do grupo Strider, Matic, quando ele diz a notícia da captura de Kain por forças inimigas. O jogo de fliperama foi lançado logo após o mangá terminar, embora, como você pode ver, não tenha muito a ver com o seu enredo.

Marvel vs. Capcom: Clash of Super Heroes

9 de fevereiro de 2018
Marvel vs. Capcom: Clash of Super Heroes

Marvel vs. Capcom: Clash of Super Heroes (マーヴル VS. カプコン クラッシュ オブ スーパー ヒーローズ), ou apenas Marvel vs. Capcom, é um jogo de luta desenvolvido e lançado pela Capcom, originalmente, no dia 23 de janeiro de 1998 para os fliperamas. O terceiro game da série de crossovers entre a Marvel e Capcom traz 15 personagens das HQs e das franquias de games jogáveis (além dos assistentes) lutando para ver quem vai enfrentar e derrotar o terrível vilão Onslaught.

Uma das novidades do Marvel vs. Capcom é que ele conta com lutadores não apenas dos Street Fighters, mas também de outras franquias da desenvolvedora japonesa, ao contrário do que acontecia com o jogo anterior desta série, Marvel Super Heroes vs. Street Fighter.

O Marvel vs. Capcom é reconhecidamente um jogo muito bom, embora um tanto quanto fácil (como muitos desta série). Sua recepção tanto de crítica quanto de público justificou portes para o Dreamcast (25 de março de 1999) e o PlayStation (11 de novembro de 1999). Além destas versões, o game também foi relançado em 2012 na coleção Marvel vs. Capcom Origins para o PlayStation 3 e Xbox 360, que contavam com alta definição, partidas online, replays e desafios. Eu joguei a versão de Dreamcast na época e, embora minha memória possa estar a me pregar peças, lembro que era bastante fiel ao original do CPS-II. Já a do PlayStation parece que era meio capada (sem tag team battles, por exemplo) devido à menor capacidade de RAM deste console.

Além dos ports, o Marvel vs. Capcom ganhou uma sequência direta lançada em 2000, o Marvel vs. Capcom 2: New Age of Heroes.

Vídeo

O vídeo acima é o nosso vigésimo terceiro episódio do Velharia (nossa série a respeito de jogos antigos), onde eu mostrei uma partida do Marvel vs. Capcom: Clash of Super Heroes sendo zerada com o Ryu e o Captain Commando, demonstrei algumas manhas do jogo e partilhei algumas informações e curiosidades sobre este delicioso game de luta 2D.

Enredo

O game se passa na continuidade dos quadrinhos da Marvel, quando o Professor Charles Xavier convoca os heróis para impedi-lo antes que ele se funda com a consciência do Magneto e se transforme no Onslaught (Massacre), uma entidade maligna com superpoderes formidáveis que combinam e excedem os de Xavier e Magneto.

Gameplay

O Clash of Super Heroes é um jogo de luta 2D que tem a jogabilidade similar aos dos outros jogos da série Marvel vs. Capcom e mantém o esquema de batalha de duplas visto no Marvel Super Heroes vs. Street Fighter. Os gráficos e efeitos sonoros e estilo do game continuam basicamente os mesmos também, mas o game de 1998 conta com algumas inovações em relação aos títulos anteriores, como a habilidade de chamar assistentes diferentes (antes era o lutador parceiro que assistia), escolhidos aleatoriamente pra cada batalha e com uso limitado; e o “Duo Team Attack”, onde os dois lutadores atacam o adversário simultaneamente, inclusive usando os especiais a vontade por um certo limite de tempo. Como a versão de PlayStation não tem tag team, o Duo Team Attack apenas chama o assistente repetidamente, ao invés de permitir que ambos lutadores ataquem simultaneamente o adversário.

O resto é basicamente a mesma coisa de sempre: o jogador vai enfrentando os outros personagens selecionáveis normalmente até chegar no Onslaught, o chefão. Ele tem duas formas: na primeira delas, é o único componente que é mais complicado de vencer do game, mas tem manha, como você pode ver no nosso vídeo com o playthrough do Marvel vs. Capcom acima.

