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Considerações econômicas, sociais e morais sobre a hype

18 de agosto de 2018
Considerações econômicas, sociais e morais sobre a hype

Este artigo contém umas considerações econômicas, sociais e morais sobre a hype, os problemas que isto causa e porque não ajuda ninguém. Foca mais nos videogames, mas serve para outras áreas ou mercados também. Resolvi fazer estas considerações depois de assistir um vídeo do Pew Die Pie chamado E3 CRINGE 2018 [1] e a partir de conversas no nosso canal do Discord também. O título é uma referência ao livro Considerações Econômicas, Sociais e Morais sobre a Tributação, escrito pelo pós-doutor em Economia Adolfo Sachsida [2].

Também resolvi gravar um vídeo lendo mais ou menos e comentando o artigo e, pra deixar mais animado, criei um megawad no Oblige chamado Cult of the Devil e joguei umas fases com o os mods Combined Arms e Brother in Arms pra ficar bem relaxado sem precisar concentrar muito (embora tenha dado pau no vídeo e eu tive que narrar de novo). Vou deixar os links para todos estes mods ao fim do artigo. O vídeo segue abaixo:

Primeiro, vamos definir o que é hype, pelo menos no sentido que pretendo usar aqui, como “uma situação na qual algo é extremamente divulgado e debatido em jornais, televisões e em outros meios para atrair o interesse das pessoas”. Alguém pode dizer, por exemplo, “tem muita hype em torno deste último filme”, ou “desisti de ler o livro por causa da hype”. Ou seja, e não estou resumindo todos os casos a isto, mas podemos dizer que se trata de uma atenção artificial a algum lançamento, pré-lançamento, anúncio ou algo do tipo, forçada para empurrá-lo para os trouxas.

Podemos facilmente identificar hype quando a expectativa ou a falação a respeito de algum determinado produto é injustificável nele mesmo (o que seria a única justificativa decente). Em outras palavras, as pessoas hypadas se deixam levar por outros motivos, seja pelo espírito de manada, vontade de aparecer ou entrosar, problemas de personalidade ou pelo simples desejo de bancar o débil mental.

Porque a hype é ruim

A hype causa pelo menos dois problemas que tratarei aqui. Um deles, e o pior, é que acomoda os desenvolvedores e publishers de jogos. Ora, se o gado já está louco por um título só porque você mostrou pra ele 30 segundos de cinemática em alguma convenção destas aí, pra que esquentar a cabeça caprichando no esquema se vai vender do mesmo jeito? O que importa são as cifras nos bolsos deles e tem que ser muito cabaço pra achar que estas grandes firmas, as que geralmente são as que mais promovem e se beneficiam com a hype, estão preocupadas com aspectos artísticos e a qualidade do jogo e não com o dim dim caindo na conta, ainda mais que estas precisam de mostrar bons desempenhos financeiros para seus acionistas, investidores etc.

Isto já aconteceu antes, embora em escalas muito diferentes, tanto em volume quanto em dinâmica. Tem até um documentário que temos no nosso canal que, em uma das suas partes, mostra como a Atari, depois que adotou esta mentalidade puramente financeira ficou: basicamente, os figurões lá acharam que bastava lançar qualquer porcaria que ia vender do mesmo jeito, e o epitáfio disso foi aquele jogo do ET, uma bomba total. Tem um documentário em nosso site que fala sobre isso. E as consequências desastrosas não pararam por aí, não apenas com esta firma se dando mal, como os consoles caseiros ficaram com uma péssima impressão pro público e o mercado ficou estagnado. Aliás, a Nintendo resolveu lançar o Famicom no mercado internacional, o Nintendinho 8-bit, com um design de aparelho bem diferente de qualquer coisa que pudesse lembrar o Atari 2600 justamente pra evitar que as pessoas pensassem que era apenas mais alguma porcaria. Vi isto em algum lugar.

NES

Dizem que o Nintendinho foi lançado com este design para diferenciar o máximo o possível do Atari 2600.

