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Defenestrando Out Run (1986)

15 de julho de 2018
Defenestrando Out Run (1986)

Vamos conferir hoje o gameplay comentado do Out Run feito pelo canal Defenestrando Jogos. Trata-se de mais um Fliperama Nostálgico, uma que apresenta títulos antigos dos arcades de uma forma descontraída, mas informativa e sem cair no besteirol e sem berreiro, como acontece nestes Let’s Plays da vida.

Como é de costume, estamos adicionando este vídeo aqui para você ter algo para assistir na domingueira, visto que só passa câncer na televisão, mas especialmente neste dia.

Out Run (アウトラン) é um clássico jogo de corrida desenvolvido e lançado pela Sega para os fliperamas em 20 de setembro de 1986. Sucesso de crítica e de mercado, Out Run se tornou um dos games mais vendidos de sua época, sendo notável por ser inovador devido aos seus excelentes gráficos com a famosa tecnologia sprite-scaling, o seu robusto hardware, gameplay não linear, e trilha sonora selecionável, características pioneiras até então.

A premissa de Out Run também fugiu um pouco do tema de Fórmula 1 que dominava os jogos de corrida até então. Uma maquina possante, o vento no cabelo e uma loira pistoleira ao lado… É  bem a cara dos anos 80, com um tema bem casual e despojado, mas sem deixar de ser um tanto quanto extravagante.

Como não poderia deixar de ser, o sucesso do Out Run justificou portes para vários outros sistemas, como o NEC PC-8801, Atari ST, Amiga, Amstrad CPC, Apple II, Commodore 64, Game Gear, Genesis/Mega Drive, Master System, PC Engine, MS-DOS, Windows (Sega Smash Pack), Saturn, ZX Spectrum, Dreamcast (Yu Suzuki Game Works Vol.1), PlayStation 2, Sega Mark III, XBox (destravável no Out Run 2), MSX 2. LCD tabletop e até celulares (em 2002, numa era pré smartphones).

Além disto, o Out Run também deu início uma série composta de nove jogos, sendo sucedido por Out Run 3-D (1989, Master System), Battle Out Run (1989, Master System), Turbo Out Run (1989, Arcade), Out Run Europa (1991, Game Gear), Out Runners (1992, Fliperama), Out Run 2019 (1993, Mega Drive), Out Run 2 (2003, Fliperama) e Out Run 2 SP (2004, Fliperama).

O legado do Out Run não parou por aí. Além de ser um dos jogos de corrida mais característicos dos arcades, todos os seus ports e sequências, encontramos facilmente seus elementos em outras franquias de sucesso, como Lotus e Mad Gear. A IGN, em 2015, considerou este clássico da Sega um dos dez jogos mais influentes do gênero, atrás de Pole Position, Gran Turismo e Virtua Racing.

Gameplay

Em Out Run, o jogador guia uma Ferrari Testarossa vermelha através de uma série de locais americanos tentando alcançar os checkpoints em cada fase antes do tempo acabar, o que significa game over. Alcançar os checkpoints aumenta o tempo restante. A perspectiva é em terceira pessoa, com a câmera colocada perto do chão, o que pode acabar limitando a visão do jogador à distância.

No final de cada fase, os jogadores vão ter que escolher um dos caminhos de uma bifurcação na estrada, o que leva a diferentes cenários. As estradas estão repletas de tráfego civil que deve ser cuidadosamente evitado, se não, o jogador vai acabar sendo desacelerado e perderá tempo.

Para além de poderem escolher rotas, os jogadores também podem escolher qual a música da excelente trilha sonora do jogo no som do carro. As músicas são ‘Magical Sound Shower’, ‘Passing Breeze’ e ‘Splash Wave’.

Curiosidades

  • O esquema da escolha do caminho não foi inventado no Out Run. Ele já existia no TX-1, um jogo da Tatsumi de 1983;
  • O Out Run podia ser encontrado em um dos gabinetes mais extravagantes da história dos fliperamas que foi criado para se parecer com uma Ferrari Testarossa, tinha um volante e pedais, podia inclinar e contava com um poderoso sistema de som que colocava os auto falantes logo atrás da cabeça do jogador;
  • A trilha sonora do Out Run é tida em alta estima até hoje, sendo composta por  
    Hiroshi Kawaguchi, quem trabalhou também em inúmeros títulos da Sega;
  • A Sega não tinha permissão para usar uma Ferrari no jogo. Isto levou a uma série de ameaças e picuinhas judiciárias até que isto foi resolvido no Out Run 2, com a firma japonesa obtendo permissão para usar Ferraris nesta sequência;
  • Os carros dos oponentes são: 1972 Volkswagen Beetle, 1971 Chevrolet Corvette, 1985 Porsche Carrera 911 Turbo, 1985 BMW 325i Cabriolet E30 e Lorry;
  • O Out Run contém vários outdoors com propagandas diversas, notavelmente das motocicletas KTM;
  • Richard Jackson detém o recorde oficial deste game com 52.897.690 pontos;
  • No filme Donnie Darko, um sci-fi que gente burra fala que gosta para parecer inteligente, Donnie, o protagonista, aparece jogando Out Run num fliperama com a sua namorada. A cena mostra ele batendo o carro durante uma DR.

Mais Out Run

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Defenestrando Flying Shark (1987)

8 de julho de 2018
Defenestrando Flying Shark (1987)

Como tudo mundo já deve estar acostumado, hoje é dia de vídeo de gameplay aqui e estamos trazendo o do Flying Shark, um joguinho de navinha da década de 80 sendo comentado no Fliperama Nostálgico, um dos quadros do canal Defenestrando Jogos.

Além do vídeo ser uma boa opção para você assistir sem ter que apelar para a programação dominical comum, ele traz algumas informações e curiosidades sobre o game, sendo este uma das fontes para este nosso post.

Flying Shark, lançado na America do Norte como Sky Shark, é um shoot ’em up de rolagem vertical de 1987. Este jogo de tiro foi desenvolvido pela Toaplan e lançado originalmente pela Taito nos fliperamas japoneses em março daquele ano. Em Flying Shark, o jogador pilota um biplano de guerra e tem que destruir o exército inimigo no ar, terra e no mar, em uma variedade de cenários distintos.

