Ultima Underworld II: Labyrinth of Worlds

Ultima Underworld II: Labyrinth of Worlds é um RPG em primeira pessoa de 1993 onde Avatar atravessa oito dimensões paralelas de um universo de fantasia medieval numa jornada para derrotar Guardian novamente.

18 de agosto de 2021

Ultima Underworld II: Labyrinth of Worlds é o RPG com perspectiva em primeira pessoa que se passa no mundo de fantasia medieval do universo Ultima e continua os eventos de The Stygian Abyss. Foi desenvolvido pela LookingGlass Technologies e lançado em janeiro de 1993.

Em Labyrinth of Worlds, o jogador novamente controla Avatar, enquanto aventura-se em masmorras em oito dimensões paralelas com o objetivo de impedir o maligno Guardian de alcançar a dominação mundial. A progressão é amplamente não linear, e o jogo permite jogabilidade emergente.

Publicado pela Origin System (agora parte da Electronic Arts), e com versões para MS-DOS, FM Towns, PC-98 e Windows, o Ultima Underworld II: Labyrinth of Worlds foi, assim como seu predecessor, um grande sucesso de crítica e mercado, sendo inclusive louvado por jornalistas da época. No GOG, o game é também avaliado de forma extremamente positiva por parte dos jogadores, pelo menos até o momento.

Apesar desta excelente performance, foi apenas em 2018 que o Ultima Underworld II: Labyrinth of Worlds ganhou sua sequência direta e oficial, o Underworld Ascendant.

Vídeos

Acima, temos um vídeo com a gameplay do Ultima Underworld II: Labyrinth of Worlds.

O segundo vídeo mais de uma hora de jogatina do Labyrinth of Worlds.

Sinopse

Para comemorar a derrota do Guardian, o que aconteceu um ano antes, Lord British convida o Avatar e seus companheiros para seu castelo. No entanto, na noite da festa, Guardian ataca novamente, envolvendo o castelo em uma joia negra gigante. Nas profundezas do esgoto do castelo, outra gema negra é encontrada, criada como um efeito colateral do ataque. Esta joia é um teletransportador para outros mundos controlados pelo Guardian.

Agora, Avatar deve viajar para esses mundos numa jornada para libertar o castelo do feitiço de Guardian.

Gameplay

Esta sequência de Ultima Underworld tem gameplay quase exatamente como o original, com mundo 3D, combate orientado para a ação, sistema de magia e conversas de múltipla escolha, as possibilidades de saltar e nadar e um automap. O jogador cria o personagem de Avatar, escolhendo gênero, classe e habilidades iniciais. Isso varia de proficiência com armas a habilidades sociais, como diplomacia e troca. Algumas das habilidades podem ser aumentadas durante o jogo com treinamento, enquanto XP é ganha completando missões, vencendo batalhas etc.

Depois de acumular quantidades suficientes de pontos de experiência, Avatar sobe de nível, seus pontos de vida e mana são aumentados e ganha skill points para melhorar suas habilidades, embora, ao contrário de Ultima Underworld: The Stygian Abyss, estas não são aprimoradas em santuários, mas pelo treinamento com NPCs no castelo ou em outras dimensões.

O objetivo do jogador é se aventurar por ambientes internos semelhantes a masmorras em oito dimensões paralelas, enquanto completa missões para ajudar os habitantes de cada mundo. Como seu antecessor, Labyrinth of Worlds apresenta um mundo interativo: muitos objetos podem ser manipulados e movidos fisicamente. O cursor do mouse pode ser movido livremente para interagir com o mundo e a interface do HUD, cujos ícones permitem examinar objetos de perto, conversar com NPCs e preparar a arma do protagonista, entre outras coisas. Os itens coletados durante uma partida são armazenados em um inventário no HUD.

Uma partida começa no castelo do Lord British, através do qual Avatar acessa outras dimensões. Durante os combates, o jogador ataca clicando na tela: mais dano é causado quando se pressiona e segura o botão de ataque. Dependendo de onde o jogador clica, diferentes tipos de ataques – como fincadas e cortes – ocorrem. Pode-se lançar feitiços usando uma combinação apropriada de “pedras rúnicas” coletadas ao longo do jogo.

O enredo está mais conectado à série Ultima principal do que ao seu predecessor, e o mundo é maior e tem mais variedade: além dos castelos e masmorras usuais, existem locais bastante diversos, como um mundo de gelo, um lugar estranho chamado Talorus e o enigmático Ethereal Void. Os gráficos e o som também foram melhorados: o tamanho da janela de visualização foi aumentado, há novos gráficos de monstros e o jogo agora apresenta efeitos sonoros digitalizados.