Curiosidades

  • A primeira revisão do MvC data de dezembro de 1997, mas a maioria dos fliperamas não receberam o jogo até janeiro de 1998;
  • Marvel vs. Capcom é conhecido como o vigésimo oitavo game lançado para o CPS-II;
  • O game foi exibido na AOU Amusement Expo de 1998, no Japão;
  • Existem rumores que a razão do War Machine estar disponível ao invés do Homem de Ferro (apesar que o Hyper-Armor War Machine do jogo tenha golpes similares aos do Homem de Ferro) é que a Capcom não tinha os direitos para usar o Iron Man na ocasião;
  • Os backgrounds do jogo são inspirados principalmente na famosa saga Onslaught, ou Massacre, publicada em 1996. Como nas HQs, o Onslaught aparece em duas formas, onde depois da primeira ser derrotada, é revelada sua aparência definitiva;
  • O recorde oficial deste jogo é de Shirley Burton, com 1119300 pontos;
  • O jogo tem uma trilha sonora memorável que foi lançada em edição limitada pela Suleputer em 21 de março de 1998;
  • Este é mais um das máquinas que o Michael Jackson tinha em casa e que também foi vendida no leilão do cantor, no dia 24 de abril de 2009.

Saiba mais

Dynasty Wars

3 de fevereiro de 2018
Dynasty Wars

Dynasty Wars, conhecido no Japão como Tenchi wo Kurau (天地を喰らう), é um beat ’em up lançado, originalmente, para os fliperamas em 1989. Este é um clone em Flash e online deste jogo de luta, que é baseado no mangá Tenchi wo Kurau e numa dramatização da batalha entre o Reino de SHu e os rebeldes de Turbante Amarelos.

Em Dynasty Wars, você controla um herói em três reinos da China antiga. Foi um dos primeiros games que deixavam o jogador escolher um personagem.

Como é um clone em Flash que nunca saiu do estágio demo, tem opções limitadas e tal, mas dá para quebrar o galho. Vamos enriquecer a publicação com os dados do jogo original, eventualmente.

Controles

  • WASD: Movimentar
  • J: Socar
  • K: Saltar
  • U: Selecionar armas
  • I: Usar armas
  • Barra de Espaço: Pausar game

Clique Aqui Para Jogar

1941: Counter Attack

4 de outubro de 2017
1941: Counter Attack

1941: Counter Attack é um jogo de tiro estilo shoot ’em up desenvolvido e lançado pela Capcom em fevereiro de 1990 para os fliperamas. O game foi portado, posteriormente, para o console SuperGrafx da NEC (bem desconhecido aqui nem terras tupiniquins), no dia 22 de agosto de 1991.

O 1941: Counter Attack é um prequel do clássico 1942, sendo parte da popular série de shooters históricos da Capcom, 19XX. Também, ao contrário dos outros jogos desta série, que se passam no Fronte Pacífico da Segunda Guerra Mundial, o 1941: Counter Attack tem como palco a Europa.

O game foi relançado para o PSP (Capcom Classics Collection Remixed) em 1996. Também consta que saiu também para PlayStation 2 e para o Xbox, na coletânea Capcom Classics Collection Vol. 2.

Enredo

Em plena Segunda Guerra Mundial, e a bordo dos clássicos aviões de combate aliados P-38 Lightning e o Mosquito Mk. IV, os protagonistas vão encarar o Fronte Ocidental do conflito, enfrentando o exército socialista alemão numa Europa tomada pelo conflito.

Gameplay

O gameplay do 1941: Counter Attack é sensivelmente mais incrementado do que os games anteriores da sua série. As suas fases são carregadas com obstáculos de todos os tipos e a experiência com o jogo realmente se beneficia disto.

Para se esquivar do fogo inimigo, o jogador deve lidar com obstáculos terrestres, encontrando o caminho através de fábricas e casas. Felizmente, o jogador pode bater contra as paredes e, ao fazê-lo, o caça vai girar e disparar uma onda multidirecional de balas. Esta é uma das inovações interessantes deste game, pois muitos alvos estão escondidos atrás de paredes ou pedras.