Como é tradicional nos jogos da Toaplan, Flying Shark é um título bastante difícil, algo que não foi empecilho para garantir bons resultados no mercado e de crítica. Isto lhe garantiu não apenas duas sequências, o Fighting Hawk (1988) e o Fire Shark! (1989), como também uma boa variedade de ports para outras plataformas, como o Sharp X68000 (1991), FM Towns (1993), NES (1989), Amiga, Commodore 64, MS-DOS, ZX Spectrum, Amstrad CPC e Atari ST.

Gameplay

Pilotando um biplano, os jogadores (pode ser jogado por uma ou duas pessoas) enfrentam um grande número de inimigos, como em qualquer bom shoot ’em up. Certas ondas de aeronaves do exército oponente dropam bônus quando abatidas, como power-ups, pontos e vidas extras. Cada estágio começa e termina em uma pista e, toda vez que o jogador aterrissa novamente ao fim da fase, cada bomba restante soma 3.000 pontos para a sua pontuação total. O jogador recebe três bombas no início de cada estágio que são repostas ao morrer ou no início da próxima. Flying Shark tem cinco fases e, quando todas são vencidas, recomeça fazendo um loop do estágio dois indefinidamente.

Curiosidades

  • Flying Shark foi lançado pela Electrocoin no Reino Unido e pela Romstar na América do Norte;
  • O título deste jogo traduzido do japonês (飛翔鮫) significa “Flying Shark” mesmo;
  • A trilha e efeitos sonoros do Flying Shark foram criados por Tatsuya Uemura, quem também trabalhou em outros jogos da Toaplan como Tiger Heli, Hellfire, Twin Cobra, Out Zone, Dogyuun e Zero Wing, com a OST deste último sendo feita em parceria com Toshiaki Tomisawa and Masahiro Yuge;
  • A versão de NES contou com trilha sonora de Tim Follin, seu primeiro trabalho nesta plataforma;
  • A maioria dos ports para computadores pessoais deste jogo foram lançados apenas na Europa e na América do Norto. A versão do NES também saiu exclusivamente pro mercado norte-americano.

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Defenestrando Marvel Super Heroes (1995)

1 de julho de 2018
Defenestrando Marvel Super Heroes (1995)

A jogatina deste domingo vai ser de um importante título dos jogos de luta de meados dos anos 90, o Marvel vs Capcom, cujo gameplay podemos assistir em mais um episódio do Fliperama Nostálgico, do canal Defenestrando Jogos.

O vídeo, além de ser informativo e ser bem humorado, é uma boa alternativa à porcariada televisiva que é exibida hoje. Nós utilizamos alguns dos dados e informações que ele partilha conosco para montar este post.

Marvel Super Heroes (マーヴル・スーパーヒーローズ) é um jogo de luta desenvolvido e lançado pela Cacpom originalmente para os fliperamas japoneses, no sistema CPS-2, em outubro de 1995. O jogo é vagamente baseado no enredo da saga Desafio Infinito (Infinity Gauntlet) da Marvel, trazendo vários heróis e vilões deste universo caindo na porrada.

Marvel Super Heroes é segundo jogo de luta competitiva da Marvel criado pela Capcom, sendo antecedido pelo X-Men: Children of the Atom. Trata-se também de um título extremamente seminal, abrindo o caminho para a popular franquia Marvel vs. Capcom e inspirando fangames como o Marvel Super Heroes – Melee Edition.

O jogo foi portado em 1997 para o Saturn, PlayStation e PlayStation 3 (na coletânea Marvel vs. Capcom Origins). Ele também ganhou uma versão pro XBox One em 26 de setembro de 2012.

Enredo

Heróis e vilões irão se combater pelas Joias do Infinito e provarem seu valor até enfrentarem Thanos, que planeta usar estes poderosos artefatos para dominar o universo.

Gameplay

O objetivo do jogo é usar ataques e habilidades especiais para derrubar o oponente ou terminar os rounds com mais vida do que ele, no esquema tradicional dos jogos de luta consagrado em outros títulos, com de melhor de três rounds etc.

Existe um super medidor que vai se acumulando até permitir usar os poderosos ataques Infinity Combo. Uma mecânica única no Marvel Super Heroes são as Infinity Gems; Poder, Tempo, Espaço, Realidade, Alma e Mente. Estas podem obtidas quando dropadas dos oponentes no modo arcade ou cumprindo certos critérios durante o modo versus, como obter o primeiro hit. Ao usar essas gemas na batalha, os lutadores recebem efeitos aprimorados por um curto período de tempo, como maior poder ou defesa, recuperação de saúde ou ataques adicionais. Certos lutadores receberão benefícios extras enquanto usam certas gemas: por exemplo, se o Spider-Man usar a Power Gem, ele cria um clone seu no lado oposto de seu oponente para causar dano extra durante seus ataques. Saiba mais sobre as melhores gemas para cada personagem aqui!

Cada Gema do Infinito tem um poder distinto:

  • Time – Aumenta velocidade;
  • Power – Duplica o poder de ataque;
  • Space – Aumenta a resistência a golpes;
  • Reality – Faz com que o personagem dispare projeteis, dependendo do botão pressionado;
  • Mind – Aumenta a barra de especial;
  • Soul – Aumenta a barra de life.

Curiosidades

  • Este jogo foi dedicado à memória de Jack Kirby, também conhecido como “O Rei dos Quadrinhos” (1917 – 1994), com a arte dos personagens baseada em seus antigos designs. Ele foi o mais influente e respeitado ilustrador e criador de histórias de super-heróis em quadrinhos. Kirby era tão importante que, quando este mercado entrou em recessão, alguns disseram que quando morreu, ele levou a indústria com ele.

Veja também

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Defenestrando Thunder Blade (1987)

24 de junho de 2018
Defenestrando Thunder Blade (1987)

Como hoje é domingo e geralmente a gente adiciona um vídeo de gameplay aqui, vamos meter o Thunder Blade sendo defenestrado em mais um Fliperama Nostálgico, o quadro de jogos antigos de arcade do canal Defenestrando Jogos.

