Principais Atualizações

Cyber Police ESWAT

5 de setembro de 2018
Cyber Police ESWAT

Cyber Police ESWAT – The Ultimate Factor in the Battle Against Crime, popularmente conhecido como apenas ESWAT, é um jogo de tiro de rolagem lateral desenvolvido e lançado originalmente pela Sega em setembro de 1989 para os fliperamas (hardware System 16B). Em ESWAT, os jogadores controlam membros de uma unidade de policia especial cibernética e tem que lutar contra bandidos diversos que infestam a cidade.

O game foi posteriormente portado para vários outros sistemas, como o Master System (1990), Commodore C64 (1990), Spectrum (1990), Amstrad CPC (1990), Amiga (1990) e Atari ST (1990). O Mega Drive também ganhou uma versão deste jogo, o ESWAT: City Under Siege (1990), embora bastante diferente do original do arcade e que foi portado para Android em 2017 como parte do Sega Forever (disponível aqui).

Enredo

O crime anda fora de controle em Liberty City. Para lidar com este problema, o Departamento de Polícia da Cidade de Liberty criou uma nova unidade chamada de ESWAT: Enhanced Special Weapons and Tactics. Os policiais que são promovidos para esta unidade usam um traje cibernético que contém equipamento militar de ponta, incluindo dois Turbo-Booster Thrusters, munição extra e proteção aumentada. Um policial novato, Duke Oda, um membro da ESWAT, está disposto a dar fim a uma poderosa quadrilha que está criando o caos na cidade e limpá-la do crime. Ele precisa provar sua capacidade, colocando os criminosos mais procurados atrás das grades ou eliminando-os junto com os seus capangas.

Screenshots

Gameplay

Como eu disse, o ESWAT é um scrolling shooter. O gameplay conta com alguns elementos que lembram o Shinobi, como o estilo que os inimigos se comportam e plataformas para salta, e também pode ser jogado por até duas pessoas ao mesmo tempo. Existem 15 fases para completar, cada uma levando os jogadores pelas ruas de Liberty, pátios de carros, estádios, restaurantes, centro comercial da cidade e o porto. Estes podem recolher munição através delas, algo cuja quantidade total varia dependendo do estágio.

Em ESWAT, cada policial controlado pelo jogador carrega uma pistola padrão que tem uma quantidade limitada de munição. Caso a munição se esgote, os policiais ainda serão capazes de chutar seus inimigos. Munições extras podem ser encontradas em vários pontos dos estágios. Cada policial tem uma barra de energia com três partes de vida que significa a perda de uma vida ao quarto hit. Com a armadura, valem as mesmas regras, porém, a cada acerto, esta vai perdendo peças, deixando o personagem cada vez mais vulnerável.

Na medida em que o jogador avança e faz mais e mais prisões, ele vai sendo promovido. Primeiro como capitão, então Chefe Adjunto, Chefe e, finalmente, uma vez que os três primeiros chefões do jogo forem presos, a um agente ESWAT. Daí, o personagem começa a ter uma ligeira semelhança com o RoboCop (e o gameplay parece com alguns dos jogos baseados neste grande filme), devido à armadura que lhe confere um aspecto robótico e que, quando usada, aumenta o poder de fogo do personagem pelo uso de uma metralhadora, incluindo um número limitado de armas especiais que são ejetadas por um dispositivo mecânico nas costas do personagem.

Algumas das fases tem chefões no final e estes atacam de várias maneiras. Estes não são apenas humanos: o jogador também luta contra um macaco, um tigre, um caminhão monstro no estádio dos Eagles e cyborgs.

Vídeo

Confira o ESWAT sendo zerado em mais um episódio da série “Fliperama Nostálgico”, do canal Defenestrando Jogos. O vídeo é bem legal, informativo e descontraído e uma das principais fontes deste post.

Curiosidades

  • O jogo foi lançado originalmente em setembro de 1989 no Japão. Nos EUA foi lançado depois, em dezembro de 1989;
  • O jogo foi lançado com outros títulos em certos sistemas, como “ESWAT: City of Liberty” para o Commodore 64 na Europa, “E-SWAT” no Master System europeu e “Elite Special Weapons And Tactics” no Spectrum;
  • ESWAT significa “Enhanced Special Weapons And Tactics” ou “Armas e Táticas Especiais Aprimoradas”.

Dicas e manhas

  • Vencer facilmente o segundo chefão (arcade): Quando for encarar o segundo chefão (o vagabundo altão com bumerangue), apenas atire nele repetidamente até que fique sem balas. Daí, chegue bem perto dele e lhe dê um chute para vencê-lo com apenas um golpe.