Há também um novo tipo de tiro onde você carrega o botão por alguns segundos e liberta uma arma poderosa, disparando mísseis teleguiados que destroem tudo pelo caminho. Tem também as bombas inteligentes que são lançadas durante os loops e o ataque relâmpago, sacrificando energia.

Aliás, a barra de energia é uma novidade que este título trouxe para a série, em contraste ao sistema de vidas usado pelos jogos lançados anteriormente. Toda vez que os jogadores são atingidos (o 1941: Counter Attack pode ser jogado por dois jogadores simultaneamente), ele perde uma parte desta barra. Quando esta chega a zero qualquer tiro atingido nos caças termina a partida, mas dando a opção para o jogador usar continues.

Os jogadores também podem recolher power-ups que melhoram o poderio dos seus caças e ganhar medalhas no final de cada fase, dependendo da sua acurácia e número de inimigos abatidos.

Vídeo

Abaixo, temos o o gameplay do 1941: Counter Attack, num vídeo feito pelo canal Defenestrando Jogos, que nos compartilhou muitas informações e curiosidades sobre o shoot ’em up. A principal fonte para montar este post foi este vídeo.

Screenshots

As screenshots abaixo foram tiradas da versão de arcade do 1941: Counter Attack. Elas foram ampliadas. A resolução original do game é 224 × 384 com paleta de 4096 cores.

Curiosidades

  • O 1941 foi o sétimo jogo de fliperama da Capcom a ser lançado com a placa CPS-1;
  • Foi o primeiro shmup a adicionar mais um ponto ao score ao usar continues, sendo fácil de discriminar quantas vezes estes foram usados por algum jogador;
  • O avião do jogador 1 é um Lockheed P-38 Lightning, um caça americano de motor de pistão. O avião do jogador 2 é o famoso de Havilland Mosquito B Mk.IV, um caça multiuso britânico que era construído quase que totalmente com madeira;
  • O game conta com algumas imprecisões históricas, mostrando o V3 como um foguete ao invés de um canhão. Além disso, as armas V não apareceriam na Segunda Guerra até 1944.

Dicas e macetes

  • Os caças controlados pelos jogadores não perdem energia quando colidem com penhascos, muros, edifícios etc. Eles vão apenas rolar um pouco depois de tais colisões, ficando invencíveis enquanto isto, possibilitando rolar pra cima e pra baixo nestes obstáculos e atirar em todas as direções. Desta forma, você pode acabar com um monte de inimigos quando você estiver sob ataque.

Série

Como dissemos, o 1941: Counter Attack é o quarto game da série 19XX que, até o momento, é composta de seis jogos:

  1. 1942 (1984);
  2. 1943 – Midway Kaisen (1987);
  3. 1943 Kai – Midway Kaisen (1988);
  4. 1941 – Counter Attack (1990);
  5. 19XX – The War Against Destiny (1995);
  6. 1944 – The Loop Master (2000).

Snow Bros.

1 de setembro de 2017
Snow Bros.

Snow Bros. (スノーブラザーズ) é um jogo de plataforma desenvolvido pela Toaplan e lançado pela Capcom em abril de 1990, originalmente, para os fliperamas.

Não se sabe muito a respeito do enredo do Snow Bros. Nick & Tom (como também é chamado), mas este parece variar em diferentes ports e não se encontra nada a respeito sobre a versão original de arcade. De qualquer maneira, neste game, os jogadores tem que lutar contra monstros atirando bolas de neve contra eles enquanto avançam pelas fases.

Snow Bros. teve uma série de ports para outros sistemas: NES e Super Famicom (1991), Mega Drive (1993), Game Boy (1991), iOS, Android e Amiga (não chegou a ser lançada oficialmente).

Além dos ports, Snow Bros. também ganhou duas sequências, o Snow Bros. 2 – With New Elves (1994) e o Snow Brothers 3 – Magical Adventure (2002).

Vídeo

O vídeo acima exibe o gameplay do Snow Bros., em sua versão de fliperama. É mais um vídeo do Defenestrando Jogos que, o de costume, é descontraído e traz várias informações sobre o game que compilamos para montar esta publicação.

