Warcraft II: Tides of Darkness

24 de abril de 2019

Warcraft II: Tides of Darkness é um clássico jogo de estratégia em tempo real desenvolvido pela Blizzard Entertainment e lançado em 95 que se passa no mundo de fantasia medieval do Warcraft: Orcs & Humans, até porque é uma sequência dele. O Warcraft 2 continua a guerra entre os Orcs e Humanos que se iniciou no primeiro jogo, mantendo o “core” do gameplay RTS da época, mas trazendo novas unidades, estruturas, mapas e funcionalidades, além de avanços substanciais nos gráficos, músicas, interface e efeitos sonoros.

Este grande sucesso da Blizzard saiu originalmente para MS-DOS no dia 9 de dezembro de 1995 e foi portado para o Mac em 1996. Como foi muito bem recebido pela crítica, ganhando inclusive vários prêmios, o RTS recebeu posteriormente uma expansão chamada Warcraft II: Beyond the Dark Portal, saiu na compilação Warcraft II: The Dark Saga para Saturn e PlayStation e foi portado para Windows em 1999 na Warcraft II: Battle.Net Edition, edição que inclusive acabou sendo relançada no GOG em 2019.

Além de ser um fenômeno de críticas e vendas, a influência do Warcraft II sobre o StarCraft, o próximo RTS da Blizzard e um sucesso ainda mais estrondoso, foi determinante. Dá para reparar semelhanças nos gráficos, sons e em outros aspectos, apesar da diferença de temática e tal. Bom, pelo menos eu achei, pois joguei bastante o Warcraft II, criei uns mapinhas, ripei sons para fazer outros projetos e tudo mais. Não fiquei tão aficionado como com o seu antecessor, mas me diverti bastante com este antigo RTS.

Vídeos

O vídeo acima mostra a introdução cinemática do jogo.

Enredo

Com a conquista do Reino de Azeroth na primeira guerra, os Orcs estão agora preparando uma invasão de Lordaeron e para a conquista dos territórios humanos, anões e elfos que restaram. Em um esforço para impedir o avanço Orc, estas três raças formaram uma aliança a fim de evitar o mesmo destino que Azeroth teve.

Gameplay

Em relação ao primeiro Warcraft, este RTS apresenta muitos novos recursos, como lutar não apenas pela terra, mas também pelo mar e pelo ar, resolução SVGA 640×480, novas unidades e estruturas, suporte multiplayer para até oito jogadores, trilha sonora com áudio Red Book e um editor para criar próprios cenários. Embora o jogo originalmente fosse de DOS, este editor precisava de Windows 3.1 para rodar.

O Warcraft 2 tem, no total, 28 cenários de campanha separados entre Humanos e Orcs, as quais os jogadores poderia escolher, cada uma com sua história. Estas facções contam com construções próprias também, embora cada uma destas encontre uma análoga na rival. Existem algumas unidades avançadas que contam com habilidades, magias ou características distintas das suas contrapartes, podendo significar vantagens e desvantagens em certos tipos de combate. Este esquema de unidades e estruturas de diferentes facções realizarem funções similares, contando praticamente apenas com nomes e gráficos diferentes, só veio a mudar definitivamente com o StarCraft, diga-se de passagem.

O gameplay básico do RTS foi mantido: recolher recursos, construir estruturas e unidades, destruir os oponentes. Entretanto, tem algumas fases da campanha que apresentam heróis, que são mais poderosos que as unidades normais do mesmo tipo e devem ser protegidos, ou objetivos específicos, como resgatar tropas ou fortes e escoltar personagens importantes em segurança. Nunca fui fã deste tipo de missão. Chamava isso de “fase de comando” no Command & Conquer, pois tinha aquela fase onde você começava controlando apenas o Commando (Havoc) e tinha que fazer umas paradas lá. Durante as campanhas, algumas unidades e estruturas eram liberadas na medida em que o jogador iria avançando pelas fases, enquanto no multiplayer podia escolher liberar geral. Enfim, era o arroz com feijão do gênero, na época.

Cada estrutura tem sua finalidade. Constrói-se as fazendas para suporte às unidades de cada jogador, estaleiros para construir navios, os Halls para construir trabalhadores e guardar recursos, torrões para defesa e algumas que permitiam liberar unidades novas e/ou realizar upgrades, sendo este último algo bem comum nos RTS da Blizzard. Algumas unidades tem habilidades ou magias próprias que podem conferir vantagens no campo de batalha.

Cada mapa começa praticamente todo escuro, exceto nos pontos onde existem as unidades iniciais do jogador. Na medida em que vai explorando, o mapa vai sendo revelado, mas como o Warcraft 2 tem o fog of war, as partes exploradas só mostrarão o terreno e as estruturas que o jogador viu quando as explorou pela última vez. Ou seja, para você acompanhar em tempo real o que os seus oponentes estão fazendo, terá que mandar algum bicho seu ou construir algo próximo para poder ficar espiando.

Warcraft II: Beyond the Dark Portal (Expansão)

Beyond the Dark Portal é a expansão oficial do Warcraft II que foi desenvolvida pela Cyberlore Studios e lançada em 1996 pela Blizzard. Ela precisa da versão original e completa do jogo, traz novos 24 cenários, mais de 50 mapas, cinemáticas e heróis, estes tendo uma função muito mais proeminente do que no Warcraft II: Tides of Darkness.