Saiba mais

  1. ESWAT: City Under Siege Classic – Como dito acima, a versão de Mega do ESWAT foi portada para Android e é gratuita. Se o antivírus apitar, pode ignorar sem medo. Só vai pedir para minerar um pouquinho no seu browser (256 hashes) pra ajudar a gente a manter as nossas atividades.

Heavy Weapons

4 de setembro de 2018

Heavy WeaponsHeavy Weapons é um jogo de tiro em Flash com perspectiva top-down que se apresenta como o arena shooter definitivo desta plataforma, contando com 21 armas, 60 níveis e três chefões!

Controles

  • WASD ou Setinhas: Movimentar
  • Mouse: Mira e atira
  • 1, 2, 3 ou Q, E ou Barra de Espaço: Muda armas em jogo
  • P: Pausa o jogo

Clique Aqui Para Jogar

A ameaça iminente da regulação do videogame

3 de setembro de 2018
A ameaça iminente da regulação do videogame

A ameaça iminente da regulação do videogame é um artigo escrito por Matt McCaffrey, ex-Mises Research Fellow e professor assistente de empresas (enterprise) da Universidade de Manchester, que traduzi e achei por bem publicar aqui e fazer a leitura do mesmo em vídeo.

Em curtas linhas, o texto fala sobre como grandes desenvolvedoras e publishers de videogames mexem seus pauzinhos na política para obter regulações que as mantém em uma posição confortável no mercado, prejudicando ou até eliminando totalmente a concorrência.


A ameaça iminente da regulação do videogame

Em poucas décadas, os videogames cresceram de um nicho de mercado a uma das maiores indústrias de entretenimento do mundo, o que certamente não é uma tarefa fácil. Entretanto, esta transformação também trouxe os mesmos problemas regulatórios que toda grande indústria se depara cedo ou tarde. E, como em tantos outros mercados, estes problemas são uma combinação de ameaças internas e externas que podemos categorizar como:

  1. Políticos e reguladores tentando controlar o mercado emergente (externa);
  2. Líderes da indústria que usam a regulamentação em benefício próprio e em detrimento dos concorrentes (interna).

Jogos e política

No caso dos videogames, o primeiro tipo de problema é evidente na sazonal histeria sobre os seus alegados males: são viciantes, promovem violência [6], usam marketing predatório ou fraudulento, ensinaram meu cachorro a mentir e roubar etc. Essas asserções, geralmente apoiadas por evidências frágeis ou inexistentes, são excelentes ingredientes para o apelo político. Exemplos recentes incluem pedidos de regulamentação de loot boxes e outras microtransações.

Entretanto, ao contrário do que muitos jogadores afirmam, o desejo de regulação ou a proibição total dos games não se originam apenas da esquerda política: longe disso. Conservadores [7] também fazem parte da cruzada desde seus primeiros dias até o plano atual de Trump para conter a disseminação de jogos violentos. Direita e esquerda estão frequentemente unidas em sua ambição de deixar os videogames sob o controle estatal. Claro, às vezes, é verdade que existem diferenças entre suas motivações ou os tipos de conteúdo que se opõem: esquerdistas não conseguem entender como alguém poderia estar interessado em violência digital [2], enquanto conservadores não conseguem entender como alguém poderia estar interessado em sexo. No entanto, o objetivo final de ambos os lados é regular e censurar.

Felizmente, como a maioria dos tópicos discutidos em massa na política, a histeria e o pânico moral tendem durar apenas até as próximas eleições, a fase crítica onde os políticos tentam desesperadamente convencer os eleitores de que “algo deve ser feito” sobre o mais recente flagelo da sociedade (que será esquecido na próxima semana).

Regulação como arma

Regulamentações internas, no entanto, tendem a ser mais duradouras e mais prejudiciais para a indústria e seus consumidores. Estas também são mais difíceis de explicar ao público, já que tendem a girar em torno de problemas econômicos mundanos, em vez dos tópicos carregados de emoção que impulsionam os esforços políticos em direção a estas medidas (como a violência entre crianças). Um segundo problema é que as empresas privadas são geralmente consideradas vítimas inocentes da intervenção do governo. Na realidade, porém, a motivação para a regulação estatal vem muitas vezes das próprias empresas. Isso é bem conhecido, mas pode ser obscurecido quando o negócio em questão é uma empresa jovem que oferece novos produtos para fãs dedicados. Pense em alguém como Elon Musk, cujas grandiosas inovações costumam ser populares entre os defensores do livre mercado, mas cujos negócios são fortemente subsidiados.