Screenshots

As screenshots abaixo são da versão de fliperama e foram ampliadas. A resolução original do game é raster horizontal, 256 x 224.

Gameplay

Em Snow Bros. um ou dois jogadores assumem os papéis de Nick e Tom, dois bonecos de neve. Eles lutam contra mais cinquenta monstros variados, atirando bolas de neves neles até os cobrirem completamente. Uma vez totalmente cobertos por neve, os monstros não podem se mover até se sacudirem, podendo ser chutados e saírem rolando, como bolas de neve que, ao atingirem um inimigo, o mata instantemente. Se atingir uma outra bola de neve parada, esta começa a rolar também, podendo quicar e tal. Para tal, basta chegar perto do inimigo coberto de neve e apertar o botão de chutar.

Se uma fase demorar muito pra ser vencida, uma abóbora maligna aparece e tentará matar os jogadores. ela é invencível mas pode ser atordoada com as bolas de neve. A abóbora pode spawnar fantasmas que podem atravessar livremente a tela procurando por Nick e Tom e não podem ser mortos ou atordoados. Neste caso, só resta o jogador tentar escapar deles enquanto elimina o resto dos monstros da fase.

A cada 10 fases, os jogadores devem enfrentar e derrotar um chefão afim de continuar prosseguindo no game.

Uma série de power-ups estão disponíveis sob a forma de poções coloridas. Tem a poção amarela, que garante um tiro cumprido; a vermelha, que aumenta a velocidade; a azul que dá uma bola de neve maior e a verde, que infla. Os efeitos das poções vermelha, azul e amarela acabam quando o jogador perde uma vida e a poção azul e amarela aumenta o poder da bola de neve tanto de Tom quanto de Nick.

Dicas e truques

  • Se você matar todos os monstros em uma fase com apenas uma bola de neve, os bônus de dinheiro, no valor de 10.000 pontos, aparecem;
  • Às vezes, um bônus em forma de bolo aparece em algum lugar do nível e, quando este é coletado, o game é interrompido e quatro criaturas feitas de neve aparecem em um curto espaço de tempo. Quando estes inimigos são mortos, eles dropam uma letra da palavra SNOW: S, N, O ou W. Se as quatro letras forem todas recolhidas, o jogador ganha uma vida extra. Este bolo brilhante também pode aparecer em outros momentos durante o jogo;
  • Se o dip switch de invulnerabilidade é ativado (configuração da máquina), além de ficar invencível, você também pode pausar o jogo com o botão Start do jogador 2 e reiniciá-lo com o botão Start do jogador 1.

Curiosidades

  • A versão de Game Boy do Snow Bros., o Snow Bros. Jr., inclui 10 novos níveis adicionais que aparecem depois de completar todas as 50 fases originais do arcade;
  • Esta versão de Game Boy procurou adaptar as fases originais do fliperama, mas algumas alterações em vários aspectos do game tiveram que ser implementadas devido às limitações deste console;
  • A versão de Nintendo 8-Bit, lançada na América do Norte e Europa, contém uma sequência de história no início do game que conta que Nick e Tom são príncipes que foram amaldiçoados e transformados em homens de neve pelo demônio King Scorch;
  • A versão de Mega Drive, lançada exclusivamente no Japão, foi desenvolvida pela própria Toaplan. Este port também contém uma nova sequência de história, além de 20 novos níveis extras aos 50 originais. Nestas novas fases, os jogadores passam a controlar as duas princesas gêmeas, Puripuri e Puchipuchi, depois que os Snow Brothers foram raptados por um novo adversário;
  • As versões para dispositivos móveis, iOS e Android, são remakes aprimorados do Snow Bros. e foram lançados pela ISAC Entertainment Co. Ltd;
  • A divisão francesa da Ocean Software tinha planos para lançar, em 1991, o Snow Bros. para vários computadores pessoais, como o Commodore Amiga e Atari ST. Eles chegaram a ser portados mas nunca foram liberados para o público. Como aconteceu com o Liquid Kids, da Taito, a Ocean decidiu que o Snow Bros. não teria um bom desempenho no varejo e foi cancelado. Entretanto, em 2006, a ROM da versão de Amiga vazou na net;
  • Existe um bootleg (versão pirata) deste jogo que é conhecido como “The Winter Bobble“;
  • Snow Bros. foi licenciado para Romstar nos EUA;
  • Este jogo foi lançado como um kit de conversão, geralmente instalado de fábrica em um gabinete genérico, de modo a poder ser convertido em uma máquina adequada ao Snow Bros. Este título era compatível com o JAMMA (uma das menores placas lançadas para o fliperama, um pouco maior que um cartucho de Super Famicom);
  • O letreiro do Snow Bros. mostra o logo do game com dois homens de neve e alguns inimigos cartunescos no fundo, mantendo o estilo “bonitinho” do título;
  • No dia 21 de outubro de 1990, a Pony Canyon/Scitron, lançou uma edição limitada da trilha sonora do game em um álbum (Out Zone, Snow Bros. – PCCB-00044);
  • A música do game foi composta por Osamu Ohta.