O vídeo, como sempre, é bem informativo, além de ser descontraído e bem humorado, mas sem descambar para o berreiro e besteirol, como muitos fazem em vídeos de let’s play. É também uma das principais fontes de informações deste post.

Thunder Blade (サンダーブレード) é um jogo de tiro estilo shoot ’em up desenvolvido pela Sega e lançado por esta firma originalmente para os fliperamas japoneses em dezembro de 1987. Neste game, os jogadores controlam um helicóptero para destruir inúmeros veículos inimigos. A grande novidade do Thunder Blade é que a sua perspectiva muda dependendo da parte do jogo, sendo vista do tradicional de cima pra baixo ou em um estilo tipo do After Burner, de trás da aeronave para frente.

Apesar de não apresentar nada inovador ou de muito original para o gênero, Thunder Blade foi um enorme sucesso crítico [2] e comercial para a Sega, o que é atribuído ao da sua deslumbrante tecnologia “sprite-scaling graphics”, também presente e responsável pelo efeitos impressionantes em Out Run, Super Hang-On, After Burner e muitos outros clássicos desta empresa. Eu diria que a excelente jogabilidade e temática que era inspirada num filme dos anos 80 chamado Blue Thunder [1] também ajudaram neste quadro.

Este ótimo desempenho do Thunder Blade no mercado lhe rendeu versões para várias outras plataformas, como Mega Drive (1988, Super Thunder Blade [3]), Master System (1988), PC Engine (1988), Amstrad CPC (1988), Atari ST (1988), Commodore 64 (1988), Amiga (1988), Sinclair ZX Spectrum (1988), X68000 Sharp (1990), MS-DOS (1989), MSX (1989), Nintendo 3DS (14 de maio de 2015) e Tiger Handheld Game (1988).

Meus irmãos e eu jogamos bastante a versão de Master System do Thunder Blade, embora, por ser um jogo um tanto quanto difícil, acho que ninguém conseguiu zerar. Entretanto, por ser um título importante para nós (e consequentemente pra mim), ele foi introduzido ao nosso Hall da Fama no dia 25 de junho de 2018.

Enredo

A bordo do letal helicóptero de combate Gunship Gladiator, um piloto tem como missão impedir que um golpe de estado que almeja instalar um ditador como líder se instale.

Gameplay

O jogador controla um helicóptero usando armas e mísseis para destruir tanques, helicópteros e outras unidades inimigas para salvar seu país de origem. Como eu disse acima, a perspectiva do game pode variar entre uma visualização em perspectiva de cima para baixo ou de terceira pessoa. A primeira parte de cada fase começa com um top-down vertical scrolling, antes de mudar para o outro esquema. Os chefões também sempre estão na visão top-down.

Cada fase é recheado com combinações de helicópteros, aviões, tanques, barcos e baterias antiaéreas, tudo com a intenção de destruir o seu Gunship Gladiator, o qual é armado com duas armas diferentes, uma metralhadora e mísseis ar-terra, ambos com munição ilimitada.

Thunder Blade possui quatro fases:

  1. Cidade: O jogo começa em uma cidade cheia de arranha-céus onde os inimigos são basicamente helicópteros, jatos e tanques terrestres e baterias antiaéreas. O estágio termina sobre o mar, com o jogador enfrentando um destróier fortemente armado;
  2. Deserto: Esta fase começa com o jogador pilotando dentro de um desfiladeiro antes de mudar para o modo de exibição, em terceira pessoa. O jogador é levado através de cavernas cheias de estalactites e  um tanque de guerra enorme aguarda o jogador no final do estágio;
  3. Floresta: Começando em um rio, o jogo muda para uma floresta tropical. Além dos habituais inimigos, barcos fortemente armados ficam presentes. A batalha final ocorre nos céus com o jogador tentando destruir um avião fortemente armado;
  4. Complexo Industrial: A quarta e última fase começa com uma repetição do nível da cidade, só que durante a noite. A segunda parte desta leva o jogador a um complexo industrial até o confronto final do Thunder Blade: uma batalha contra uma torre fortemente armada com mísseis e metralhadoras.

Curiosidades

  1. O enredo e a ambientação do jogo lembram o filme de 1983 e a sua série spin-off de TV de 1984 Blue Thunder, lançados aqui no Brasil como Trovão Azul e tendo como protagonista o falecido ator de Jaws, Roy Scheider. Outras semelhanças são o título e o helicóptero que são bastantes parecidos com os do Trovão Azul;
  2. O jogo foi bem recebido pela crítica, ganhando um prêmio chamado Golden Joystick Console Award em 1988-1989 e chamado do “game que mais tirou nosso dinheiro nos fliperamas neste verão, provavelmente uma das máquinas mais ansiosamente esperadas” pela revista Your Sinclair;
  3. A versão de Mega Drive, Super Thunder Blade, foi lançada exclusivamente para este console com um nome diferente para diferenciar da versão de Master System, a qual era um port da versão de arcade. Esta versão contém algumas poucas diferenças em termos de desenvolvimento e no gameplay, como a perspectiva inicial top-down sendo omitida, e pode ser considerada uma sequência do original também;
  4. O jogo vinha em dois tipos diferentes de máquinas nos fliperamas. Uma era para jogar em pé, do jeito tradicional, com um joystick e uma alavanca do lado. Outra simulava um cockpit de um helicóptero, para jogar sentado e com um manche;
  5. A trilha sonora foi composta por Koichi Namiki, que também trabalhou em  jogos como Dark Edge, Galaxy Force II, Limited Edition Hang-On e Super Hang-On.

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Defenestrando Galaxy Force II (1998)

17 de junho de 2018
Defenestrando Galaxy Force II (1998)

Hoje, vamos conferir o Galaxy Force II sendo defenestrado em mais um Fliperama Nostálgico, o quadro de games antigos de arcade do canal do Celfo Affini.

Além de ser um vídeo bom e informativo como sempre, é mais uma opção para você ter algo assistível no domingo, que é aquele dia que se você ligar a televisão, você morrerá de depressão. Além disto, nós utilizamos várias dos dados que ele compartilha para montar esta publicação.