Isto não é diferente na indústria de videogames. Como muitos de seus produtos, o desenvolvimento de jogos é um mercado extremamente competitivo, é difícil satisfazer os consumidores de maneira consistente e manter-se à frente dos novos concorrentes. Infelizmente, ao invés de arriscar seus próprios ativos no mercado por meio da inovação e encontrar maneiras novas e mais baratas de atender aos consumidores, muitos desenvolvedores escolhem a estratégia mais segura de usar privilégios legais e regulatórios para impedir a concorrência.

corporativismo

O que o texto está descrevendo é o corporativismo (cronysm) no mercado dos videogames. O estado e essas firmas grandes incompetentes coçando as costas uns dos outros, enchendo as burras, enquanto você fica aí feito um bobão defendendo PI e outras panaquices.

Isto tipicamente envolve grandes empresas excluindo as menores. Desenvolvedores maiores e estabelecidos têm os recursos financeiros necessários para buscar e aproveitar benefícios que não estão disponíveis para seus concorrentes menores. Exemplos comuns incluem os incentivos fiscais que existem em vários estados dos EUA para desenvolvedores. Estes, ao contrário do que algumas vezes se alega, não equivalem a subsídios diretos para empresas, mas uma espécie de privilégio legal que prejudica as firmas que não podem se qualificar para recebê-lo.

Um exemplo mais profundamente enraizado refere-se aos direitos de propriedade intelectual [4]. O litígio sobre PI está em ascensão no setor de jogos, e parece direcionar-se cada vez mais para empresas menores e até mesmo projetos sem fins lucrativos como fangames. A recente erupção desses casos desmentiu a ideia de que os direitos de PI têm a intenção de ajudar os inovadores em dificuldades. A Microsoft, por exemplo, fechou o ElDewrito, um mod free-to-play do Halo que usava alguma propriedade intelectual de um projeto abandonado desta franquia [5]. Este também foi o mesmo destino de Shadow Moses, um remake feito por fãs do Metal Gear Solid, jogo lançado originalmente em 1998 (dificilmente um dos best-sellers atuais da Konami).

Outros casos de uso de copyright como arma são abundantes. A Sky, uma empresa de radiodifusão sediada no Reino Unido, travou uma batalha secreta de três anos, que acabou perdendo, para impedir o uso da palavra “Sky” no No Man’s Sky (a empresa também processou a Skype pelos mesmos motivos e forçou a Microsoft a mudar seu “Skydrive” para “Onedrive”). E este não é o único exemplo de registro de um termo claramente não original como marca: CD Projekt Red recentemente se tornou alvo de críticas por registrar a palavra “cyberpunk” para o seu Cyberpunk 2077. A empresa alega que esta é uma ação puramente defensiva, mas seja isso verdade ou não, apenas mostra como anda a paranoia do litígio agressivo de copyright na indústria.

Também é importante ressaltar que intervenções externas, com orientação política, têm o mesmo resultado que as internas e anticompetitivas: privilegiam alguns produtores em detrimento de outros. Por exemplo, restrições a conteúdo violento beneficiam empresas como a Nintendo, que não se especializam em jogos violentos, ao mesmo tempo em que punem firmas como a Rockstar, que fazem isso. Ao mesmo tempo, esta mesma Rockstar se beneficia dessas leis em relação a concorrentes menores que fazem o mesmo tipo de jogos, mas não têm tempo e dinheiro para transpor ou navegar pelas barreiras legais. E, crucialmente, esses resultados não têm nada a ver com intenções das leis ou de seus patrocinadores, simplesmente refletem a lógica da regulação se desenrolando. De fato, o videogame é outro triste estudo de caso de como a regulação pode ser contraproducente: leis destinadas a limitar o poder dos negócios podem acabar dando-lhe ainda mais força.

Esses são apenas alguns exemplos de uma tendência crescente entre os principais desenvolvedores: usar recursos para extrair dinheiro dos concorrentes, ao invés de produzir conteúdo original e atraente para os consumidores. No entanto, é exatamente isso que devemos esperar de empresas que usam o sistema legal para não precisar de se preocupar com a demanda. Entretanto, como em qualquer jogo bom, o mercado de videogames precisa de mais competidores, não de ainda mais cheaters.

Versão em vídeo

Resolvi também fazer a leitura do artigo e, como de costume, colocar o gameplay de um jogo pra deixar o vídeo mais divertido. Mandei agora o Doom II no Mapa 12 do Jenesis, um pacote de fases pra este jogo, com os mods Mechatron e Brutal Doom Monsters Only.