Dito isto, não acho que o mercado de videogame vai estagnar hoje como aconteceu em meados dos anos 80. Os tempos são diferentes: não apenas os jogos eletrônicos já são uma forma consagrada de entretenimento e as informações correm muito mais livremente (ultimamente nem tanto) e aceleradamente, como e o cenário é enormemente maior em volume e dinamismo. Existe uma centena de gêneros de jogos, uma miríade de plataformas e incontáveis desenvolvedores que variam desde o moleque criando um fangame do Naruto no RPG Maker até os gigantes.

Ou seja, pode ser que um nicho caia em decadência, como aconteceu com os beat ‘em ups, mas não significa que todos os jogos irão pro mesmo caminho. Daí, particularmente, acho que o mercado de grandes lançamentos, AAA e tal, cedo ou tarde, vai entrar em crise. As pessoas estão percebendo que tem algo de errado, embora talvez demore um pouco e o efeito é pequeno ainda. Veja o exemplo do Command & Conquer. A franquia morreu depois do Yuri’s Revenge, mas só agora o pessoal começou a criticar e a condenar a EA em massa. Mas, eventualmente, quando uma parcela significativa do mercado resolver parar de bancar o palhaço, estas firmas vão ter que dar um jeito de lançar jogo verdadeiramente bom, algo que não sabem faz muito tempo, ou quebrar. E tem mais é que quebrar mesmo. O único problema disso é que as grandes franquias e grandes nomes, que uma vez foram pequenos, correm o risco de morrer com elas, pois foram tão queimados que são abandonados pois tem medo de flopar de novo. E o pior é que estes mesquinhos não deixam ninguém criar nada também, com essa conversinha de propriedade intelectual e outros socialismos. Foi mais ou menos isso o que aconteceu com o Duke Nukem, diga-se de passagem: o Ion Maiden, que cobri num Notícias do Facínora, certamente não pôde usar o Duke por causa de copyright, só que a firma que detém os tais direitos também não lança nada com medo de dar ruim, ainda mais depois do fracasso do Duke Nukem Forever.

Outro problema que o hype traz é menos danoso pra mim, mas enche o saco mesmo assim e ainda faz mal pra pessoa: no meio da euforia, o indivíduo tende a perder o senso de ridículo e começa a agir feito um retardado mental, queimando o filme e atrapalhando as pessoas próximas. Isso pode ser visto neste vídeo do Pew Die Pie, mas, por exemplo, suponha que você está procurando informações ou cenas de algum jogo que você está interessado e tem um bando de idiota do seu lado berrando sem parar ou floodando a página ou grupo a respeito do produto com babaquice? Sem contar que, para agradar esses empolgados de merda, o pessoal fica enchendo linguiça com coisas que ninguém em seu estado normal se importaria, como um idiota tocando banjo no meio da convenção ou chamando algum YouTuber zé ruela pra ficar falando groselha. Tipo, nada a ver. Ou seja, além do cringe, da vergonha alheia, isso atrapalha as pessoas de bem.

nem eu.

nem eu.

Elitismo também é ruim

Em contraponto, tenho que dizer que não estou, de forma alguma, fazendo apologia àquele outro tipo de cara chato que costumo de chamar de elitista. Não se deixar se levar pela hype não significa fixar pondo defeito em tudo e caçando pelo em ovo. É óbvio e patente que esse pessoal que só faz críticas extremamente negativas a videogames, parecendo aqueles velhos chatos brigando por um real de troco de pão na fila, não tem nada na vida. Este tipo de coisa dá problema também, visto que o elitista resume a realidade ao seu caráter individual, e, ao fazer isso desconsidera (por desconhecer mesmo) que valor é algo subjetivo. Ou seja, no auge de toda a sua superioridade intelectual de tanto assistir Rick and Morty e Big Bang Theory, estes mentecaptos não sabem que existem infinitos perfis de consumo e o que é ruim pra um pode ser bom pra outro. Ou seja, este tipo de crítica não ajuda o público, é só vontade de parecer melhor do que e, na prática, é só a imposição das preferências ou a visão de um zé mané a todo mundo. É mais um tipo de falação que polui o debate.

Se você acha que reclamar de tudo e ser o Do Contra te faz parecer legal, o Pewds tem um recadinho muito bom pra te dar logo acima. Serve também pra quem fica forçando fanboyolice.