Galaxy Force II é um jogo de tiro estilo shoot ’em up e com sprite-scaling desenvolvido pela Sega e lançado pela firma em julho de 1998, originalmente para os fliperamas japoneses. Em Galaxy Force II, o jogador tem que abrir caminho através de fases espaciais belamente renderizadas, enfrentando inimigos em planetas alienígenas e no espaço. Pelo o que entendi, este game é uma sequência e update do Galaxy Force original, adicionando duas novas fases, corrigindo bugs e alterando alguns elementos no gameplay.

O Galaxy Force II também demonstrou o quão longe a Sega usaria a sua então lendária tecnologia de sprite scaling, com os gráficos incríveis em alguns níveis, como quando o jogador está voando acima da superfície de um planeta vulcânico repletos de erupções vulcânicas e uma chuva de meteoritos caindo ao mesmo tempo. Nada menos do que espetacular, ainda mais considerando a época.

Além de fliperama, o Galaxy Force II também tem versões para Mega Drive (13/09/1991), Saturn (02/07/1998), PlayStation 2 (26/07/2007), FM Towns PC (1991), Atari ST (1990), Nintendo 3DS (2013), Sinclair ZX (1990), Commodore C64 (1989) e Commodore Amiga (1990).

Enredo

O maligno Quarto Império, governado por Halcyon, começa uma campanha de conquista galáctica tendo dominado quase todos os sistemas estelares da galáxia. Uma organização interestelar conhecida como a Federação Espacial, lança o Galaxy Force, um corpo de caças especializados em combate espacial, para libertar a galáxia do domínio opressivo do Quarto Império. Um piloto solitário faz uma guerra de um homem contra Halcyon e suas forças.

Gameplay

Em Galaxy Force II, o jogador toma o controle novamente da espaçonave TRY-Z, tendo que enfrentar uma grande quantidade de inimigos e perigos diversos em várias missões em diferentes planetas ou no espaço sideral. A nave pode atirar lasers e misseis nos inimigos e obstáculos, é protegida por um escudo que é esgotado na medida em que é atacada ou sofre colisões e tem uma quantidade de energia limitada para completar as fases (se não é game over).

O game pegou emprestado um pouco do Space Harrier, de 1985, e, em menor grau do After Burner, melhorando estes elementos em todos os aspectos possíveis. O ritmo do jogo é muito mais lento do estes dois títulos, fazendo com que a progressão do jogo seja mais um resultado da habilidade do jogador do que sorte, muitas vezes associados a esses games da Sega.

Alguns elementos de Galaxy Force II também foram influenciados jogos de outro gênero da firma, em especial, as ramificação do Out Run (1986). No final de cada uma das fases do Galaxy Force II, após o piloto ter lutado através da fortaleza inimiga final, existem túneis que oferecem escolhas para ir para a esquerda ou direita, a qual influenciará o progresso do jogo.

Curiosidades

  • Galaxy Force II possui dois modelos de gabinete: o modelo Deluxe, com um lugar para sentar diante de um monitor. e o modelo Super Deluxe, com uma maquina que girava a 45º para esquerda ou direita, dependendo da escolha que o jogador fizer;
  • Michael Jackson possuía um gabinete desse jogo (número de série 270366) que também foi vendido no leilão oficial do músico em 24 de abril de 2009, como o que aconteceu com tantas de outras suas máquinas.

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Defenestrando Shadow Warriors (1988)

10 de junho de 2018
Defenestrando Shadow Warriors (1988)

Como quase sempre estamos fazendo aqui aos domingos, hoje vamos adicionar o gameplay do Shadow Warriors, a versão europeia do Ninja Gaiden dos arcades, feita no quadro Fliperama Nostálgico do canal Defenestrando Jogos.

O vídeo tem mais de meia hora de duração e é bastante descontraído e informativo. É também a principal fonte que usamos para montar este post.

Shadow Warriors, ou simplesmente Ninja Gaiden, é um jogo de luta estilo beat ’em up com rolagem horizontal desenvolvido pela Tecmo e lançado por esta firma originalmente para os fliperamas em 1988. Este primeiro jogo da série Ninja Gaiden, a qual foi imortalizada posteriormente no NES com a trilogia de mesmo nome, segue Ryu Hayabusa combatendo uma organização criminosa e macumbeira em Nova Iorque.

Posteriormente, o Shadow Warriors/Ninja Gaiden ganhou versões para outras plataformas, como o Sinclair ZX Spectrum (1990), Commodore C64 (1990), Amstrad CPC (1990), Commodore Amiga (1990), Atari ST (1990), Atari Lynx e Wii (2009). Parece que o game foi também relançado de novo no C64 e no Amiga em uma coletânea chamada Hot 2 Handle.

Shadow Warriors surfou na onda de um grande sucesso de 1987 da Sega, Shinobi, junto com uma enxurrada de jogos de estilos similares e explorando a temática ninja, porém com uma pitada de comédia, como o Teenage Mutant Ninja Turtles e Caveman Ninja “Joe e Mac”. O game acabou sendo bem recebido pela crítica também.

Enredo

Ao ser contatado por um membro de seu clã que está no Estados Unidos, o ninja Ryu Hayabusa fica ciente dos planos de uma organização criminosa que está utilizando os segredos dos ninjas para tomar todo o país. Estes criminosos fazem parte de um culto maligno liderado por Bladedamus, um descendente de Nostradamus que busca concretizar suas profecias do fim do mundo. Isso obriga Hayabusa deixar Tokyo para Nova York a fim de impedir este plano macabro e destruir o mal onde quer que ele esteja.

Gameplay

Shadow Warriors (ou Ninja Gaiden) é, como já dito, um side-scrolling beat ’em up para dois jogadores, um controlado um ninja com roupa azul e o outro com roupa laranja. O game conta com uma boa variedade de cenários, todos com partes destrutíveis, como cabines telefônicas, placas e lixeiras, bastando atirar um inimigo (ou ser arremessado por eles) em tais partes da tela para detoná-las, o que faz dropar power-ups.