Veja também

  1. The Looming Threat of Video Game Regulation – Artigo original, em inglês.
  2. Porque a esquerda odeia videogames – Leitura de um texto que fala como e porque a esquerda, ou pelo menos uma grande parte dela, ataca a chamada violência nos jogos.
  3. Considerações econômicas, sociais e morais sobre a hype – Uma matéria escrita pelo Facínora e lida em vídeo que mostra outra artimanha das grandes firmas para enganar os bobos.
  4. Contra a Propriedade Intelectual – Livro do Stephan Kinsella que aborda mais detalhadamente a questão de copyright.
  5. Bem feito. Quem mandou mexer com essa franquia falida e guei?
  6. Vulnerabilidade aos games violentos – Estudo comprova que os jovens não são realmente influenciados por jogos violentos.
  7. Creio que um termo melhor aqui seria “neocons”.

Offroaders

2 de setembro de 2018
Offroaders

Offroaders é um joguinho em Flash de corrida off road muito massa, considerando a plataforma. Nele, você pode correr em 10 pistas diferentes com aqueles veículos com pneus enormes e ganhar dinheiro para destravar novos carros.

O Offroaders me lembrou muito o Ivan ‘Ironman’ Stewart’s Super Off Road, um jogo também de corrida deste tipo de carro onde você pilota o veículo por cima, lançado pela Leland Corporation em 1989. Entretanto, no Offroaders você não tem a visão total do mapa, sendo o gameplay mais parecido com Death Rally ou um título muito maneiro do Master System, o R.C. Grand Prix. Eu quis adicionar este jogo aqui por causa destas semelhanças!

Controles

  • Barra de Espaço: Turbo boost (nitro)
  • M: Tira os sons
  • R: Recomeça a corrida
  • C ou N: Freio de mão
  • ENTER: Reseta o Carro
  • Setinhas: Dirigem
  • Para avançar para a próxima corrida, você precisa se qualificar pelo menos até em 5º lugar.

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Defenestrando Street Fighter (1987)

2 de setembro de 2018
Defenestrando Street Fighter (1987)

Hoje vamos dar uma olhada no jogo que iniciou grande parte de tudo o que é bom nos videogames, o Street Fighter, o primeiro da franquia da Capcom lançado em 1987, em mais um Fliperama Nostálgico, do canal Defenestrando Jogos.

O vídeo, além de mostrar e comentar o gameplay deste seminal fighting game, traz também inúmeras curiosidades e informações sobre o mesmo, dados quais usamos para construir esta publicação.

Street Fighter (ストリートファイター) é um jogo de luta desenvolvido e lançado em agosto de 1987 para os fliperamas pela Capcom, sendo o primeiro título deste gênero da firma e o que inaugurou a icônica e clássica série de mesmo nome. Embora não tenha obtido nem de longe o mesmo desempenho e popularidade do seu sucessor, Street Fighter II: The World Warrior, Street Fighter lançou muitas das bases do gênero que são usadas até hoje, como o sistema de rounds, o uso de comandos para técnicas especiais e até os controles enormes com seis botões que assustavam muita gente na época.

Falando nisto, ainda cheguei a ver uma máquina destas num fliperama em Guarapari (ES), já na versão com 6 botões  e com um viciado que jogava e zerava o game repetidas vezes enquanto a gente olhava. Quando voltei pra Belo Horizonte, já tinha chegado a SF2 em todos os fliperamas que se prezavam e acho que nunca mais vi o original ao vivo.

Muitos reclamam da jogabilidade do Street Fighter, mas alguns dizem que é coisa de quem o experimenta no emulador. De qualquer maneira, a originalidade, o tema, os recursos e até os gabinetes usados impressionaram muita gente na época e, como acabou sendo um grande sucesso de mercado e de crítica, justificou-se ports para vários sistemas. Além disto, o Street Fighter deixou um legado que compreende não apenas os vários jogos da série que continuam a ser lançados até recentemente, mas também inúmeros spin offs, relançamentos, clones e hacks.

Enredo

Os mestres nas artes marciais, rivais e amigos, Ryu e Ken entram em um torneio clandestino de lutas de rua internacional para enfrentar dez dos maiores lutadores de todo o mundo, vindos de cinco nações diferentes.