Outra coisa que pode acontecer é quando franquia depende de uma fanbase extremamente elitista, ela pode não evoluir. Qualquer inovação, e inovação é o que traz crescimento, pode ser rechaçada pela atitude irracionalmente purista destes caras. Isto pode levar o jogo a estagnar, sendo que, até o ponto em que algo não está sendo descaracterizado para acomodar SJW ou pra atrair fãs bobocas de jogos que estão dominando a cena em determinado momento, modificações podem ser bem vindas.

O que fazer pra combater?

Pois bem, antes de qualquer coisa, não espere nada capaz de mudar o mundo aqui. O que podemos é mudar a nós mesmos antes, na esfera individual. É evitar ser feito de trouxa, não gastar dinheiro à toa, embarcar em canoa furada ou fazer papel de trouxa por conta própria.

Em primeiro lugar, e mais óbvio, é perguntar a si se quer comprar o jogo pra se divertir com ele ou pra tirar foto e postar no Instagram? Se ao menos sabe do que se trata ou se é pra mostrar que é sofisticado e entendido pros outros? Se te interessa alguma novidade ou funcionalidade que está sendo prometida ou é para entrosar e ficar conversando fiado com os fanboys? Fazer um exame de consciência pra ver se não está fazendo as coisas por pura vaidade ajuda sempre.

Buscar reviews pode ser útil, mas tem que tomar cuidado com as fontes. Grande parte da mídia especializada não sabe de porcaria nenhuma, está sendo pago para fazer análises positivas ou vai dizer que tal título é mil maravilhas devido a algum critério irrelevante como por lacração, alguma referência boboca etc. Às vezes, o autor pode estar louco na hype também e daí não adianta. Procure resenhas de quem você tem confiança ou sabe que tem o gosto parecido com o seu, compare opiniões e pergunte a seus amigos também.  É bom pra ter certeza que você vai comprar o que está querendo mesmo.

Segurar o impulso de comprar o mais cedo possível é outra coisa óbvia. O jogo não vai sumir se você não comprar ele na data do lançamento e muita gente faz isso só pra mostrar pros outros, o que é coisa de mongolóide (vide a primeira dica). Claro que a pré-compra é sempre uma oferta atrativa, só que na moral, não tem como prever com certeza o que vai acontecer. É uma loteria… De qualquer maneira, pense bem: dependendo da situação e do limite orçamentário, é melhor esperar e ver se o preço cai depois de uns meses. Às vezes, liberam até o jogo de graça, como aconteceu com o Quake Champions recentemente. Deixar a hype passar pra ver se o game vai continuar com a mesma popularidade, se vai ter gente jogando multiplayer, canais independentes criando conteúdo e tal, pode te ajudar a analisar com mais precisão.

Outra dica que uso bastante é pensar se vou ter tempo pra jogar. Tem muita coisa lá na biblioteca do Steam ou do GOG que comprei em ofertas e nem instalei ainda. A sorte é que foram baratos, mas percebi que, muitas vezes, realmente queria mandar o game, mas sobra nem uns minutos. E pode sempre acontecer que eventualmente sobra um tempo livre e, com sorte, o jogo barateia no futuro. Vale a pena ponderar isso pra economizar uma grana.

Este é meu novo lema de vida.

Este é meu novo lema de vida.

Conclusão

Enfim, é claro que tem vários outros aspectos sobre este assunto que esqueci de considerar aqui, mas só queria falar sobre estes que acho mais evidentes mesmo. Também não estou falando pra ninguém virar uma máquina sem sentimento: ficar ansioso e ter expectativas é absolutamente normal, só temos que ordenar nossos instintos pra não fazer besteira. Também não quero obrigar ninguém a nada. Se você quiser seguir os conselhos, beleza. Se não, vá na fé.

Um abraço do Facínora e até a próxima!