Assim como seu antecessor, Ultima Underworld II foi projetado para garantir gameplay emergentepor meio da interação de sistemas simulados. Os desenvolvedores tentaram combinar elementos de RPG com “uma simulação tridimensional sofisticada de um mundo sensível e crível”. Por exemplo, tochas queimam, itens se desgastam com o tempo e o personagem do jogador deve se alimentar. Muitos itens no jogo são inúteis, mas foram incluídos por uma questão de realismo. O jogo é não linear, o que significa que os jogadores terão que revisitar áreas à medida que o personagem ganha habilidades e se fortalece, em vez de “limpar cada metro quadrado à medida que avança”. Muitas situações e quebra-cabeças oferecem várias formas de serem resolvidos.

Enredo (com spoilers)

Ambientação

O Ultima Underworld II: Labyrinth of Worlds se passa em várias dimensões paralelas do universo de fantasia de Ultima, Britannia, o cenário tradicional da franquia. Cronologicamente, os eventos do jogo ocorrem diretamente após os de Ultima VII: The Black Gate, e, tal como acontece nesse jogo, o vilão de Ultima Underworld II é o Guardian, um ser maligno que busca conquistar Britannia. Outros personagens dos games anteriores do Ultima são apresentados, como Lord British, Nystul, Dupre, Iolo e Mayor Patterson, Lady Tory e Miranda.

História

Um ano após os eventos de Ultima VII: The Black Gate, Avatar e muitos outros personagens recorrentes da série Ultima participam de uma celebração no castelo de Lord British. No entanto, ficam presos quando uma grande cúpula de “rocha negra” impenetrável cobre o castelo. O Guardian planeja atacar Britannia enquanto os personagens estão presos, e explica que aqueles que não se renderem serão deixados para morrer na cúpula.

Explorando os esgotos abaixo do castelo, Avatar localiza um cristal de rocha negra menor que leva a dimensões alternativas. A magia usada pelo Guardian para selar o castelo fez com que portais interdimensionais se abrissem entre oito mundos paralelos, cada um sendo um centro (não é centro espírita) para o poder do Guardian em todas as dimensões. Os habitantes dessas dimensões são governados por este vilão, e o jogador deve libertá-los para enfraquecer o poder do Guardian sobre o castelo do Lord British e em outros lugares.

Enquanto Avatar explora outros mundos, Guardian zomba de seus esforços em seus sonhos. Além disso, uma trama contemporânea se desenrola no castelo. Um dos presos no castelo é um traidor, e o protagonista deve descobrir sua identidade.

A primeira dimensão visitada pelo Avatar é uma torre de prisão em Fyrna que foi conquistada por goblins liderados por Guardian. Lá, ele resgata um líder da resistência humana chamado Bishop, que então retorna para liderar uma rebelião. De volta ao castelo, o jogador dá uma pequena joia de rocha negra obtida na torre da prisão para Nystul, que a encanta para quebrar o portal nos esgotos. Em seguida, Avatar visita a Fortaleza Killorn, uma fortaleza flutuante em uma dimensão diferente. Altara, uma feiticeira em Killorn Keep que é aliada de Bishop, avisa o Avatar que Guardian escondeu um espião mágico sob o castelo na Britannia. Ela fornece uma adaga especial para matá-lo.

Avatar visita uma dimensão de cavernas de gelo: os restos de uma civilização destruída pelo Guardian, agora governada por um fantasma chamado Beatrice. Avatar retorna ao castelo e descobre que Lady Tory foi assassinada pelo traidor. A próxima dimensão é Talorus, um mundo habitado por seres de energia chamados “Talorids” que servem ao Guardian. Cada um existe para uma função específica, como apenas conhecer o passado ou produzir pedras rúnicas.

O Avatar completa uma série de testes na Scintillus Academy, uma escola de magos cuja equipe foi morta pelo Guardian. Depois, viaja para Pits of Carnage, uma prisão subterrânea em um mundo onde o Guardian treina soldados para atacar outras dimensões; e para a Tumba do Praecor Loth, onde um rei morto em uma guerra com o Guardião está enterrado. Finalmente, o Avatar visita o Ethereal Void, um mundo estranho com caminhos flutuantes e brilhantes e nenhum mapa. Eventualmente, o jogador descobre que o prefeito Patterson é o traidor e destrói a cúpula de gema negra.