Veja mais

  • Deep Freeze – Um clone em Flash do Snow Bros. que apresenta um gameplay bastante similar, mas com tema natalino e online (para browsers).

Mercs

23 de agosto de 2017
Mercs

Mercs, lançado originalmente em março de 1990 como Senjō no Ōkami II (戦場の狼Ⅱ Wolf of the Battlefield II), no Japão, é um jogo de tiro run and gun com visão top-down desenvolvido pela Capcom para os arcades, sendo o nono título a usar a placa CPS-1, desta firma.

Este jogo conta com recursos gráficos sólidos e som em abundância (considerando o contexto em que foi lançado), várias armas e veículos para usar e abusar e chefões enormes para derrotar. É um game que contou com boa repercussão no que diz respeito a críticas e de vendas, o que é evidenciado pela sua continuação, seus ports e relançamentos. O Mercs ganhou o prêmio “Hyper Game” concedido pela MegaTech.

O Mercs é o segundo game da série do Commando, sendo precedido por este game de 1985 e seguido pelo Wolf of the Battlefield: Commando 3, de 2008.

Além da sequência, o Mercs foi portado para o Amiga (1991), Mega Drive/Genesis (1991), Master System (1987), Sinclair ZX Spectrum (1991), Commodore C64 (1991), Amstrad CPC (1991) e Atari ST (1991).

O run and gun também foi relançado em várias compilações, como o Capcom Generations (Sega Saturn e PlayStation) em 1998, Capcom Classics Collection Vol. 1 (PlayStation 2 e Xbox), em 2005, e o Capcom Classics Collection: Reloaded (PlayStation Portable), em 2006.

Por fim, o jogo também ganhou sua versão para o Windows Wii em 2009, com o título Mercs: Wolf of the Battlefield, afim de relacionar o antigo título com o Wolf of the Battlefield: Commando 3.

Enredo

Os EUA enfrentam uma grave crise quando o ex-presidente foi sequestrado por um grupo de revolucionários durante uma viagem à África Central, a qual tinha o objetivo de promover a paz mundial. Três soldados antiterroristas altamente qualificados são contratados para abrir caminho através das linhas inimigas.

Esta equipe mercenária de operações especiais, conhecida como “Wolf Force”, é composta por Joseph Gibson (jogador 1, em azul), Howard Powell (jogador 2, em vermelho) e Thomas Clarke (jogador 3, em amarelo). Eles devem aniquilar as tropas rebeldes e salvar o ex-presidente cativo no país ficcional africano de Zutula, administrado por um governo do apartheid.

Imagina se o Lula é sequestrado? Você iria lá encarar um exército de carniceiros pra salvar ele? Se bem que ele ia se sentir é em casa…

Gameplay

A versão de fliperama do Mercs possui suporte para até três pessoas jogarem simultaneamente o game, que tem sete fases, sendo a última o resgate do ex-presidente de um C-130 Hercules (um avião militar de transporte da Lockheed).

Os controles consistem em um joystick de oito direções e dois botões: um para o ataque normal, que pode receber upgrades e outro para o ataque Megacrush, que detona todos os inimigos da tela, mas é limitado pelo número de bombas que o jogador possui.