Saiba mais

  1. E3 CRINGE 2018 – Vídeo do Pew Die Pie que me incentivou a falar sobre este assunto.
  2. Considerações Econômicas, Sociais e Morais sobre a Tributação na Livraria Travessa – O livro de onde tirei a ideia para fazer o título do artigo. Ele trata de um assunto importante de uma maneira agradável sem perder a didática. Se não estiver em falta, tente pedir lá na página da obra no Facebook.
  3. Combined Arms – Um mod para Doom que substitui o arsenal clássico deste jogo por um pacote de armas bem interessante e poderoso.
  4. Brother in Arms – Mod que implementa um sistema de aliados exageradamente poderosos ao clássico FPS da id Software.
  5. Cult of the Devil – Megawad que eu fiz no Oblige pra jogar o vídeo.
  6. Fatos sobre o Nintendo 8-bits que talvez você não saiba – Onde vi o negócio do Nintendinho 8-bit.
  7. Notícias do Facínora 32 – Onde falei sobre o Ion Maiden, o jogo recente da 3D Realms que usa o engine do Duke Nukem 3D, Blood e outros FPS clássicos.
  8. A Era Dos Video Games – Documentário que conta como surgiram os primeiros videogames e como eles vieram evoluindo desde então.

Adventures of Salvo Jettison, or “The Quest” (for Weight Watching)

17 de agosto de 2018
Adventures of Salvo Jettison, or “The Quest” (for Weight Watching)

Adventures of Salvo Jettison, or “The Quest” (for Weight Watching) é um mod para Doom criado por Richard Smith Long onde cada arma tem seu determinado peso, o que acaba influenciando o jogador, desacelerando-o na medida em que fica mais pesado. Este não poderá também exceder a carga máxima, sendo obrigado a descartar alguma arma para recolher uma nova.

O PWAD também traz um HUD próprio, uma boa dose de gore, algumas fontes e efeitos sonoros novos e modificações em maior ou menor grau nos monstros. Além disto, o arsenal foi completamente alterado, com umas três armas baseadas no Duke Nukem 3D, inclusive com funcionamento similar.

Vídeo

Enredo

Quando o renomado mercenário Salvatore “Salvo” Jettison aceitou um novo trabalho para a misteriosa organização chamada UAC, tudo parecia uma grande mamata: eles iriam providenciar tudo, desde armas novas em folha até munição e outras vantagens. O que eles não lhe disseram, e aí já era tarde demais, é que ele estava indo lutar contra o Inferno e não iria receber aquela armadura lendária dos fuzileiros espaciais que consegue carregar tudo…

Review

Bom, então o negócio é o seguinte: especialmente considerando que não é um mod dos mais modernos (esta versão foi lançada em 2016), o Adventures of Salvo Jettison, or “The Quest” (for Weight Watching) é um trabalho surpreendente que consegue reunir uma série de elementos originais e retirados de outros jogos combinando-os harmoniosamente (Os sprites das armas combinam com o resto do visual do mod, por exemplo) em um gameplay que tem uma proposta inovadora, porém suficientemente simples para manter o que torna o Doom divertido. Gostei pra baralho de experimentar e apresentar ele aqui e vou ver a versão atualizada com certeza.

Screenshots

Compatibilidade

O autor afirma que o Adventures of Salvo Jettison roda no GZDoom 1.5.6 (sem GLDEFS). Usei aqui o GZDoom 3.5.0 e o Zandronum (2.0 e 3.0) para jogá-lo, com os IWADs do Doom II: Hell on Earth, The Ultimate Doom, Final Doom e de ambas as phases do Freedoom. Parece que funciona de boa com tudo isso.

Saiba mais

  • Adventures of Salvo Jettison no Doomworld – Com mais informações e mirrors para download.
  • Mod recomendado pelo RiboZurai. Agradecimentos também ao Tyrant120 pelos inputs dele também.
  • Tem uns TXTs no pacote de download que são cheios de detalhes.
site ou autor do arquivo Richard Smith Long tamanho do arquivo 21,2 MB licencaGrátis download link Download

Lista de golpes do jogo X-Men: Children of the Atom

15 de agosto de 2018
Lista de golpes do jogo X-Men: Children of the Atom

Temos aqui a lista de golpes do X-Men: Children of the Atom, o excelente jogo de luta da Capcom entre os populares personagens da Marvel lançado em 1994 originalmente para os arcades que é também a segunda colaboração entre estas duas firmas nos videogames. Os comandos foram feitos tendo em mente a versão de fliperama, mas podem ser adaptados sem maiores problemas para as versões de Saturn e PlayStation.