O enredo do Beyond the Dark Portal começa depois que o portal místico em Azeroth foi destruído e os Humanos descobrem que a fenda que permite a passagem dos Orcs para seu mundo ainda existe! As forças humanas devem agora se aventurar além do Portal Negro para as terras escuras e desconhecidas da Horda…

Tanto a expansão como o jogo original estão presentes na Warcraft II: Battle.Net Edition.

Screenshots

Curiosidades

  • Todas as estruturas e unidades do Warcraft II foram criadas originalmente baseadas em modelos 3D, com os artistas desenhando por cima das frames de animações depois que estas estavam prontas. Isto deu ao RTS um aspecto mais colorido e animado do que um visual 3D;
  • Na tela de objetivos da missão, o texto escrito no livro é, na verdade, inglês com letras substituídas por sons semelhantes (ou não) em cirílico. Por exemplo, “орцисч чордес” é “hordas de orcs”;
  • A Blizzard queria originalmente mais de duas facções no jogo, mas o limite de memória obrigaram a ter apenas as duas mesmo. Daí, eles incluíram os Elfos, Anões, Trolls, Ogros, Goblins e Gnomos como parte das duas raças principais, Orcs e Humanos;
  • Existe um boato que o Sid Meier, o designer do clássico e hall of famer da Gaming Room  Civilization, era cético quanto às partidas multiplayer até que ele apanhar da filha dele no Warcraft II e ver o tanto que isso era divertido;
  • Este jogo também é conhecido por Warcraft II: Blood Seas (título de desenvolvimento), Warcraft 2 ou apenas War2 (devido ao nome do arquivo executável do jogo no MS-DOS). Tem gente que chamava ele de “Warcrack”, por ser muito viciante;
  • No fim dos créditos do jogo tem uma nota: “No pixels were harmed during the making of this game” (nenhum pixel foi ferido durante a criação deste jogo);
  • Warcraft II: Tides of Darkness é mais um jogo que aparece no livro 1001 Video Games You Must Play Before You Die (“1000 games que você tem que jogar antes de morrer”), do General Editor Tony Mott:
  • Um dos códigos de trapaça, “glittering prizes”, pode ser escrito errado, como “gilttering prizes” que ainda funciona. Não se sabe se isso é uma piada, glitch ou coincidência;
  • Como é de praxe nos RTS desta firma, clicar repetidamente nas unidades fazem elas falarem alguma coisa engraçada (nem sempre era engraçado). Se clicar muito nos bichos do cenário, eles explodem;
  • Se você selecionar uma ovelha quatro vezes, clicando nela com o botão esquerdo do mouse, ela irá dizer bo-ram-u, que é a password ovelha do filme Babe (1995);
  • Na versão original de MS-DOS, se o jogador começasse a partida com apenas um peão (sem town hall), bastava clicar numa árvore e daí construir seu town hall. Isto garantia 100 a mais de madeira, mesmo sem a árvore ser totalmente lenhada. Isto ficou sendo conhecido como “lumber bug” e era bem útil em partidas multiplayer com poucos recursos. Entretanto, o bug foi corrigido na edição Battle.Net do Warcraft 2;
  • As catapultas e balistas eram para ser manejadas por alguma unidade no campo de batalha. Se tal unidade morresse, a catapulta ficaria disponível para ser capturada. Por alguma razão, esta ideia foi descartada na versão final (acho que ia ficar ruim), mas ainda se encontra uma referência a isto em uma cutscene onde um footman rouba uma catapulta orc.

Sobre o download

A versão que temos disponível para baixar aqui é a Warcraft II: Battle.Net Edition do GOG. Ela é paga (9,99 dólares), mas funciona perfeitamente no Windows (XP, Vista, 7, 8, 10), vem com manual, mapas criados pela comunidade, papéis de parede, a expansão Warcraft II: Beyond the Dark Portal, saves na nuvem, o editor de cenários e mantém a funcionalidade multiplayer online via Battle.Net.

Vale a pena e todo mundo sabe que o GOG é confiável e uma das melhores lojas online de jogos que existem. Não tem essas pootarias de DRM, não precisa de ficar online pro game funcionar, não tem que esperar ativação ou usar aqueles aplicativos pela saco que nem os da Steam ou Epic pra instalar ou jogar (embora eles tenham o deles chamado Galaxy, só não é obrigatório).

Requerimentos mínimos em sistema

  • Sistema operacional: Windows 7 / 8.1 / 10;
  • Processador: 1 GHz ou superior;
  • Memória: 2 GB RAM;
  • Vídeo: dispositivo compatível com DirectX 9 com driver WDDM 1.0 ou superior;
  • DirectX 9;
  • Armazenamento: 1 GB de espaço disponível em disco;
  • Usuários rodando versões antigas do Windows 10 Redstone podem ter o jogo crashando quando roda o seu executável. Atualizando o sistema operacional para a versão mais nova (Redstone 5) deve corrigir este erro;
  • Para jogar multiplayer no Battle,Net, você precisa também configurar seu roteador e firewall. Mais detalhes podem ser encontrados aqui.

Veja também

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