Os personagens controlados pelos jogadores tem um indicador de vitalidade que irá gradualmente diminuir na medida em que tomam danos. A vitalidade pode ser recuperada recolhendo kits de primeiros socorros ou power-ups. Em determinadas fases, os jogadores podem pilotar veículos inimigos capturados.

Vídeo

Abaixo, confira o gameplay do Mercs feito pelo canal Defenestrando Jogos, que, além de mostrar um pouco do jogo, oferece bastante informações e curiosidades a respeito deste run and gun:

Screenshots

Note que as screenshots acima foram ampliadas. A resolução do Mercs é diferente.

Carrier Air Wing

19 de junho de 2017
Carrier Air Wing

Carrier Air Wing, lançado no Japão como U.S. Navy (ユー・エス・ネイビ), é um shoot ’em up de rolagem lateral lançado pela Capcom, originalmente, para os arcades, em outubro de 1990. É considerado o sucessor espiritual do U.N. Squadron (Area 88, no Japão), lançado no ano anterior.

Apesar de ser um game de excelente qualidade e jogabilidade, não foi portado para nenhum outro sistema, embora vale dizer que isso não era tão comum com os games de CPS-1 na época.

Vídeos

O vídeo acima contém o gameplay do Carrier Air Wing narrado e defenestrado pelo Celso, do canal Defenestrando Jogos. O trabalho é muito informativo e descontraído, compartilhando várias curiosidades e informações sobre o game, dados que usamos para montar esta publicação.

Já o vídeo anterior é um showcase bem simples do game que fizemos pro nosso canal do Bitchute.

Enredo

Durante os anos 90, o mundo sofreu muitas mudanças. A crescente cooperação entre velhos rivais e as superpotências do globo foram exemplos de tais mudanças econômicas e geopolíticas. Entretanto, a frágil paz não duraria por muito tempo: no ano de 1997, o ficcional país do Oriente Médio chamado Rabu construiu várias armas de destruição em massa. O mais do que normalmente agressivo estado contava agora com ICBM’s, bombas nucleares táticas e até mesmo uma arma de laser em um satélite, capaz de atacar qualquer ponto do mundo.

Com tal armamento na mão e contando com diversos terroristas sobre o mundo, Rabu, aspirando ao seu sonho de conquista global, estava pronto pra declarar a guerra à humanidade.

Uma chamada de emergência chega ao governo dos EUA quando, em 1999, Rabu ataca Tóquio, no Japão, com o seu poderoso armamento. Os americanos decidem atacar Rabu. O USS Carl Vinson (CVN-70), da Marinha Americana, assim, navega carregando três dos melhores pilotos de caça do mundo: Rick Ford, Mark Olson e James Roy. Eles vão ser lançados em uma campanha para por um fim na ameaça de Rabu e trazer a paz e a liberdade de volta ao mundo.

A maior guerra aérea da história humana está prestes a começar…

Gameplay

Como dissemos, o Carrier Airwing é um shoot ’em up de rolagem lateral, onde os jogadores enfrentam uma enorme quantidade de inimigos. Como no U.N. Squadron, os jogadores podem escolher qualquer um entre três caças para a batalha prestes a acontecer. Neste game, estão disponíveis o F-14 Tomcat, F/A-18 Hornet e o A-6E Intruder, pilotados por Rick Ford, James Roy e Mark Olson, respectivamente. Os jogadores vão abrir caminho através de dez fases cheias de inimigos e, no final de cada uma, eles podem comprar novas armas, proteções e realizar upgrades em seus aviões de combate.

Screenshots

As screenshots abaixo foram tiradas com resolução ampliada e com filtros. A resolução original do game é Raster 384 x 224 pixels (Horizontal) e 4096 cores:

Curiosidades

  • No Japão, além de ser conhecido como U.S. Navy, o Carrier Airwing foi recebido como o 12º jogo vídeo feito para o sistema CPS1;
  • Se você vencer o game com apenas um crédito, você assiste o final verdadeiro do jogo;
  • Em alguns lugares, inclusive no título do game, a grafia de “Airwing” está errada. O nome do jogo deveria ser Carrier Air Wing.