O controle se movimenta em oito direções, de forma similar a jogos do gênero como Double Dragon. Também conta com um botão que serve para agarrar em barras, um para atacar e outro saltar. Existem cinco técnicas primarias que podem ser ativadas através dos botões ou combinações deles: “Triple Blow Combination”, uma série de socos e chutes que servem como ataque padrão do jogador; “Flying Neck Throw”, realizada atacando o inimigo enquanto pula; “Hang Kick”, ataca o inimigo enquanto esta segurando em uma barra; “Tightrope Walk”, onde o jogador se move pendurado em cima de uma corda bamba; e o “Phoenix Backflip”, que consiste em um backflip executado depois de correr contra uma parede e que se torna um ataque se o jogador tiver uma espada.

O jogo é muito lembrado por uma tela mórbida onde o protagonista está amarrado a uma mesa batendo violentamente a cabeça enquanto uma serra circular está indo em sua direção. Se o jogador não usar continue em 10 segundos, a tela fica vermelha, o ninja grita em agonia e as palavras “GAME OVER” aparecem seguidas de uma música dramática. Final Fight, lançado um ano depois, teve uma seqüência semelhante, mas com os personagens amarrados ao lado de dinamite.

Os primeiros cinco estágios são baseados em regiões americanas reais, como a cidade de Los Angeles, Brooklyn, Las Vegas, Carolina do Norte, e uma estrada de ferro transcontinental. O sexto e último estágio se passa dentro do esconderijo do inimigo, onde acontece um boss rush com os chefões do jogo, que incluem um lutador de sumô, um par de lutadores de luta livre parecidos com os The Road Warriors e um trio de acrobatas mascarados com garras. O chefe final, Bladedamus, empunha duas espadas e tem um ataque onde ele cospe fogo.

Curiosidades

  • Pelo título de Ninja Gaiden, o jogo é conhecido nos EUA. No Japão é conhecido como Ninja Ryukenden e o nome Shadow Warrior foi usado tanto nos EUA quanto na Europa. Ele foi lançado na Europa em 1989, apesar da tela de título estar escrito 1988;
  • Nas versões originais, na hora de enfrentar os chefões que lembram os Road Warriors, é possível ouvir uma música que lembra bastante à música Iron Man, do Black Sabbath;
  • No final da quarta fase, é possível ver o rosto de Nostradamus esculpido na montanha ao fundo e um pentagrama no centro da tela com o ano de 1999 dentro dele;
  • Na quinta fase, tem um muro de pedra onde está pichado o nome de outro clássico da Tecmo, o Rygar;
  • O último estagio possui várias imagens estranhas, como quadros de pedras voadores, estátuas de demônios e uma parede feita de rostos. Essa fase é dividida em três partes: no final da primeira, é possível ver um vitral de uma mulher sendo queimada na fogueira; no final da segunda parte, pode ser ver um gigantesco quadro com a imagem de Nostradamus; e na última parte, aonde se enfrenta o chefão final, ao fundo, existe o desenho de uma caveira e uma mulher com roupas sadomasoquistas, além de um corpo dilacerado amarrado a correntes e o pentagrama no centro da tela;
  • O jogo de arcade foi produzido e lançado quase que simultaneamente com o Ninja Gaiden do Nintendinho, apesar do fato que são diferentes jogos com apenas algumas similaridades;
  • O designer do Shadow Warriors foi creditado apenas como “Strong Shima”, mas Masato Kato, quem trabalhou na versão de NES, identificou-o apenas como “Mr. Iijima”;
  • Nas cutscenes entre cada estágio, Ryu aparece comendo em um restaurante japonês, lendo jornal num trem, descendo um rio num caiaque, jogando num casino ou escalando um prédio e assustando os trabalhadores que limpam as janelas.

Série

Como eu disse acima, a série rendeu mais sete jogos:

  1. Shadow Warriors/Ninja Gaiden (1988)
  2. Ninja Gaiden (1989);
  3. Ninja Gaiden Episode II – The Dark Sword of Chaos (1990, NES 8-bit/Famicom);
  4. Ninja Gaiden Episode III – The Ancient Ship of Doom (1991, NES 8-bit/Famicom);
  5. Ninja Gaiden (2004, Xbox);
  6. Ninja Gaiden Black (2005, XBox)
  7. Ninja Gaiden Sigma (2007, PlayStation 3);
  8. Ninja Gaiden Dragon Sword (2007, Nintendo DS);

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Defenestrando Commando (1985)

3 de junho de 2018
Defenestrando Commando (1985)

Assista conosco o gameplay comentado e defenestrado do Commando, um jogo de tiro da Capcom dos anos 80 que lançou escola. O vídeo foi produzido e publicado pelo canal Defenestrando Jogos, parte da série Fliperama Nostálgico, e compartilha algumas informações e curiosidades que usamos como fonte para esta publicação.

Commando é um jogo de tiro clássico run and gun multidirecional desenvolvido e lançado pela Capcom nos arcades em maio de 1985. Um game seminal e sucesso de críticas e comercial, Commando inspirou uma porção de outros grandes títulos, como o Ikari Warriors e o Rambo: First Blood Part II, o qual é mais conhecido no Brasil por causa do Master System.

O sucesso do Commando justificou ports do game para várias outras plataformas, como o Nintendo 8-bit, Atari 2600, Intellivision, Atari 7800, BBC Micro, Acorn Electron, Amiga, Atari ST, ZX Spectrum, MSX, Amstrad CPC, Commodore 16, XE Game System, Commodore Plus/4, Apple II, Commodore 64, Wii, PlayStation (Capcom Generations 4 – Blazing Guns – Disc 4), PlayStation 2 (Capcom Arcade Cabinet: All-In-One Pack DLC), PlayStation 3 (Capcom Arcade Cabinet), Xbox 360 (Capcom Arcade Cabinet: All-In-One Pack DLC), PSP (Capcom Classics Collection Reloaded), Windows (Capcom Arcade Hits 3 e Capcom Coin-Op Collection Volume 1), PC, iOS (Capcom Arcade e Commando) e celulares.