Esta publicação vai ficar na picaretagem com umas screenshots mesmo até eu terminar de traduzir e digitar tudo, pois dá trabalho montar estas tabelinhas. Mas eventualmente tudo vai ficar completaço, pode botar fé.

Os golpes que tem _ antes do nome significam que são os controles do golpe anterior. Os em negrito são os que consomem especial. Deixamos também uma legenda meio que traduzindo os ícones que pode ser encontrada no fim deste post.

Segue para o resto do post com os golpes de cada personagem

Enclosure

14 de agosto de 2018
Enclosure

Enclosure é um jogo de terror independente com estilo retrô similar a antigos títulos da Sierra criado pela Femo Duo Entertainment, lançado em 2003 e que segue um jovem que deve investigar um caso sobrenatural em uma isolada e gélida estação de extração de petróleo na Groenlândia.

Um adventure baseado em texto, o Enclosure foi criado usando o NAGI, um engine baseado no AGI, o que, por sua vez, foi usado para criar vários clássicos da própria Sierra. Ele apresenta gráficos tipo os do antigo EGA (resolução de 160 x 100 pixels e 16 cores) sons tipo bipes imitando o PC Speaker e analisador de texto.

Enclosure é bem feito, freeware e sua história mantém o jogador entretido e absorto desde o começo, querendo saber mais. Os quebra-cabeças não são muito difíceis e não é o tipo de jogo que deve fazer o jogador se perder. Ele só podia ter uma duração maior, até mesmo para explorar mais o enredo e os personagens.

Vídeo

Acima, temos o trailer oficial do jogo convertido a partir do original em Flash que dá uma ideia do tom e do estilo do Enclosure.

Enredo

Mike Goodman é um vigarista que mora com a namorada, Sarah Parker, igualmente vigarista em um apartamento decadente. O casal engana as pessoas fazendo sessões espíritas a fim de contactar os mortos ou os demônios que se fazem passar por eles. Mike tem pouco dinheiro e nenhum outro trabalho. Certo dia, Mike conhece um homem no bar local chamado William Mayfield que lhe oferece 10 mil dólares para acompanhá-lo a uma remota estação de extração de petróleo chamada Mary. Esta estação teria sido construída pelo pai de William, Maxwell Mayfield, um magnata do ramo. Aceitando imediatamente, eles partem na manhã seguinte para a Groenlândia.

Suspeita-se que haja um espírito assombrando a estação Mary. Depois do primeiro contato com o espírito, as coisas começam a dar errado – terrivelmente errado. Manchas estranhas de óleo aparecem por toda a estação, a morte vem se aproximando e nem todo mundo é quem eles pareciam ser. Resta encontrar o segredo por trás das mortes que estão acontecendo no local e exatamente quem está por trás delas.

Screenshots

Gameplay

Como dito, o Enclosure é um adventure baseado em texto. Existem atalhos para os comandos mais utilizados – “l” para “look” (olhar), “o” para “open” (abrir) etc. No entanto, não existe um comando “look around”, presente nos antigos jogos Sierra. Tem o comando F6 que exibe os nomes de todas as pessoas presentes em alguma determinada sala, o que facilita.

O jogo apresenta um extenso sistema de dicas que aparecem de tempos em tempos se você vagar pela estação por tempo demais e sem nenhum resultado. Há também muitas maneiras diferentes de dizer alguma determinada coisa em Enclosure, o que ajuda a evitar momentos frustrantes que muitas vezes ocorrem em adventures do gênero, tipo quando você sabe o que fazer, mas leva 10 minutos para descobrir o comando correto a ser usado.

Além dos tradicionais quebra-cabeças baseados em inventários, pistas e conversas, existem também duas sequências de arcade, uma no início e outra no final de Enclosure. Como nos antigos jogos da Sierra, é altamente recomendável salvar com frequência, pois a morte na estação é fácil e pode vir a qualquer passo errado.

Saiba mais

site ou autor do arquivo Femo Duo Entertainment tamanho do arquivo 665 KB licencaFreeware sistemas operacionais compativeisWindows download link Download

Impressionante curta-metragem estilo anime do TIE Fighter

13 de agosto de 2018
Impressionante curta-metragem estilo anime do TIE Fighter

Assista este impressionante curta-metragem estilo anime do TIE Fighter feito pelo OtaKing77077 que captura a ambientação e a temática deste clássico e grande simulador de combate espacial em uma bela e original forma.