Gameplay

Street Fighter pode ser jogado sozinho um contra outra pessoa, uma controlando o Ryu (Player 1) e o outra o Ken (Player 2) que são exatamente os mesmos, exceto pelo visual ou cores. Cada partida consiste na melhor de três rounds que são vencidos quando lutador derruba o outro em menos de 30 segundos ou permanece com mais energia ao fim deste período. Se o terceiro round terminar empatado, o oponente controlado pelo computador vencerá ou ambos humanos perderão. Todos os lutadores controlados pelo computador, sendo os últimos Adon e o seu mestre Sagat (que não tinha ainda a enorme cicatriz em seu peito), devem ser derrotados para zerar o Street Fighter. Caso o jogador perca uma batalha, pode-se usar continue para recomeçar no oponente que o derrotou.

No início da partida, o jogador pode escolher o país onde a primeira partida será realizada entre Japão e EUA, e, dependendo da configuração, China ou Inglaterra. Ele então irá lutar contra dois lutadores do país escolhido antes de prosseguir para o próximo. Além das batalhas, há também estágios de bônus onde pontos adicionais podem ser conquistados e bem inovadoras pra época: uma similar à demonstrações de Taekwondo e outra de quebrar tábuas parecido com aquela do Mortal Kombat.

Os lutadores podem mover-se na horizontal, saltar, agachar-se, defender-se contra os ataques de um oponente e atacar com golpes normais ou especiais, que podem ser executados através de combinações do direcional e dos botões de ataques. Estas técnicas são o Hakoken, Shoryuken e o Tatsumaki Senpu Kyaku. Algo a se notar, de acordo com o vídeo acima, é que os especiais são melhor executados segurando primeiro o botão de ataque e depois executando o movimento no direcional.

[5]

O jogador usa o joystick para mover-se para ou longe de um oponente, bem como para pular, agachar-se e defender-se contra os ataques de um oponente. Ao usar os botões / blocos de ataque em combinação com o joystick, o jogador pode executar uma variedade de ataques a partir de uma posição de pé, saltando ou agachada. Existem também três técnicas especiais que só podem ser executadas inserindo-se uma série específica de entradas de joystick e botão. Estas técnicas são o “Fogo Psico” (拳 拳 Hadōken, “Surge Fist”), o “Dragon Punch” (龍拳 龍拳 Shoryūken, “Punho do Dragão Nascente”) e o “Chute do Furacão” (脚 巻 旋風 脚 Tatsumaki Senpū Kyaku, “Tornado Whirlwind Kick”). Este foi o primeiro jogo a usar esse conceito. Ao contrário das seqüências subseqüentes de Street Fighter e outros jogos de luta posteriores, os comandos específicos para esses movimentos especiais não são dados na carta de instruções do jogo arcade, o que incentivou o jogador a descobrir essas técnicas por conta própria. [5]

O modo single-player consiste em uma série de batalhas contra dez oponentes de cinco nações diferentes. [6]
 

Curiosidades

  • A maquina possuía duas versões uma aonde se tinha apenas dois botões, um de soco e outro de chute que, dependendo da pressão exercida, a força do golpe mudava. Posteriormente, esta foi alterada para a versão mais parecida com os jogos atuais, com 6 botões, sendo 3 de soco e 3 de chutes, todos na ordem fraco, médio e forte;
  • Ryu, Ken e Sagat foram os únicos personagens que retornam imediatamente, no Street Fighter II – The World Warrior. Birdie e Adon, mais tarde, retornam em Street Fighter Alpha – Warriors’ Dreams, Gen em Street Fighter Alpha 2 e Eagle em Capcom Vs. SNK 2 – Mark of the Millennium 2001;
  • Ambos Mike e Balrog (M. Bison no Japão) são boxeadores negros americanos inspirados no Mike Tyson, inclusive no nome, mas são personagens distintos;
  • Ryu e Sagat foram baseados em uma antiga serie de mangás chamado Karate Baka Ichidai, principalmente nos personagens Yoshiji Soeno e Reiba, o Senhor da Escuridão, um lutador de Muay Thai;
  • No estágio da Inglaterra (Birdie), um cartaz escrito faz uma referência a banda de rock The Velvet Underground. Isto é claramente visível ao lado de um outro cartaz, o de Ian Dury and The Blockheads, uma banda de pub-rock britânica que se separou em 1982, mas reuniu em 1987 para uma turnê no Japão, dois meses antes do lançamento do Street Fighter. Um terceiro cartaz anuncia o Ristorante Donnaloia, um restaurante italiano caro que ficava na cidade de Kobe que ainda existe até hoje. Também nesta fase, o nome “Bill Cravens”, então vice-presidente de vendas e marketing da Capcom americana, também pode ser visto;
  • A tela de título do Street Fighter tem vários jogos da Capcom listadas na parede de tijolos: Avengers, Commando, Legendary Wings, Section Z e Trojan;
  • Um gabinete de Street Fighter pode ser visto no filme Juice, uma bicheira de 1992 estrelada pelo Omar Epps e o falecido Tupac Shakur;
  • A versão japonesa do game tem diferentes palavras faladas por Ryu e Ken durante os seus movimentos especiais. Na japonesa, Ryu e Ken gritam “Hadoken”, “Shoryuken” e “Tatsumaki Senpu Kyaku” enquanto gritam “Hell Fire”, “Dragon Punch” e “Hurricane” em todas as outras versões;
  • Este foi o primeiro jogo a usar o conceito de golpes especiais, e ao contrário de suas seqüências subseqüentes, os comandos específicos para estes movimentos não foram dados nas instruções da versão de arcade a fim de incentivar o jogador a descobrir essas técnicas por conta própria.