Além dos vários ports e o seu legado, o Commando também ganhou duas sequências, o Mercs (1990) e Wolf of the Battlefield: Commando 3 (2008).

Enredo

Deixado em uma ilha por um helicóptero, Super Joe é um soldado altamente treinado que, armado com uma submetralhadora e um estoque de granadas de mão, deve abrir caminho através de um exército massivo inimigo. Além de sobreviver e destruir os oponentes, Super Joe deve também salvar prisioneiros de guerra.

Gameplay

O jogador controla Joe, que pode disparar sua arma em qualquer uma das oito direções, enquanto suas granadas só podem ser jogadas verticalmente em direção ao topo da tela, independentemente da direção que Joe está. Ao contrário da metralhadora, as granadas podem ser lançadas para limpar obstáculos e, quando bem colocadas, podem eliminar vários inimigos de uma só vez.

No final de cada fase, a tela para e o jogador deve lutar contra vários soldados que saem de um portão ou fortaleza. Eles estão sob as ordens de um oficial covarde que imediatamente foge. Se o jogador atirar nele pelas costas, ganhará pontos de bônus. Ao longo do caminho, pode-se tentar libertar prisioneiros de guerra quando são transportados pelo inimigo.

Quando o jogador atinge 10.000 pontos, ele ganhará uma vida extra. Depois disto, isto acontecerá a cada 50.000 pontos até que se atinja 960.000 pontos, quando o jogo para de liberar vidas extras.

Na versão de NES, há um upgrade de metralhadora que a deixa mais poderosa, um “óculos” que permitr que o jogador veja todos os bunkers escondidos e um upgrade de granada ilimitado. O jogador perderá essas atualizações depois de perder uma vida.

Curiosidades

  • Commando foi lançado originalmente como Senjō no Ōkami (戦場の狼), o que pode ser traduzido como “Wolf of the Battlefield” ou “Lobo do Campo de Batalha”;
  • Commando foi licenciado para a Data East para fabricação e distribuição nos Estados Unidos em julho de 1985. Este foi o primeiro (e único) game que a Capcom licenciou para a Data East;
  • Existe uma versão para Atari 8-bit que nunca foi lançada oficialmente. Ela foi criada pela Sculptured Software em 1989 e deveria ter sido lançada pela Atari Corporation para o XE Game System, um console não muito famoso por aqui. Embora o jogo tenha aparecido nos catálogos da Atari na época, nunca chegou ao mercado apesar de estar completo. Nos anos 2000, o protótipo do cartucho foi encontrado;
  • Tim Balderramos detém o recorde oficial deste game com 10051200 pontos no dia 5 julho de 1986.

Dicas

  • Um glitch no game faz as balas do jogador atravessarem saírem de cima do campo de batalha. Basta ficar totalmente no canto inferior da tela e atirar para baixo. Você vai ver os projéteis vindo da parte de cima da tela, o que pode ajudar a detonar os inimigos. Isto é demonstrado no vídeo;
  • Em alguns pontos das fases, se pode encontrar abrigo através de itens do cenário enquanto elimina-se os inimigos para ganhar mais pontos e, consequentemente, vidas. Como não tem tempo para terminar as fases e os soldados não param de vir, basta ficar esperto para garantir umas vidinhas extras. Isto é demonstrado também no vídeo, numa parte onde tem umas árvores.

Saiba mais

  • Commando online – Temos aqui uma versão online do Commando, especificamente uma conversão em Flash da versão do Commodore 64 deste game.

Defenestrando Fatal Fury 2 (1992)

27 de maio de 2018
Defenestrando Fatal Fury 2 (1992)

Como hoje é domingo e geralmente eu adiciono algum vídeo de game aqui para você, vou trazer o Fatal Fury 2 sendo apresentado, jogado e comentado em mais um Fliperama Nostálgico, o quadro de games antigos dos arcades do canal Defenestrando Jogos.

O vídeo, além de ser uma excelente alternativa à programação apodrecida e intragável da mídia tradicional, especialmente a de domingo, também traz várias informações e curiosidades a respeito do segundo game da icônica série da SNK.

Fatal Fury 2 é um jogo de luta desenvolvido e lançado pela SNK originalmente em dezembro de 1992 para os fliperamas, antes de ser portado para diversos outros sistemas, ganhando também uma versão aprimorada chamada Fatal Fury Special em 1993.

Fatal Fury 2 é o segundo game da série Fatal Fury e uma sequência direta do Fatal Fury: King of Fighters. Ele apresenta gráficos e gameplay aprimorados em relação ao game original e, embora não tenha chegado a superar o então líder do gênero da época, Street Fighter II: The World Warrior, foi geralmente bem recebido pela crítica e obteve sucesso comercial suficiente para ser portado para várias outras plataformas além do fliperama: Neo Geo (1993), Neo-Geo CD (1994), PC Engine CD (1994), Genesis/Mega Drive (1994), SNES (1993), Game Boy (1994), X68000 (1993), PlayStation 2 e Virtual Console (2008).

Enredo

Após a morte de Geese Howard nos eventos do Fatal Fury original, um misterioso nobre torna-se o patrocinador do novo torneio King of Fighters. Desta vez, a disputa é realizada através do planeta com lutadores de todo o mundo competindo. Conforme o misterioso desafiante avança, ele vai  derrotando os participantes do primeiro torneio e procurando o homem responsável por derrotar Geese.

Além de Terry Bogard, Andy Bogard e Joe Higashi, os competidores são:

  • Big Bear – Um lutador de luta livre australiano anteriormente conhecido como Raiden no primeiro Fatal Fury;
  • Jubei Yamada – Um antigo mestre de judô japonês conhecido como “Yamada, o Demônio” durante sua juventude;
  • Cheng Sinzan – Um mestre gordo de Taiji de Hong Kong que está tentando abrir seu próprio centro de treinamento;
  • Kim Kaphwan – Um mestre de Taekwondo da Coreia do Sul;
  • Mai Shiranui – Uma linda kunoichi que é filha do líder do clã ninja Shiranui e que é afim do Andy Bogard.