O curta foi desenhado e animado no decorrer de quatro anos, onde o autor dedicou seus finais de semana, e conta com trilha sonora de Zak Rahman e com design de som de Joseph Leyva e tinha como proposta mostrar como seria uma animação do Star Wars focada no Império desenhada com um nível de detalhes e com qualidade de sombreamento típico dos impressionantes animes dos anos 80.

Eu, que joguei bastante, o Star Wars: TIE Fighter, notei muitos elementos deste jogo, inclusive parece mesmo alguma missão do mesmo, com os caças, naves capitânias e tudo mais tiradas dele. O curta tem também efeitos sonoros do game, o que aumenta ainda mais a nostalgia e a vontade de jogar este clássico título lançado pela LucasArts de 1994. E pode ficar sossegado, não tem nenhuma dessas papagaiadas que a Disney meteu no cânon do Star Wars agora.

Clique Aqui Para Assistir Ao Vídeo

Defenestrando Andro Dunos (1992)

12 de agosto de 2018
Defenestrando Andro Dunos (1992)

Como está sendo de costume em quase todos os domingos por aqui, vamos assistir a uma jogatina de jogo antigo, a do Andro Dunos, um jogo de navinha de 92 que foi exibido e comentado no Fliperama Nostálgico, um dos quadros do canal Defenestrando Jogos.

O vídeo é bem descontraído sem degradar para o retardo mental, trazendo muitas informações e curiosidades que usamos para criar esta publicação.

Andro Dunos é um jogo de tiro estilo shoot ’em up com rolagem horizontal que se passa no espaço desenvolvido e lançado pela Visco Corporation no dia 15 de junho de 1992. Parecido visualmente com os clássicos R-Type e Darius, bastante desafiador e com quatro diferentes configurações de armas que podem ser selecionadas pelo jogador, o Andro Dunos passou injustamente um pouco desapercebido na época, ganhando apenas um port para o console caseiro Neo-Geo AES da SNK, em julho de 1992.

Enredo

A invasão de uma forma de vida desconhecida está ficando cada vez pior. Ninguém sabe se uma linha de defesa deve ser montada ou se o coração da base inimiga deve ser atacado primeiro. A única esperança da população é o caça espacial mais avançado existente que vai ser enviado para a batalha em diferentes cenários de guerra.

Gameplay

Como dissemos, o Andro Dunos é um shmup side-scroller. Ele pode ser jogado por até duas pessoas ao mesmo tempo na mesma máquina e conta com sete fases repletas de inimigos e um chefão no final de cada uma delas.

O jogador começa Andro Dunos com quatro armas principais que podem ser trocadas ao pressionar um botão, sendo algumas destas mais poderosas que outras. Ao manter pressionado o botão de tiro por cerca de dois segundos, pode-se disparar um tiro carregado, se o seu nível de arma principal for dois ou mais e causando mais dando aos inimigos.

Se o jogador perder uma vida, perderá um nível de poder de todas as quatro armas. Se todas as vidas forem perdidas e tiver que usar continue, terá disponível apenas a sua arma principal no segundo nível de poder e todas as três outras no primeiro nível.

Curiosidades

  • Andro Dunos é o primeiro jogo da Visco desenvolvido e lançado para o hardware da SNK, o Neo-Geo MVS.
  • O Andro Dunos foi recebido pela crítica de forma misturada, alguns dando boas notas e outras dando pontuações medíocres.

Clique Aqui Para Assistir Ao Vídeo

Super Mario Rush

11 de agosto de 2018
Super Mario Rush

Super Mario Rush é um divertido jogo para browsers em HTML5 que apresenta o nosso velho amigo Mario, com o encanador gordinho e seus amigos correndo para resgatar a Princesa. Ajude-os, atravessando todos os mundos e esmagando os inimigos para matá-los!

Corra o mais rápido que puder e tente alcançar a pontuação mais alta!

Instruções

  • Toque ou clique na tela para saltar ou dar saltos duplos.
  • Segure a tela para flutuar no ar.
  • Evite perigos como fincos e serras e use os itens úteis.
  • Tente recolher moedas para comprar as máscaras dos amigos na loja.