Ports

Em 1988, o Street Fighter foi portado para o PC Engine/TurboGrafx CD com o nome de Fighting Street, ano quando também foi lançado pela U.S. Gold para os seguintes computadores pessoais: Commodore 64, ZX Spectrum, Amstrad CPC, Amiga e Atari ST.

O MS-DOS (1988), Windows (2003, Capcom Arcade Hits Vol. 1) e Wii (2009) também ganharam versões, enquanto saiu como parte da coletânea Capcom Arcade Hits Vol. 2 para o XBox, PlayStation 2 e Sony PSP em meados da década passada (2006 e 2007).

O Street Fighter foi relançado recentemente na coletânea de 30 anos da série [3], a Street Fighter 30th Anniversary Collection.

Série e legado

Como já dito, o Street Fighter foi extremamente seminal, inaugurando uma enorme franquia de sucesso, não apenas uma das mais rentáveis com das mais antigas de todos os tempos. Só na série principal temos:

  1. Street Fighter (1987);
  2. Street Fighter II – The World Warrior (1991);
  3. Street Fighter II ‘ – Champion Edition (1992);
  4. Street Fighter II Turbo – Hyper Fighting (1992);
  5. Super Street Fighter II – The New Challengers (1993);
  6. Super Street Fighter II Tournament Battle (1994);
  7. Super Street Fighter II Turbo (1994);
  8. Street Fighter Alpha — Dream Warriors (1995);
  9. Street Fighter: The Movie (1996, Fliperama e PlayStation);
  10. Street Fighter Alpha 2 (1996);
  11. Street Fighter Alpha 2 Zero (1996);
  12. Street Fighter III – New Generation (1997);
  13. Street Fighter III – 2nd Impact Giant Attack (1997);
  14. Street Fighter Alpha 3 (1998)
  15. Street Fighter III – 3rd Strike Fight For The Future (1999);
  16. Hyper Street Fighter II – The Anniversary Edition (2003);
  17. Super Street Fighter II Turbo HD Remix (2008);
  18. Street Fighter IV (2008);
  19. Super Street Fighter IV (2010);
  20. Super Street Fighter IV Arcade Edition (2010);
  21. Ultra Street Fighter IV (2014);
  22. Street Fighter V (2016);
  23. Ultra Street Fighter II – The Final Challengers (2017, Switch);

Existem também spin offs como Street Fighter 2010: The Final Fight (1990), Super Puzzle Fighter II Turbo (1996) e o Super Gem Fighter Mini Mix (1997), além de, claro, centenas hacks piratas para diversos sistemas, como o Street Fighter II: Champion Edition (Hack M7) ou a Koryu.

E isto desconsiderando as franquias concorrentes que o sucesso que Street Fighter inspirou, como King of Fighters, Art of Fighting e, é claro, Mortal Kombat, além da miríade de clones de menor ou maior sucesso.

Veja também

  1. Street Fighter One – Um belo remake do Street Fighter original que corrige a principal deficiência deste jogo, pelo menos ao ser emulado no PC, que é a jogabilidade, além de aprimorá-la.
  2. Final Fight online – Jogo em Flash que mistura vários outros games da Capcom como Cadillacs and Dinosaurs, Captain Commando e Street Fighter.
  3. Coletânea de 30 anos do Street Fighter – Para comemorar os 30 anos do Street Fighter, a Capcom anunciou uma nova coletânea da franquia que contém 12 games, inclusive o título de 1987, em apenas um único pacote.
  4. Gameplay completo do Street Fighter 1 – O gameplay completo do primeiro Street Fighter.
  5. A história do Street Fighter – Esta é uma série do Velberan que conta a história da franquia dos jogos de luta mais famosa do mundo.