Curiosidades

  • O Ultima Underworld II: Labyrinth of Worlds é listado no livro 1001 Video Games You Must Play Before You Die (algo como “1001 Games que Você Tem que Jogar Antes de Morrer”), de autoria do General Editor Tony Mott. Outros jogos listados nesta obra são o MDK e o Serious Sam: The First Encounter.
  • Em 1994, a edição 01 da revista alemã PC Player premiou Labyrinth of Worlds com o título “Best Game of 1993” (melhor jogo de 1993).
  • Os desenvolvedores tentaram convencer a Origin a lançar uma sequencia do Ultima Underworld II várias vezes, mas não conseguiram. Em 2002, o Arx Fatalis, dos Arkane Studios foi lançado. Este game, que originalmente foi sugerido como uma sequência, é considerado um sucessor espiritual da franquia.
  • Na biblioteca de Nystul no castelo, você encontrará um dos baús que está trancado e não pode ser aberto. A única maneira de abri-lo é sair do castelo e entrar em qualquer um dos oito mundos através da gema azul no 5º nível, o que permitirá lançar feitiços no 4º círculo ou acima. Lance ‘Open’ (o cursor mudará) e retorne da gema azul de volta ao castelo. Abra o baú e  encontrará o livro que Nystul estava escondendo: “Sex”, de Madonna.
  • Em Killorn Keep, há uma criatura parecida com um gato chamada Blackie com quem se pode conversar. Ele conta a história de sua raça, o Trilkhai, que tem uma notável semelhança com os Kilrathi, do Wing Commander (também da Origin). Além disso, a palavra ‘Trilkhai’ é um anagrama de “Kilrathi”. O outro Ultima lançado à época (Ultima VII) também tem uma referência aos Kilrathi, e foi inferido que as naves espaciais combatidas no primeiro Ultima são, na verdade, caças Kilrathi.
  • Aparentemente, o Departamento de Correções da Flórida adotou as Virtudes do Guardian como suas virtudes oficiais. Dá pra ver no final dessa página.
  • O Ultima Underworld II começou seu desenvolvimento em abril de 1992, logo após a conclusão de Ultima Underworld e foi concluído em nove meses. A equipe procurou melhorar as bases lançadas pelo seu predecessor, principalmente aumentando o tamanho e a interatividade do mundo do jogo.
  • Labyrinth of Worlds foi desenvolvido sobre uma versão aprimorada do engine usado no The Stygian Abyss. A visão em primeira pessoa foi ampliada em 30%, a paleta de cores foi expandida, mais objetos 3D foram adicionados e o tamanho e a animação de sprites de personagens foram aumentados. Além disso, escreveram um novo algoritmo de mapeamento de textura.
  • O diretor Paul Neurath comentou que o mapeamento de textura do Ultima Underworld original falhou em “parecer tão bom quanto esperávamos”, e que o novo sistema concretizou sua visão. O código do Labyrinth of Worlds é cerca de 30% maior do que seu predecessor – inchaço que o designer chefe Doug Church atribuiu à “síndrome do segundo projeto”.
  • Ainda de acordo com Church, a Looking Glass achou a longa fase de teste de Ultima Underworld II extremamente estressante. Neurath comentou que a produção apressada do jogo levou a equipe ao esgotamento. Perto do final do desenvolvimento, a empresa decidiu que “tinha feito muitos jogos de calabouços” e começou a considerar um projeto com uma filosofia de design semelhante, mas fora de um cenário de fantasia. Após sessões de brainstorming, a Looking Glass começou o desenvolvimento do System Shock. O escritor Austin Grossman afirmou mais tarde que seu trabalho na Tumba de Praecor Loth foi, de certa forma, um “miniprotótipo” para as ideias por ele concretizadas em System Shock.

Macetes e trapaças

  • Iluminação constante: se você excluir o arquivo shades.dat localizado no subdiretório DATA, não precisará mais de tochas ou lâmpadas (devido à falta do shades map). Isso fará com que todo ambiente que ficará como se estivesse a luz do dia. Lembre-se de fazer backup deste arquivo para copiá-lo de volta se quiser o game com o seu clima original.
  • Pergaminhos e poções ilimitados: use um feitiço de bola de fogo (Fireball) em uma poção ou pergaminho. Colete os restos do item destruído e use-o. Os remanescentes terão o mesmo efeito da poção ou pergaminho original e podem ser usados por um período ilimitado de tempo.
  • Ouro extra: encontre um NPC que esteja disposto a negociar e ofereça a troca de uma peça de ouro por todo o seu ouro.

Screenshots

Sobre o download

O Ultima Underworld II: Labyrinth of Worlds é um jogo normalmente pago que pode ser obtido para PC (Windows e Mac) no GOG, que é a versão que temos para download aqui. Ela usa o DOSBox, não tem DRM (dá pra jogar sem precisar de ficar online e tal) e vem com o primeiro Ultima Underworld de lambuja (é um bundle), além de garantia de 30 dias de satisfação ou seu dinheiro de volta, livro de dicas, manuais, mapas, cards de referência, Memoirs of Cabirus, Britannia Guide e avatares.

Idiomas: inglês.

Requerimentos mínimos em sistema

Mais Ultima

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