Clique Aqui Para Jogar

Violence Fight

9 de agosto de 2018
Violence Fight

Violence Fight (バイオレンスファイト) é um jogo de luta desenvolvido e lançado pela Taito em 25 de abril de 1989 para os fliperamas que consiste em um campeonato de luta underground onde participam caminhoneiros, empresários falidos e apostadores, tudo sob o controle de gangsters.

Apesar de ser um título relativamente bem desconhecido, Violence Fight chegou a ser portado para outros sistemas,como parte de coletâneas, como a Taito Legends 2, para o PlayStation 2, XBox e Windows; e a Taito Memories Gekan, para o PlayStation 2. O jogo também gerou uma sequência chamada Solitary Fighter lançada em 1991.

Screenshots

As screenshots acima foram ampliadas. A resolução original é  320×224 pixels, 60 Hz e 4096 cores.

Enredo

O jogo se passa no início dos anos 50, nos EUA, onde um torneio de luta de rua underground ganha popularidade entre o submundo do crime, caminhoneiros e até cidadãos respeitáveis, todos atraídos pelas apostas, emoção e prêmios. Controlado por gangsters, o torneio é conhecido como Violence Fight e reúne homens de todas as partes dos Estados Unidos que competem por grandes prêmios e pelo título. Do centro de Los Angeles, um jovem lutador conhecido como Bad Blue e seu gerente Blinks vêm atrás da fortuna e da glória. Será que ele será capaz de vencer todos os adversários nesta Luta Violenta?

Vídeo

Acima temos o gameplay comentado do Violence Fight em um vídeo feito pelo canal do Celso Affini que nos traz informações e curiosidades sobre o título e que usamos como fonte para este post.

Gameplay

O esquema do Violence Fight lembra bastante alguns beat ’em ups como o Double Dragon, com o jogador podendo se movimentar em oito direções em alguns cenários e contando com botões de soco, chute e salto, entretanto, o combate acontece em uma arena fechada e não com o jogador enfrentando uma enorme quantidade de inimigos. Pode-se também combinar os botões (soco + salto ou chute + salto) para aplicar golpes especiais, ou pressionar chute + soco para agachar e desviar dos ataques inimigos. Também se pode recolher caixotes, barris e outros objetos para usar nas lutas. Também rola arremesso dos oponentes e outras coisas típicas dos beat ’em ups.

Cada luta consiste em uma melhor de três rounds, cada um com limite de tempo de 100, 60 ou 40 segundos. Quando o contador de vida do adversário vai para zero, ele perde o round, sendo que cada um começa com 100 pontos. Se o tempo acabar em uma rodada, esta terminará em um sorteio. Se duas das três rodadas terminarem em um empate, o lutador com apenas um ponto será o vencedor. Se os totais dos pontos estiverem empatados no final das três rodadas, a partida termina em um empate. Se você receber mais pontos do que o seu oponente, continuará para a próxima rodada, se não, é game over. Se a partida terminar em um empate contra a CPU, conta como derrota. Se a partida terminar em um empate de 2 jogadores, qualquer jogador terá que inserir outra moeda para continuar a jogar.

Lutadores

Violence Fight tem quatro lutadores selecionáveis (Bad Blue, Ben Smith, Rick Joe e Lee Chen) e, dependendo da escolha, o jogador enfrenta primeiros os outros três e dois chefões (Ron Max e Tony Won). Por fim, o jogador enfrentará um clone do seu personagem, que seria o irmão mais novo dele.