Clique Aqui Para Assistir Ao Vídeo

Crazy Hangover 3

1 de setembro de 2018
Crazy Hangover 3

Crazy Hangover 3 transforma a ridiculamente engraçada série de adventures point and click para browsers de proporções excessivas, Crazy Hangover, em uma trilogia!

O que você tem quando mistura um vocalista arrogante de uma banda de rock, muita birita, muitos fãs e uma fazenda deserta? Descubra o que aconteceu com Ted e os Pyroguys durante esta festa maluca em Crazy Hangover 3!

Controles

  • Mouse: Movimentar e interagir
  • Barra de Espaço: Abrir inventário

P.S.: Se você gostou de Crazy Hangover 3, experimente os outros jogos da série, o Crazy Hangover e o Crazy Hangover 2!

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Max Connect

31 de agosto de 2018
Max Connect

Max Connect é um quebra-cabeças em Flash que é maneiro e difícil. Ele promete fritar seus miolos enquanto você tenta vencer seus desafios.

P.S.: Se você gostou de Max Connect, deveria tentar também o segundo game da série. É tão difícil e desafiador quanto o primeiro.

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You Dig

29 de agosto de 2018
You Dig

You Dig é um mapa para Doom II criado pelo Tuxlar lançado no dia 25 de julho de 2014 onde você pode destruir suas paredes atacando-as, o que pode ser feito tanto com as armas como com a pá, que fica no lugar do Soco Inglês, ou a britadeira, que substitui a Motosserra. As paredes podem revelar monstros, caminhos, pick-ups etc. Algumas precisam da sua correspondente chave para serem cavadas.

O You Dig contém uma música nova e algumas outras modificações no gameplay e nos gráficos, embora nada muito extravagante. Apesar de ser um mapa num estilo que não gosto muito, por ser bem grande e confuso em algumas partes, a sua ideia é bem original. O You Dig é também razoavelmente desafiador, com algumas áreas inclusive podendo ficar entupidas de monstros, embora nada esdrúxulo como num slaughter. Aliás, o criador do PWAD diz que a dificuldade 4, a “Masochist” (que seria a Ultra-Violence), é bem mais difícil do que deveria ser, recomendando aos iniciantes tentar jogar nas mais fáceis.

Screenshots

Vídeo

O vídeo acima foi jogado e comentado pelo Icarus, que sempre faz um bom conteúdo sobre mods de Doom, mas tudo em inglês.

Compatibilidade

O autor testou o WAD com o ZDoom v2.7.1 e PrBoom+ e disse que não deve funcionar no vanilla ou em ports não-Boom. Eu rodei no GZDoom 1.8.2 na primeira vez que testei o You Dig e não notei problemas. Também creio que deve funcionar em versões mais novas deste engine, mas não posso dar certeza.

O mod também precisa de um IWAD com estrutura do DOOM2.WAD para ativar o mapa. Os do Doom II: Hell on Earth e do Final Doom devem funcionar suave. Pode ser que a phase 2 do Freedoom quebre o galho, mas não garanto que não vá ter nenhum gráfico ou textura esquisita que prejudique a jogabilidade.

Saiba mais

  • You Dig v1.7 – O mod no Doomworld, com mirrors para download e mais informações.
  • Mod recomendado pelo AeizzatToha2.
site ou autor do arquivo Tuxlar tamanho do arquivo 777 KB licencaGrátis download link Download

Papa’s Burgeria

29 de agosto de 2018

papas burgeriaPapa’s Burgeria é a nova empreitada gastronômica do Papa Louie onde você tem que gerenciar e comandar a chapa da lanchonete que vai servir hambúrgueres para conquistar novos clientes e manter os antigos.

É um jogo em Flash divertido que me lembrou jogos como o Pizza Tycoon e conta com efeitos sonoros e cores agradáveis, além de ilustrações que possuem um traço interessante (as expressões dos personagens são ótimas).

Instruções

  • Anote os pedidos, frite os hambúrgueres, recheie e sirva os podrões para os fregueses que ficam esperando.
  • No final do dia, você pode comprar mais coisas para sua loja com as gorjetas que você recebe. São itens que vão ajudar a servir melhor a sua freguesia e melhorar sua pontuação no game.
  • Use o mouse para jogar.
  • Instruções mais detalhadas são dadas no primeiro dia do trampo na Papa’s Burgeria.

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Vapor Trail: Hyper Offense Formation

27 de agosto de 2018
Vapor Trail: Hyper Offense Formation

Vapor Trail: Hyper Offense Formation, conhecido também apenas como Vapor Trail, é um shoot ’em up desenvolvido e lançado pela Data East em 1989 nos fliperamas onde os jogadores controlam caças de uma unidade especial de combate e tem que destruir o reduto dos terroristas que ocuparam Nova Iorque.

