A proposta ridícula de regulação de eSports já teve sua audiência ridícula no Senado

22 de novembro de 2019

A proposta ridícula de regulação de eSports já teve sua primeira audiência ridícula no Senado Federel. Ajuntou uma cambada lá para dar palpite errado, cagar regra, arrumar uma teta e encher o raio do saco.

Na edição 105 das Noticias do Facínora, falei sobre os avanço destas maquinações no Brasil, algo que pode indelevelmente inviabilizar a prática no país. Como um assunto menos estressante, falei também sobre o acesso antecipado do WRATH: Aeon of Ruin, o que foi liberado hoje (22/11/19):

Se você quiser ver o trailer do WRATH e pular todo o blablablá político, clique aqui.

Esse papo começou a uns meses atrás, quando a tal da Leila do Vôlei apareceu com uns papos aí de regular eSports, o que já era um projeto de lei de 2017 de autoria de um zé aí (PL 383/2017).

Na época, Leila disse que “Vôlei e futebol são competição, não arma ou tiro“, uma ideia discriminatória sem o menor fundamento. Isto rendeu-lhe um backlash muito grande, algo que ela realmente não esperava, mostrando ser ignorante a respeito da comunidade gamer brasileira também.

Esse feedback gloriosamente negativo acabou fazendo com que a senadora aparentemente se afastasse, mas isso não durou muito, pois ontem mesmo (21/11) ela já mediou um desses encontros de baixíssimo nível que ocorrem nos antros parlamentares, tentando passar uma imagem de neutra sobre o assunto, algo que só engana bobo.

A audiência do Senado que aconteceu, se você quiser assistir, segue abaixo, mas é melhor tomar antes um sal de fruta pra não vomitar com tanto chorume verbal:

Engraçado é que no chat ao vivo do vídeo, tava todo mundo repudiando o PL 383/2017, mas daí eles desabilitaram o replay. Deve ser pra gente não ver o quão impopular essa ideia de jerico é.

A verdade é que os eSports cresceram bastante, estão movimentando muito dinheiro e os parasitas políticos não podem ver algo rendendo que eles tem que crescem o olho, mesmo com o progresso todo vindo sem a menor ajuda deles (por isso que deu certo). Nada melhor pra encherem ainda mais as burras do que meter burocracia, mesmo que avacalhe o expediente, visto que não dão a mínima para ninguém além deles.

Isso fica ainda mais evidente com uma turminha aí das confederações relativas ao assunto, das quais ninguém nunca ouviu falar, mas juram ser indispensáveis para a prática dos eSports. Imagine a graninha que vai entrar quando os praticantes profissionais tiverem que pagar taxas de inscrições, carteirinhas e as outras bobagens exigidas das pessoas para elas poderem quaisquer atividades que já são reguladas (mas que não fazem a menor diferença na prática). E isso pode ser só o que a gente vai ficar sabendo…

Aliás, sobre este assunto, segundo estão falando, um dono dessa tal federação regulatória que deve surgir seria filho do autor do projeto. Essa turminha reclama de heranças, mas dinastia política tá de boas.

Agora, o ápice da mendacidade parece ter sido uns médicos, psicólogos, psiquiatras, curandeiros ou algo do tipo que apareceram lá dizendo taxativamente e insolentemente que jogo faz mal, que gera violência e outras groselhas que eles certamente aprenderam nas novelas que eles assistem. Se conhecessem estudos como este de Oxford, este sobre a vulnerabilidade aos games violentos, este da Academia Paulista de Psicologia, este da Universidade de Southern California ou qualquer estudo sobre o assunto que não tenha sido baseado em senso comum ou estelionato intelectual, não profeririam estes disparates.

Ou seja, é o mesmo teatrinho de sempre. Jogam umas falácias, mentem e ficam embromando. No fim das contas, eles sempre arrumam um jeito de nos prejudicar. Aliás, se estivessem preocupados em combater a violência, deveriam começar parando de praticá-la, mas nós sabemos que esta é a atividade principal do estado…

Impactos reais da PL 383/2017

Achei uma figura que explica os impactos reais da regulação dos eSports. Nota-se claramente que eles tentam embalar uma porcaria como se fosse algo nobre, mas, na realidade, é só picaretagem.

Tem que ter metade do cérebro destruído pra acreditar nessa groselha. O pior é que eles vêm com essa resenha como se as mesmas regulações sob as quais o esporte tradicional brasileiro está submetido não fossem tornar os eSports igualmente atrasados por aqui. E isso se essa presepada também não desestimular a promoção de eventos relacionados à prática ou até prejudicar o mercado de games no país como um todo.

Mais vídeos

O canal CENTRAL também fez vídeos comentando essa babaquice. Alguns dos links do post eu catei neles, a propósito:

Trailer do acesso antecipado ao WRATH

O outro asssunto do NF 105 foi a 3D Realms liberando hoje o acesso antecipado ao WRATH: Aeon of Ruin, o novo FPS retrô que está sendo desenvolvido sobre o engine do Quake.

Nós já falamos sobre essa parada em outras ocasiões:

E você pode assistir ao trailer logo abaixo:

Você pode pegar o WRATH no GOG.

Fontes e mais informações e notícias

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