The King of Dragons

5 de março de 2020

The King of Dragons (ザ・キングオブドラゴンズ) é um beat ’em up da Capcom de 1991 que se passa em um mundo de fantasia medieval onde os jogadores devem derrotar um grande dragão vermelho e seus lacaios.

The King of Dragons apresenta uma indisfarçável semelhança com o Dungeons & Dragons, contando com a ambientação deste RPG de mesa e seus monstros, como orcs, gnolls, hárpias, wyverns, ciclopes e minotauros, além de um sistema de níveis que permite os jogadores melhorarem os atributos dos seus personagens no decorrer da partida.

Lançado originalmente nos fliperamas japoneses em julho de 1991, o The King of Dragons foi portado para o Super Nintendo em 1994. Depois, em 2005, saiu para PlayStation 2 e Xbox na coletânea Capcom Classics Collection Vol. 2. Mais recentemente, em 2018, o jogo foi incluído na compilação Capcom Beat ‘Em Up Bundle, lançada para PlayStation 4, Switch, Xbox One e Windows. Tem também uma versão grátis do The King of Dragons em Flash feita para jogar no browser.

Vídeo

Acima, temos o gameplay do maneiro The King of Dragons comentado e publicado pelo canal Defenestrando Jogos e é a principal fonte de dados deste post. O gameplay começa na minutagem 46:00 do vídeo, mas a resenha começa no 4:04.

Já o vídeo anterior é um longplay que fiz para a 29ª edição da Velharia, nossa série de jogos antigos. Não tem comentário, mas mostra o The King of Dragons sendo detonado do início ao fim.

Enredo

Cinco guerreiros, um Guerreiro, um Clérigo, um Elfo, um Feiticeiro e um Anão, reúnem forças para livrar o Reino de Malus das criaturas que o dominaram, assim como o seu líder, o grande dragão vermelho Gildiss.

Gameplay

The King of Dragons é um beat ’em up com rolagem lateral onde os jogadores (três pessoas simultaneamente nos fliperamas e duas no SNES), escolhem um dos cinco heróis para atravessar 16 fases, todas bem curtas, cheias de criaturas típicas da fantasia medieval.

Cada um dos personagens tem características diferentes: o Guerreiro (Fighter) é bom no combate corpo a corpo, mas é ruim na magia. O Anão (Dwarf) é capaz de bloquear e desviar de ataques e é o mais rápido no melee, mas tem alcance curto e também é ruim no poder mágico. O Clérigo (Cleric) tem ótima defesa e boa magia (com habilidade de curar os companheiros) e ataque corpo a corpo, mas é ruim na agilidade. O Feiticeiro (Wizard) tem pouca defesa, mas tem ótimos poderes mágicos e ataques melee rápidos. O Elfo (Elf) é ágil e tem ótimo alcance, mas tem pouca força física.

Como dito acima, o jogo conta com um sistema de nivelamento (upar level) similar ao dos RPGs, com os pontos ganhos a matar monstros e a recolher tesouros colaborando para aumentar a XP dos personagens. Ao passar de nível, o herói fica invulnerável por algum tempo, sua barra de saúde fica maior e alguns stats, como alcance, aumentam. Existem também upgrades (melhorias) para armas e armaduras para cada personagem que podem ser recolhidos na medida em que se progride neste beat ’em up.

O esquema de controle do The King of Dragons é simples, consistindo apenas de um botão para saltar e outro para atacar. Pressionando ambos os botões ao mesmo tempo, solta-se um ataque especial poderoso, mas que consome saúde do jogador, como é de praxe. O Fighter, Cleric e Dwarf podem também usar o escudo para bloquear certos ataques se pressionarem o direcional pra trás antes do impacto.

Screenshots e imagens

A maioria das screenshots acima são da versão original de fliperama e foram ampliadas.

Curiosidades

  • The King of Dragons é conhecido como o 15º jogo ao usar o hardware CPS-1;
  • Os heróis são chamados Derek, Ravel, Leger, Vargas e Aldo, e retornaram no Capcom World 2, lançado no Japão apenas;
  • Existiu um relançamento conhecido do jogo, o The King of Dragons [B-Board 90629B-3];
  • A Pony Canyon/Scitron lançou um álbum em edição limitada com a trilha sonora do The King of Dragons (Captain Commando: G.S.M. Capcom 5 – PCCB-00083) no dia 21 de março de 1991;
  • A máquina de fliper do The King of Dragons conta com uma “bateria do suicídio” localizada na placa c do PCB. Quando esta bateria morre, o jogo para de funcionar, dando uma tela em branco ao tentar ligar. Existe um hack para recuperar a máquina que envolve gravar um ou mais EPROMs novos e usando uma placa c de um jogo CPS-1 diferente que não tem essa bateria do suicídio;
  • Este é um dos jogos da Capcom que apresentam o power-up yashichi. Existem três destes itens escondidos no jogo e dão um continue extra ao jogador se recolhidos.

Veja também

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