Vapor Trail foi portado para o Mega Drive/Genesis e em 1991, e também recebeu duas sequências: o Rohga – Armor Force (Fliperama, PlayStation, Saturn e PSN), em 1992, e o Skull Fang (Saturn e Fliperama), em 1997.

Screenshots

As screenshots acima foram tiradas da versão de arcade do Vapor Trail. A resolução original é raster 256×240.

Enredo

Em 1999, uma organização terrorista conhecido apenas como DAGGER ocupou a cidade de Nova York, invadindo as defesas militares americanas, estabelecendo o seu próprio comando e obtendo acesso aos silos de mísseis nucleares. Nesta posição, os terroristas colocam o mundo como refém e prometem cancelar as suas ameaças de destruir a Terra somente quando os governos do mundo entregarem o poder e o controle para eles. Uma força de combate aérea especial (Special Forces Air Unit) é convocada para atacar as instalações controladas pela DAGGER e destruir a suas defesas na sede da ONU, em Nova York. Até então, a cidade permanece em silêncio.

Vídeo

Acima, temos o gameplay do Vapor Trail sendo exibido e comentado no Fliperama Nostálgico, a série de games de arcade do canal Defenestrando Jogos. Usamos o trabalho como principal fonte para esta publicação.

Gameplay

Vapor Trail pode ser jogado por até duas pessoas que podem controlar os caças de combate simultaneamente. Existem três tipos de jatos que variam entre entre velocidade e poder de fogo:

  • Silph – É a aeronave mais equilibrada. Ela atira sempre para frente e seus disparos são mais espalhados;
  • Valkyrie – Carrega mais poder de fogo e seus disparos são mais concentrados;
  • Seylen – É o caça mais veloz e seus disparos seguem duas direções, focalizando mais tiros para a frente com dois pela sua parte traseira.

As armas das aeronaves podem ser melhoradas com upgrades que são disponibilizados durante o game, que variam desde mísseis teleguiados, armas de toque, lança-chamas e várias outras. Cada jato também pode ativar um escudo defletor para ajudar a escapar de enrascadas.

Armas

Os jogadores podem escolher uma entre quatro armas diferentes que podem ser recolhidas durante o game:

  • Vulcan – É a arma padrão do jogador que dispara em frente, mas, dependendo do jato selecionado, pode disparar para destruir grandes grupos de inimigos;
  • Bombs – Uma arma de tiro direto e explosiva que retém o mesmo padrão de disparo para todos os jatos, mas aumenta o número de vezes em que pode ser disparada de uma só vez se receber upgrades;
  • Defender – Uma arma de tiro de cluster que circunda o caça controlado pelo jogador e é atualizado como as bombas;
  • Missiles – São mísseis teleguiados que disparam em múltiplas direções. Dependendo em qual jato é usado, os mísseis são atirados em diferentes direções, semelhante ao que o ocorre com a Vulcan.

Os jogadores também têm a opção de pegar o S-Unit, um acessório de arma que habilita o disparo do jato não importando qual arma seja recolhida anteriormente, com o ataque desta unidade diferindo uns dos outros em cada avião. Uma vez que a S-Unit for equipada, o jogador não pode mais usar suas armas anteriores a menos que esta seja detonada, o que não prejudica o jogador, mas prejudica o inimigo à medida que a unidade irá causar uma explosão grande e poderosa.

Cada jato está equipado com um dispositivo que lhes permite fazer um kamikaze com segurança em outros jatos que deve ser recarregado após cada uso.

Curiosidades

  • O nome da organização terrorista foi trocado para Ragnarok, na versão original japonesa, conhecida como Kuuga – Operation Code Vapor Trail (空牙 – Operation Code Vapor Trail).

Versão do Mega Drive/Genesis

Como dito mais pra cima, em 1991, o Vapor Trail acabou sendo portado e lançado para o popular console da Sega pela Telenet Japan, no Japão, e pela Renovation Products, na América do Norte. Esta versão acabou sendo bem fiel ao original, apesar das limitações impostas pelo hardware. Até mesmo a display ratio foi mantida durante a conversão, com a adição das barras laterais, embora conste que tenha a jogabilidade levemente melhor e seja mais fácil que o original dos arcades. O port do Mega também foi apresentado no programa de videogames Nick Arcade, na parte Video Challenge deste show. Os efeitos sonoros do jogo foram amostrados na música “Doctor Rhino”, de Snazin Smith.

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