  • Bad Blue (バッド・ブルー) – Um campeão de luta de rua de Los Angeles que é o mais balanceado e com melhor técnica. É também conhecido como “Bat Blue”;
  • Ben Smith (ベン・スミス) – Fuzileiro veterano americano de Carson City, Nevada. Luta boxe e foi apelidado de “Fierce Eagle” devido aos seus reflexos apurados e sua velocidade. Apesar disto, os seus outros atributos são abaixo da média;
  • Rick Joe (リック・ジョー) – Lutador de telecatch de Ardmore, Oklahoma. Sua carreira acabou prematuramente por causa de um homicídio em massa, sendo expulso da TWF (Taito Wrestling Federation) por matar 13 oponentes durante lutas sancionadas. Entra no campeonato “Violence Fight” para se redimir dos seus pecados do passado. Com uma semelhança com o prowrestler Gorgeous George, seu nome é escrito errado como “Lick Joe” no jogo;
  • Lee Chen (リー・チェン) – Um misterioso artista marcial chinês de Miami, Florida. Apesar de ser um cidadão americano nascido no país, Lee passou a infância visitando a China com seu pai aprendendo a arte da luta. Lee entra no torneio afim de provar suas técnicas para os seus fãs;
  • Ron Max (ロン・マックス) – Fazendeiro cabeça dura do Texas que usa uma camisa branca, jeans azuis e suspensórios vermelhos. Quando o jogador o enfrenta, a audiência vai atirar latas de cervejas vazias no ring e atrapalhar o jogador;
  • Tony Won (トニー・ウォン) – Um alto nova-iorquino que parece o Mr. T. que vai fazer de tudo para vencer a luta, inclusive passar por cima das regras, como usar uma corrente para agredir o adversário. É também o lider de uma gangue chamada Black Will ‘O, organização tal que controla o torneio Violence Fight.

Curiosidades

  • Você pode ver as Torres Gêmeas (World Trade Center) em uma das fases do game que se passa a noite;
  • A versão americana do game tem a famosa tela “Maconheiro nem é gente” “Winners Don’t Use Drugs”;
  • Segundo as informações do Violence Fight, o lutador Rick Joe foi expulso da “Taito Wrestling Federation”, que pode ser uma referência à associação de luta livre do jogo Mat Mania, “Taito Wrestling Association”. Este game, também da Taito, é um dos primeiros de arcade que eu joguei na minha vida;
  • O chefão desse jogo lembra muito o Mr. T, o famoso B.A. Barracus do Esquadrão Classe A e o Clubber Lang do Rocky III.

La Tailor Girl

8 de agosto de 2018
La Tailor Girl

La Tailor Girl é um mod para Doom criado pelo Hege Cactus que adiciona charmosas protagonistas que podem usar armaduras que, além de lhes proteger, garantem bônus de ataques. Sem vestir nada, entretanto, a personagem terá problemas para usar armas e sujeita a perder vida.

Além deste sistema, o PWAD conta com telas, sons e HUD próprios, arsenal totalmente novo, altfires, estilo gráfico retrô e agradável, modificações nos pick-ups e outras funcionalidades interessantes. Também, como os seus monstros não são alterados, pode ser combinado com potencialmente qualquer pacote de inimigos. Inclusive, no vídeo abaixo, a segunda parte foi gravada com o Colourful Hell, outro WAD do Hege Cactus.

Vídeo

Review

Achei o La Tailor Girl espetacular. Não apenas é bem divertido de jogar e conta com características bem únicas no gameplay, como apresenta um estilo gráfico retrô que é muito bom, especialmente para quem gosta de jogos antigos. Tem uma dose de humor nos detalhes também. A grande variedade de armaduras e as modificações que garantem também promove replay, visto que isto significa bastante coisa para explorar. Outra coisa que posso citar é que quem desenhou isto tudo tem muito a manha…

Screenshots

Compatibilidade

Rodei o La Tailor Girl aqui no GZDoom (3.3.2 e 3.4.1) com os IWADs do Doom II: Hell on Earth, The Ultimate Doom, Final Doom e de ambas as phases do Freedoom. Parece que ele funfa suave com tudo isso.

Saiba mais

site ou autor do arquivo Hege Cactus tamanho do arquivo 47,8 MB licencaGrátis download link Download

10 Bullets

7 de agosto de 2018
10 Bullets

10 Bullets é um jogo original em Flash (para browsers) onde tudo depende do tempo certo. Um botão, 10 balas e massivas reações em cadeia é tudo o que você tem!

Então, quantas naves você consegue destruir? Será você paciente o suficiente para esperar a hora e o lugar certo pra atirar? Que momento você acha melhor para iniciar a reação em cadeia que vai explodir a tela?

Controles

  • Clique com o mouse ou use a barra de espaço para atirar.

Clique Aqui Para Jogar

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