Richard Meyer, Michael Max, Tung Fu Rue, Duck King, Hwa Jai e Geese Howard ficaram de fora, embora alguns destes façam aparições durante algumas das cutscenes do jogo.

Gameplay

Fatal Fury 2 não apenas apresenta gráficos, mas também gameplay mais avançados que o seu predecessor, Fatal Fury: King of Fighters. Os controles de jogo foram modificados, desta vez fazendo uso completo da configuração de quatro botões do Neo-Geo, incluindo quatro botões de ataque (Soco Fraco, Chute Fraco, Soco Forte e Chute Forte). Este é aparentemente um dos primeiros jogos da Neo-Geo a usar essa configuração de botões que se tornaria comum.

O sistema de batalha de dois planos foi mantido, mas este jogo permite que você alterne entre os planos à vontade, apertando soco fraco e chute fraco simultaneamente (A +B). No primeiro jogo, você só poderia trocar de plano se a CPU estivesse em um plano de batalha diferente. O jogador também pode executar um “Power Attack” que irá derrubar o oponente do outro plano. Quando o oponente está no outro plano, o jogador pode pular atacando com soco ou chute. Algumas fases contém fios eletrificados ou uma debandada de touros, tornando arriscado trocar de plano, mas pode-se jogar o oponente lá para causar-lhe dano extra.

Outras técnicas especiais também foram adicionadas. Depois que o jogador defende o ataque de um oponente, ele pode aplicar um contra-ataque chamado de “Evasion Attack”. Pode-se também insultar os oponentes pressionando o botão de Soco Forte à distância. O jogador também pode correr para trás do adversário para recuar, batendo rapidamente a alavanca para trás duas vezes. Além disto, este jogo introduz o uso de “Desperation Moves” ou “Fury”, técnicas altamente poderosas que só podem ser usadas quando a barra de vida estiver em 25% e piscando em vermelho. Fatal Fury 2, bem como Art of Fighting, foram os primeiros jogos de luta a introduzir esses movimentos.

O modo single player tem o jogador enfrentando todos os oito personagens (incluindo um clone do personagem do jogador), seguido por quatro chefões não selecionáveis. Após cada quarta partida, o jogador participará de uma rodada de bônus para tentar angariar mais pontos.

Curiosidades

  • Fatal Fury 2 era chamado no Japão de Garou Densetsu 2: Aratanaru Tatakai (餓狼伝説2 ~新たなる闘い~ ), algo que poderia ser traduzido como “A Lenda do Lobo Faminto 2 – A nova batalha”;
  • Esse é o segundo jogo a usar cartucho de 100 MB, da série 100-Mega Shock, da SNK;
  • De acordo com um flyer americano, o nome do jogo é “Fatal Fury 2 – The Sultan of Slugs Battle Royale” e que traduzido ficaria assim: “Fúria Fatal 2 – Os Sultões do Golpe Decisivo”;
  • O Hungry Wolf é uma referência a Terry Bogard, o personagem principal de Fatal Fury. Andy e Joe (e, em menor escala, Mai e Mary) são chamados de Lobos Solitários;
  • Mantendo a tradição, uma animação baseada neste jogo foi lançado no Japão com desenhos de personagens de Masami Ohbari. O filme também foi lançado nos EUA pela Viz Video, uma divisão da Viz Comics;
  • Assim como o primeiro jogo introduziu o famoso Terry Bogard, este jogo apresenta a lutadora mais popular da SNK, Mai Shiranui;
  • Quando o jogador vence a primeira partida, a tela mostra as pessoas assistindo ao torneio dentro do Pao Pao Café do primeiro jogo.

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Defenestrando Kuri Kinton (1988)

20 de maio de 2018
Defenestrando Kuri Kinton (1988)

Confira o gameplay do Kuri Kinton, um incrível beat ’em up da Taito, sendo explorado e comentado em mais um episódio do Fliperama Nostálgico, a série de games antigos de arcade do canal Defenestrando Jogos.

Você sabe, estamos adicionando este vídeo aqui, que é descontraído, mas sem deixar de ser interessante e informativo, para você ter alguma coisa para assistir no domingo e não morrer de depressão assistindo Faustão ou Fantástico. Nós usamos o mesmo como principal fonte de informações para esta publicação, diga-se de passagem.

Kuri Kinton é um jogo de plataforma e luta estilo beat ’em up com rolagem lateral desenvolvido e lançado pela Taito para os fliperamas japoneses em julho de 1988. Em Kuri Kinton, o jogador encarna um policial chinês que tem que derrotar um grande número de inimigos num estilo parecido com o Kung Fu (ou Kung Fu Master), porém com novos elementos e gráficos mais avançados.

Além do gameplay, inimigos e fases bastante interessantes, o fato de Kuri Kinton ter sido fortemente inspirado em dois populares mangas (e animes) Kokuto no Ken e Dragon Ball, merece ser ressaltado. O protagonista mesmo parece uma mistura de Goku, usando uma espécie de quimono vermelho e técnicas similares ao Kaïo-Ken e Kamehamaha; com o Kenshiro, usando aqueles troços nos ombros e dando golpes com gritos (representados por balõezinhos na tela). Além disto, tem personagens que são certamente copiados do Dragon Ball e os chefões e as técnicas que eles usam são também claramente inspiradas no Hokuto no Ken. Na época em que o game foi lançado, adaptações destes dois mangás não eram muito comuns, explicando o motivo do Kuri Kinton ter sido bastante popular, e ainda é, entre uma certa categoria de jogadores.

O Kuri Kinton não recebeu nenhuma sequência, mas foi portado para uma série de outros consoles quase 20 anos depois de seu lançamento como parte de coletâneas: PlayStation 2 (28 de julho de 2005 na Taito Memories Joukan), PSP (5 de janeiro de 2006 na Taito Memories Pocket), PlayStation 2 (30 de março de 2006 na Taito Legends 2), Xbox (31 de março de 2006 na Taito Legends 2), PSP (6 de outubro de 2006 na Taito Legends Power-Up) e Windows (31 de março de 2006 na Taito Legends 2).