Dicas e manhas do Carrier Air Wing

O jogo contém uma série de itens secretos.

  • Missão 2: Branco Mech (10000 pts) – Após o helicóptero grande e de quando a estrada suspensa termina, suba rapidamente e atire;
  • Missão 3: Coelho (20000 pts) – Atire no 9º árvore ou lance uma bomba; Vaca (10000 pts) – Destrua o monticule terreno no topo da colina logo após a nona árvore, podendo fazer curvas para a vaca, atirando diante; e Homem (6000 pts) – Atire entre a base da montanha e a do cruzador;
  • Missão 6: Snowman (4000 pts) – Atire na base do 4ª iceberg;
  • Missão 7: Urso Pequeno (8000 pts) – Chegando ao fim da fase, atire no meio da primeira montanha cinza, pouco antes do primeiro vulcão;
  • Missão 8: Mech com uma bandeira (20000 pts) – Solte uma bomba atrás da segunda casa.
  • Missão 9: Red Mech (10000 pts) – Atire na base da muralha; Yashichi – Destrua a torre vermelha localizada em uma passarela;
  • Missão 10: Yashichi – Destrua a torre vermelha localizada na parte superior dos motores.

Armored Warriors

2 de junho de 2017
Armored Warriors

Armored Warriors (Powered Gear – Strategic Variant Armor Equipment no Japão) é um jogo de luta estilo beat ’em up desenvolvido e lançado pela Capcom no dia 24 de outubro de 1994 para os fliperamas (CPS-2).

No game, o jogador controla um dos quatro heróis, cada um pilotando o seu próprio mecha gigante, com diferentes características etc. Até três pessoas podem jogar cooperativamente através de sete missões e podem usar partes de mechas inimigos nos seus.

Este toque bem original no gameplay, junto com bons gráficos e jogabilidade, fazem do Armored Warriors um game muito interessante. Ele nunca foi portado para qualquer outro sistema, entretanto.

Vídeo

Saiba Mais

PS. Essa publicação está muito simplificada. Vamos enriquecê-la assim que possível.

Saturday Night Slam Smasters

29 de maio de 2017
Saturday Night Slam Smasters

Saturday Night Slam Masters, conhecido no Japão como Muscle Bomber: The Body Explosion, é um jogo de luta desenvolvido e lançado pela Capcom para os arcades (CPS-1) no dia 13 de julho de 1993.

Eu diria que o Saturday Night Slam Masters pode ser descrito como um campeonato de tele catch (luta livre ou pro wrestling) que combina Street Fighter 2 e Final Fight.

Vários de seus personagens disponíveis para jogar tem ligação com outros games da Capcom, inclusive o Mike “Macho” Haggar, que aparece originalmente no Final Fight, e o Gunloc, que, no Saturday Night Slam Smasters, dá a entender que é o Guile disfarçado. Vários foram modelados baseados em lutadores de luta livre profissionais também.

O game foi portado, posteriormente, para Mega Drive, Super Nintendo e pro FM Towns Marty, um console da Fujitsu que não é muito conhecido por aqui.

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P.S.: Essa publicação está muito simplificada. Vamos enriquecer ela assim que possível!

Alien vs. Predator

25 de maio de 2017
Alien vs. Predator

Alien vs. Predator é um jogo de luta beat ’em up desenvolvido e lançado pela Capcom no dia 20 de maio de 1995, para os fliperamas (CPS-2).

Ele mistura elementos das populares franquias de filmes de ficção científica, Aliens e Predador, com alguns elementos originais e típicos do gênero.

O game pode ser jogado por três pessoas simultaneamente, que podem escolher entre dois soldados ciborgues, a Tenente Lynn Kurosawa e o Major Dutch Schaefer; e dois predadores, o Warrior e o Hunter. Os personagens vão encarar hordas de Aliens e soldados humanos dissidentes.

O jogo apresenta gameplay, gráficos e efeitos sonoros fantásticos. Ele foi muito bem recebido pela crítica e pelos jogadores, se tornando um clássico do gênero. Entretanto, o jogo nunca foi portado para nenhum outro sistema.

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