Enredo

Um policial veterano e a sua filha foram sequestrados por uma gangue e estão sendo mantidos reféns em um esconderijo subterrâneo. Um policial chinês, filho e irmão das vítimas, tem a missão de invadir este reduto criminoso repleto de vilões artistas marciais e acabar com os bandidos. Será que as suas habilidades serão suficientes para vencer este desafio?

Gameplay

Como já dito acima, o Kuri Kinton é um beat ’em up que combina um gameplay similar ao Kung Fu com plataforma. O jogador tem socos, chutes, voadoras e rasteiras como golpes básicos, mas também pode atirar uma bola de energia similar a um Hadoken ou um Kamehameha e acumular energia que serve como escudo e para aumentar os poderes de seus golpes.

O jogo começa em um corredor subterrâneo repleto de soldados blindados e lutadores que atiram shurikens e tem que seguir uma setinha que o leva para a direção certa, penetrando cada vez mais fundo nas cavernas e no esconderijo dos bandidos. No final de cada fase, tem um chefão especialista em artes marciais que pode derrotar o jogador, se ele não ficar esperto.

Só tem uma vida por partida no game, esta sendo representa por uma barra de saúde que é drenada na medida em que inimigos atingem o jogador. Se usado um continue, o game retorna a uma parte anterior, se tiver morrido no chefão.

Curiosidades

  • O título deste também dá o nome a um prato japonês chamado “kuri-kinton”, que é puré de batata-doce e castanhas.

 

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Defenestrando Chase H.Q. (1988)

13 de maio de 2018
Defenestrando Chase H.Q. (1988)

Hoje vamos conferir o Chase H.Q., um jogo de arcade dos anos 80 sendo defenestrado em mais um Fliperama Nostálgico que estamos adicionando aqui. Além do gameplay, o vídeo compartilha vários dados e curiosidades a respeito deste game. Foi feito pelo canal Defenestrando Jogos e é a principal fonte de dados para esta publicação.

Chase H.Q. (チェイスH.Q.) é um jogo desenvolvido e lançado pela Taito em novembro de 1988 para os fliperamas onde o jogador assume o papel de um policial chamado Tony Gibson que, junto com o seu parceiro Raymond Broady, tem que impedir criminosos de fugirem em perseguições em alta velocidade.

Considerado um sucessor espiritual do Full Throttle, um jogo da Taito (e não o adventure da LucasArts) de 87, o Chase H.Q. foi bem recebido, o que justificou o lançamento de quatro sequências: S.C.I. – Special Criminal Investigation (1989), Super Chase – Criminal Termination (1992), Ray Tracers (1997) e Chase H.Q. 2 (2007), além de dois spin offs: Crime City (1989) e Quiz H.Q. (1990).

O sucesso de Chase H.Q. também foi um fator que serviu de incentivo para o game ser portado para diversas outras plataformas, como Famicom (8 de dezembro de 1989), PC Engine, Game Boy, Master System (1990), Game Gear (8 de março de 1991), Saturn, Game Boy Color, PlayStation 2, Wii, ZX Spectrum (1988), CPC (1989), Amiga (1989), Atari ST (1989), Commodore C64 (1990), Sharp X68000 (1992) e FM Towns PC (1993).

Embora superficialmente semelhante em tecnologia ao Out Run, lançado pela Sega dois anos antes, o Chase H.Q. apresenta avanços técnicos em relação a este título no que concerne as perspectivas, colinas e divisões de pistas. O jogo foi muito bem recebido pela crítica, assim como as versões portadas pela Ocean Software para os computadores pessoais. Além disto tudo, o Chase H.Q. é considerado o precursor de títulos como Driver e Burnout.

Enredo

Tony Gibson, membro do Chase Special Investigation Department (algo como “Departamento de Investigação Especial de Chase”), junto com seu parceiro, Raymond Broady, são dois policiais disfarçados que devem impedir criminosos perigosos de escaparem em perseguições de alta velocidade, guiando um Porsche preto no melhor estilo do seriado oitentista Miami Vice.

Gameplay

Em Chase H.Q., o jogador tem um determinado tempo em segundos para pegar o criminoso e depois mais um prazo para danificar e inutilizar o seu carro, impedindo-o de fugir. É parecido com aqueles joguinhos de perseguição para browsers, só que com perspectiva e gráficos bem parecidos com os de Out Run. Aliás, como neste jogo da Sega, o Chase H.Q. tem as famosas bifurcações que oferecem aos jogadores escolha de rotas, embora aqui a rota selecionada é apenas um desvio temporário e determina a rapidez com que o criminoso é pego.

O Porsche do jogador é equipado com um número limitado de turbo (ou nitro) que, quando utilizado, dá uma aceleração extra bem potente, embora sacrifique o controle do carro. O turbo deve ser usado com sabedoria, senão o jogador não terá a chance de capturar o criminoso antes de acabar o tempo.

O jogo tem cinco fases. Tanto o limite de tempo inicial para chegar ao criminoso quanto a extensão para pegar o vagabundo são 60, 65 ou 70 segundos. Os vilões da versão de fliperama são:

  1. Ralph, the Idaho Slasher (White Lotus Esprit);
  2. Carlos, the New York armed robber (Yellow Lamborghini Countach);
  3. Chicago pushers (Silver Porsche 959);
  4. L.A. kidnapper (Blue Ferrari 288 GTO);
  5. Eastern Bloc Spy (Red Porsche 928).

Curiosidades

  • Chase H.Q. foi, sem dúvida, o primeiro jogo que utilizou sprite-scale depois que a Sega lançou o lendário Out Run, mexendo com o imaginário de todos que jogavam e produziam jogos na época;
  • No início de cada fase, quando Nancy, no QG da Chase liga para a rádio, a frequência é sempre 144.X MHz. Esta é, na verdade, a banda de 2 metros de frequências radioamadoras;
  • Como eu já falei, a inspiração do Porsche preto veio do seriado Miami Vice, um programa muito popular dos anos 80, embora eu ache ele meio ruim;
  • O policial Tony Gibson é o branco e o Raymond Broady é o negro, assim como era a dupla de protagonistas do Miami Vice;
  • A versão japonesa tem diferentes vozes, já que conta com atuações de voz neste idioma.

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